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《Traição da Magia》Capítulo 1

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Capítulo 1

Antes dos vinte e quatro anos, Nina não sabia o que era não conseguir o que queria.

Filha única da família Shen, a maior celebridade da elite da metrópole, os pretendentes faziam fila do cais ao centro financeiro. Ela nunca precisou pedir nada; as coisas simplesmente apareciam diante dela.

Até conhecer Ian.

Naquele show de mágica, ela estava na primeira fila VIP, e ele estava no palco, sob a luz dos holofotes. Com dedos longos e ágeis, ele fazia uma tempestade de neve cair sobre o palco. A plateia prendia a respiração, mas Nina só conseguia olhar para os olhos dele.

Quando o espetáculo terminou, ela foi aos bastidores.

“Ian, certo?” Ela entregou seu cartão de visitas. “Meu nome é Nina. Eu te escolhi.”

Ian nem pegou o cartão. “Quem é você?”

No dia seguinte, a maior tela de LED da Ásia exibiu, durante o dia todo, uma frase de seis palavras: Ian, meu nome é Nina.

O trânsito no centro ficou parado por quilômetros. As redes sociais explodiram, o assunto chegou aos dez mais comentados. Repórteres cercaram a entrada do teatro de mágica, com câmeras apontadas para Ian.

Os ingressos para o show daquela noite esgotaram em três minutos.

No terceiro dia, ela dirigiu por duas horas para esperá-lo sair, mas ele escapou pelos fundos.

No quarto dia, ela comprou o acessório de mágica que ele tanto queria e pediu para alguém entregar a ele.

Ele devolveu tudo com um bilhete: “Srta. Nina, por favor, não faça isso.”

Nina guardou o bilhete na gaveta, com um sorriso de olhos semicerrados.

Três meses depois, a mãe de Ian adoeceu gravemente e eles não tinham dinheiro para as contas do hospital. Nina pagou trezentos mil.

Ian a encontrou, parado na porta da mansão dos Shen, sob a chuva.

“Por quê?”

“Porque eu gosto de você.”

Ele ficou em silêncio por um longo tempo, antes de dizer: “Nina, eu não sou digno de você.”

Nina não entendeu aquelas palavras; ela só soube que ele havia aceitado.

No dia do casamento, Ian desenhou pessoalmente uma mágica para ela.

Ela estava no centro, ele estalou os dedos, e o vestido de noiva mudou de branco puro para carmesim, e depois para dourado. A plateia explodiu em exclamações. Ela olhou para as flores que floresciam na barra do vestido, e ao levantar o olhar, ele estava ajoelhado, segurando um anel.

Certa vez, ela mencionou casualmente que queria comer aqueles bolinhos fritos de uma loja perto da antiga casa de infância. Na manhã seguinte, às seis horas, os bolinhos estavam na mesa. Ian havia pedalado uma hora e meia em sua bicicleta elétrica, três horas de ida e volta, apenas para comprar aquela caixa.

Quando ela fazia hora extra até as duas da manhã, ele a esperava na porta. Em uma noite de dezembro, com dois graus negativos, ele apareceu naquela bicicleta velha, tirou seu próprio casaco para envolvê-la, ficando apenas com uma blusa fina, tremendo de frio.

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Nos aniversários de namoro, os presentes que ele dava nunca eram comprados. No primeiro ano, ele fez uma caixa de música; ao abrir a tampa, havia miniaturas deles dois, ele fazendo mágica e ela rindo ao lado. No segundo ano, ele fez uma luminária; ao ligá-la, o teto projetava o mapa das estrelas exato do dia do nascimento dela.

Mas ele nunca a acompanhava em lugar nenhum.

Banquete da família Shen? Ele não ia. Ela o arrastava, e ele dizia: “O pessoal da sua família me olha como se eu fosse um macaco de circo.”

Encontro com amigos? Ele não ia. Ela dizia que eram todos jovens, e ele retrucava: “Os carros dos seus amigos custam o que eu levaria uma vida inteira para ganhar.”

Ela queria tirar uma foto juntos para postar, mas ele puxava a mão de volta: “Chega de fotos. Você é uma dama da alta sociedade, casada com um mágico de rua. Que vergonha.”

Nina ficou paralisada. Antes que pudesse dizer algo, ele já tinha virado as costas e entrado na cozinha.

Depois, Clara apareceu. Ela era amiga de infância de Ian e viera à cidade procurar emprego, mas não tinha onde ficar. Ian a deixou ocupar o quarto de hóspedes.

“É só por alguns dias.”

Nina não se opôs. Era apenas um quarto; ela não era mesquinha.

Mais tarde, Clara disse que queria tomar um mingau da sua terra natal. Ian pedalou uma hora até a loja nos subúrbios, duas horas de ida e volta, e serviu o mingau ainda quente na beira da cama dela.

Clara disse que sentia saudades de casa. No dia seguinte, Ian foi à rodoviária buscar os pais dela, alugou uma casa próxima e pagou seis meses de aluguel adiantado.

