《Madrasta humilha menina após seu pai falecer》PARTE 6

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A noite em São Paulo parecia mais pesada do que nos dias anteriores. Não era apenas o clima — era a sensação de que algo estava se fechando ao redor de Isabela Vasconcelos.

Depois da revelação do “teste da verdade” e do nome dela aparecer como peça central de um sistema que ela ainda não entendia, Isabela não conseguia mais distinguir segurança de ameaça.

Ela caminhava rápido pelas ruas próximas à Avenida Paulista, olhando para trás a cada poucos segundos.

“Eles estão me observando…” ela sussurrou.

Mas não havia ninguém visível.

Ou pelo menos era o que ela pensava.

No topo de um prédio comercial próximo, câmeras discretas captavam seus movimentos em tempo real.

Em uma sala escura, Patrícia Vasconcelos observava a tela com expressão fria.

Ao lado dela, um homem ajustava os registros digitais.

“Ela saiu da rota esperada”, disse ele.

Patrícia não desviou os olhos.

“Não importa. Ela vai voltar para onde queremos.”

O homem hesitou.

“A senhora tem certeza do plano?”

Patrícia finalmente olhou para ele.

“Eduardo construiu um jogo. Eu só estou garantindo que ele termine como deveria.”

Isabela entrou em um ônibus sem destino fixo, apenas para sair da rua.

O vidro refletia seu rosto cansado.

Ela mal se reconhecia.

O celular vibrou.

Mensagem desconhecida:

“Eles já começaram a te marcar.”

Ela apertou o celular.

“Quem está me marcando?” ela respondeu.

Nenhuma resposta imediata.

O ônibus seguia pela cidade, cruzando bairros diferentes como se atravessasse mundos distintos.

Mas a sensação era a mesma.

Ela estava sendo seguida.

No escritório de Dr. Álvaro Ribeiro, os sistemas de monitoramento mostravam múltiplas câmeras ativas.

Ele observava tudo em silêncio.

“Patrícia já iniciou a fase de contenção”, disse o técnico.

Álvaro cruzou os braços.

“Ela não entendeu ainda o que está fazendo.”

O técnico olhou para ele.

“O que o senhor quer dizer?”

Álvaro respondeu sem emoção:

“Ela acha que está controlando Isabela. Mas está apenas acelerando o teste.”

No ônibus, Isabela sentiu algo estranho.

Dois homens entraram no veículo na parada seguinte.

Não se sentaram longe.

Um deles olhou diretamente para ela.

Depois desviou.

Mas tarde demais.

Isabela já tinha percebido.

Ela levantou discretamente e apertou o botão de parada.

Desceu antes do ponto oficial.

Começou a andar rápido.

A chuva fina começou a cair.

Isabela entrou em um beco iluminado apenas por um poste quebrado.

Ela respirava forte.

“Isso não está acontecendo comigo…” ela repetia.

Mas os passos atrás dela confirmavam o contrário.

Ela virou o rosto.

Dois homens.

Seguindo.

No mesmo instante, Patrícia recebeu uma atualização no celular.

“LOCALIZAÇÃO APROXIMADA CONFIRMADA”

Ela sorriu pela primeira vez em dias.

“Agora sim…” ela disse.

O homem ao lado perguntou:

“O que fazemos?”

Patrícia respondeu:

“Finalizamos a narrativa antes que ela se torne um problema.”

Isabela começou a correr.

O som dos passos atrás dela aumentava.

Ela virou uma esquina.

Depois outra.

Mas a cidade parecia não ajudar.

As ruas eram labirintos.

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Ela pegou o celular.

Tentou ligar para qualquer pessoa.

Sem resposta.

De repente, uma mensagem chegou.

De número desconhecido.

“Entre no prédio à sua esquerda.”

Isabela parou.

Olhou.

Um edifício antigo, meio abandonado, com luz fraca na entrada.

Ela hesitou.

Os passos estavam cada vez mais próximos.

Sem alternativa, entrou.

O prédio estava quase vazio.

Escadas estreitas.

Luz intermitente.

Isabela subiu rapidamente até o segundo andar.

E então ouviu.

As vozes lá embaixo.

“Ela entrou aqui.”

“Procurem os andares.”

No topo de outro prédio, Álvaro observava a movimentação.

“Ela seguiu o caminho certo”, disse ele.

O técnico ficou confuso.

“Isso faz parte do plano?”

Álvaro respondeu:

“Não. Isso faz parte da sobrevivência.”

Isabela entrou em uma sala vazia.

Trancou a porta.

Encostou nela e respirou fundo.

Seu coração estava fora de controle.

Ela sussurrou:

“Pai… o que você fez comigo…”

Do lado de fora, os homens começaram a subir as escadas.

Passo a passo.

Cada som mais próximo.

No sistema de monitoramento de Patrícia, o ponto vermelho indicando Isabela parou de se mover.

“Ela está presa”, disse o operador.

Patrícia estreitou os olhos.

“Não… ela não está presa.”

Ela se aproximou da tela.

“O sistema mudou o comportamento dela.”

Dentro da sala, Isabela ouviu algo inesperado.

Um som vindo do celular.

Não era mensagem.

Era chamada.

Ela atendeu sem pensar.

“Alô?”

Uma voz masculina respondeu:

“Você não deveria estar sozinha agora.”

Isabela congelou.

“Quem é você?”

A voz respondeu:

“Alguém que decidiu não deixar o jogo terminar como sua madrasta quer.”

Isabela engoliu seco.

“Você está me ajudando?”

A voz respondeu após um segundo:

“Estou te tirando do controle deles.”

No corredor, os passos pararam.

Silêncio.

Depois uma ordem:

“Alguém chegou antes.”

Patrícia olhou fixamente para a tela.

“Tem alguém interferindo.”

O operador respondeu:

“Isso não estava previsto no sistema.”

Patrícia fechou os olhos por um segundo.

Quando abriu, sua voz estava mais baixa.

“Então temos uma variável externa.”

Isabela ouviu um som metálico vindo da porta.

Alguém tentando abrir.

Ela recuou.

“Eles estão aqui…” ela sussurrou.

No telefone, a voz continuou:

“Não saia pela porta da frente.”

“Por quê?”

“Porque eles querem que você faça isso.”

Isabela olhou ao redor.

Uma janela lateral estava entreaberta.

O vento entrava leve.

Na escada, os passos voltaram a subir.

Mais rápidos agora.

Mais próximos.

Patrícia observava tudo em silêncio.

E então disse:

“Se ela escapar agora… significa que alguém está realmente protegendo ela.”

O operador perguntou:

“Quem?”

Patrícia respondeu lentamente:

“Alguém que ainda respeita o desejo de Eduardo.”

Isabela caminhou até a janela.

Olhou para baixo.

Altura perigosa.

Mas atrás dela, a porta começou a ceder.

“Agora”, disse a voz no telefone.

Isabela respirou fundo.

E tomou uma decisão.

No mesmo instante, a porta da sala foi arrombada.

E o sistema de monitoramento de Álvaro exibiu uma nova linha:

“INTERFERÊNCIA CONFIRMADA”

“AGENTE DESCONHECIDO ATIVO”

Patrícia olhou para a tela.

E pela primeira vez, não sorriu.

Apenas disse:

“Então ele deixou alguém para jogar contra mim.”

E no momento exato em que Isabela estava prestes a ser capturada…

A chamada caiu.

E uma mão desconhecida apareceu na janela, dizendo apenas:

“Eu disse que você não estava sozinha.”

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