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《Reencontro no Apocalipse》Capítulo 16

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"Mamãe, não chore, Arthur também não chora."

"Mamãe, Arthur está bem."

"Mamãe..."

Lágrimas escorriam incontrolavelmente de seus olhos. Seu corpo tremia levemente, seus dedos agarravam a bainha de sua saia, com as pontas dos dedos brancas.

O rosto daquela criança finalmente se sobrepôs à figura em sua memória.

"Arthur... Arthur..."

Ela murmurou, sua voz tremendo a ponto de ser inaudível.

Os pais do menino correram apressados, pedindo desculpas enquanto puxavam a criança: "Desculpe, desculpe! O menino correu rápido demais, ele não te machucou, não é?"

Helena, no entanto, parecia não ter ouvido, parada ali atordoada, com lágrimas escorrendo sem parar.

Como ela pôde esquecer?

Aquela era sua criança, seu Arthur!

Samuel observou sua expressão, e seu rosto ficou pálido instantaneamente.

Ele percebeu que ela tinha se lembrado de tudo.

"Esposa..."

Ele deu um passo à frente, sua voz rouca e urgente, estendendo a mão para tentar segurá-la. "Você se lembrou, não é?"

Helena levantou a cabeça violentamente, seus olhos avermelhados fixando-se nele, as emoções em seus olhos tão complexas que causavam dor.

Sua voz era fria e trêmula: "Eu não sou sua esposa."

A mão de Samuel ficou paralisada no ar, como se tivesse sido duramente ferida pelas palavras dela.

Um lampejo de pânico brilhou em seu olhar, ele queria explicar.

Mas, naquele momento, uma voz fria interrompeu: "De novo você?"

Lucas se aproximou, seu olhar varrendo friamente Samuel e depois pousando no rosto de Helena, coberto de lágrimas.

Suas sobrancelhas estavam franzidas, com uma hostilidade clara em seu tom:

"Por que você veio atrás dela de novo? O que você fez com ela?"

Samuel pressionou os lábios, olhando para Lucas com um olhar sombrio.

Ele finalmente reconheceu aquele homem — era o irmão sênior que morrera na vida anterior para salvá-la.

Helena segurou a mão de Lucas, sua voz carregando um toque de súplica: "Irmão Sênior, leve-me embora, não quero vê-lo."

Lucas assentiu, abraçando seus ombros e lançando um olhar gélido para Samuel: "Pare de persegui-la, ou não me responsabilizo."

Samuel ficou parado, observando-os partir, sentindo-se como se algo tivesse dilacerado seu coração. Seus dedos se fecharam em punhos, os nós dos dedos brancos, e seu olhar tornou-se gradualmente sombrio.

No momento em que Helena estava prestes a desaparecer no fim do corredor, ele falou de repente, com uma voz baixa e fria: "Você não quer me ver por causa dele?"

Capítulo 27

Desde aquele dia, quando ela não o respondeu e virou as costas para ir embora.

Por um mês, Samuel continuou a persegui-la; ela sabia que ele estava se sentindo culpado e tentando reparar seus erros.

Mas ela não desejava perdoá-lo, nem mesmo vê-lo novamente.

"Samuel, vou dizer isso pela última vez: não me procure mais."

Helena, sem conseguir suportar mais, estava na beira da estrada, olhando para ele com frieza.

Ele queria dizer algo, mas ao ver a determinação nos olhos dela, sentiu como se sua garganta estivesse bloqueada e nada pudesse sair.

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Justo quando os dois estavam em um impasse.

Ao longe, ouviu-se o som agudo da buzina de um veículo blindado.

Helena virou a cabeça inconscientemente.

Um veículo blindado desgovernado corria em sua direção.

Sua mente ficou em branco, e seus pés pareciam pregados ao chão, incapazes de se mover.

"Cuidado!"

A voz de Samuel explodiu em seus ouvidos.

Imediatamente depois, ela sentiu uma força imensa empurrá-la para longe.

Ela caiu no chão, e um som estridente de freios e impacto soou ao seu lado.

Seu coração quase parou. Ela levantou a cabeça lentamente e viu o corpo de Samuel ser arremessado pelo veículo, caindo pesadamente no chão.

Suas pupilas se contraíram bruscamente, e seu corpo começou a tremer incontrolavelmente.

A ambulância chegou rapidamente e levou Samuel para o posto médico.

Fora da sala de cirurgia.

Helena estava sentada no banco longo, apertando as mãos, com a cena dele empurrando-a para longe sendo reproduzida constantemente em sua mente.

O médico saiu, com uma expressão solene: "O paciente está temporariamente fora de perigo, mas suas mãos sofreram danos graves, e houve um refluxo de sua habilidade de cura. Pode ser necessário amputar."

Helena ficou atordoada; em sua mente, surgiu a imagem de suas próprias mãos, inutilizadas na vida passada por causa da vingança dele, bem como as 99 vezes em que ele a vingou, e seu coração ficou confuso.

Quando Samuel acordou e soube que suas mãos não poderiam ser salvas, ele ficou em silêncio por um longo tempo.

Helena mordeu os lábios, sem dizer nada.

Ela olhou para o rosto pálido dele; seu coração estava cheio de culpa e, ao mesmo tempo, de libertação.

Após receber alta, Samuel desapareceu da vida dela, como se nunca tivesse existido.

A vida de Helena finalmente voltou à calma.

Ela ajudou Lucas a evitar a horda de zumbis da vida passada, e o relacionamento dos dois foi se aquecendo, até que finalmente se tornaram companheiros, sob o testemunho da base.

Após o casamento, ela se esforçou para sair das sombras do passado e tentou abraçar uma nova vida.

Em uma tarde ensolarada, Helena e Lucas passeavam e passaram por um campo de assistência social.

No pátio, crianças perseguiam umas às outras e brincavam; risos alegres vinham em sua direção.

O olhar de Helena passou inadvertidamente por um garotinho sentado em um canto, e seus movimentos pararam bruscamente.

A criança estava de cabeça baixa; o contorno de seu rosto fez o coração dela vibrar.

Seu coração disparou, e seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente.

Ela se aproximou involuntariamente, agachou-se e perguntou com a voz embargada: "Qual é o seu nome?"

"Meu nome é Arthur."

— Fim —

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