Clara pegou um resfriado, e Ian cancelou três shows para ficar no hospital cuidando dela por dois dias e duas noites.

Naquela noite, Nina esperou Ian na sala. À uma da manhã, a porta se abriu.

“Ian,” Nina disse, olhando para ele. “Ou ela vai embora, ou vocês dois saem daqui juntos. Você escolhe.”

No dia em que Clara partiu, seus olhos estavam vermelhos enquanto olhava para Ian, mas ele não levantou a cabeça.

Nina pensou que tudo voltaria ao normal. Mas hoje, no aniversário de dois anos de casamento, Nina foi ao teatro para fazer uma surpresa a ele.

Ao empurrar a porta, viu o movimento frenético nos bastidores. Ian estava se maquiando, e Clara estava ao lado dele.

Vestida com o uniforme de assistente, ela entregava os acessórios, os dois muito próximos, rindo e conversando.

Ian olhou para ela através do espelho, mas não disse nada.

O show começou. Nina sentou-se na plateia, observando Clara entregando os objetos no palco, vendo-o sorrir para ela enquanto fazia os truques, vendo a sintonia perfeita entre os dois.

O último número era a fuga do tanque de água.

Clara foi trancada no tanque. A água cobriu sua cabeça. Ian começou a contagem regressiva.

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As cordas não se soltaram, e Clara começou a se debater dentro do tanque. A plateia soltou gritos de pânico. Ian correu para o tanque, esmurrando o vidro como um louco. Com um soco, o vidro se estilhaçou, e o sangue se misturou com a água. Ele a arrastou para fora, abraçou-a e correu para os bastidores.

“Chamem uma ambulância!” ele rugiu.

Nina sentou-se na plateia, vendo as costas dele desaparecerem na saída lateral.

Nina lembrou-se, de repente, que há dois anos ela também estava naquele teatro, na primeira fila, vendo-o fazer uma tempestade de neve no palco.

Naquela época, ela o perseguia com uma paixão avassaladora, fazendo a cidade inteira comentar.

Naquela época, ela achava que, se se esforçasse o suficiente, não haveria nada que não pudesse conquistar.

Ela ficou sentada por muito tempo, até que o teatro estivesse vazio e as luzes se apagassem.

Então, ela pegou o celular. “Dr. Marcelo, prepare um pedido de divórcio e envie para a minha casa.”

Capítulo 2

Ian não voltou para casa por uma semana.

No quinto dia, o gerente do teatro ligou: “Srta. Nina, gostaria de pedir instruções. Sobre o show do Ian amanhã, devemos continuar contratando aqueles figurantes fixos de sempre?”

Nina segurou o celular, atordoada.

Figurantes fixos.

Nos últimos dois anos, a cada show de Ian, ela pagava pessoas para assistirem. Para encher a plateia, para criar um ambiente animado. O gerente dizia que, toda vez que Ian via a casa cheia, seus olhos se iluminavam de alegria.

Quanto dinheiro ela gastou, quantas pessoas contratou, apenas para vê-lo sorrir? Se ele estava feliz, ela estava feliz.

“Srta. Nina?” o gerente insistiu, cauteloso.

Nina abriu a boca. Ela lembrou-se dos últimos dias: Ian não atendia o telefone, não respondia às mensagens. Ela sabia onde ele estava.

No hospital, cuidando de Clara.

“Não precisa mais,” ela disse.

Após desligar, ela ficou sentada no sofá, olhando para o pedido de divórcio na mesa de centro. Já estava assinado, mas ela nunca o tinha enviado.

O celular tocou novamente. A secretária enviou uma mensagem: “Srta. Nina, o visto de Ian para o curso no exterior foi aprovado.”

Nina encarou aquela mensagem por um longo tempo.

O famoso mágico do exterior, Ian mencionava frequentemente. Toda vez que falava, seus olhos brilhavam de inveja, dizendo que ele era alguém inalcançável. Ela moveu mundos e fundos, acumulou favores, apenas para conseguir aquela vaga. Queria dar a ele uma surpresa.

Nina levantou-se, pegou sua bolsa e dirigiu até o hospital.

Ao abrir a porta do quarto, Ian estava em pé ao lado da cama. Ao ouvir o barulho, ele se virou. Ao vê-la, seu olhar tornou-se gelado instantaneamente.

“Você ainda tem coragem de aparecer aqui?”

Nina ficou atônita.

“Eu já mandei Clara embora, como você queria,” Ian a encarou, com os olhos avermelhados. “Ela voltou hoje apenas porque o gerente do teatro pediu para ela cobrir um imprevisto. O parceiro original sofreu um acidente. Você ainda não vai deixá-la em paz?”

Nina tentou falar.

“O problema no equipamento, foi você quem mandou mexer? A tranca do tanque, você sabotou?” Ele deu um passo à frente, a voz baixa e tensa. “Nina, isso é tentativa de homicídio. Sabe que se demorasse um minuto a mais, ela estaria morta?”

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