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《A Cura de um Amor Proibido》Capítulo 13

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Ao vê-la, ele hesitou por um momento, depois desligou e caminhou rapidamente até ela.

"Por que você veio? Há repórteres lá embaixo..."

"Eu sei", disse Luna olhando para ele. "Gustavo, convoque uma coletiva de imprensa."

"O quê?"

"Faça uma coletiva e esclareça tudo", ela olhou nos olhos dele. "Você não tem coragem?"

Gustavo a encarou por alguns segundos e, de repente, sorriu.

Naquele sorriso havia compaixão, orgulho e um alívio que ela nunca tinha visto antes.

"Luna, você ficou corajosa."

"É que, quando você não está ao meu lado, eu só posso contar comigo mesma."

Ele tocou no cabelo de Luna e pegou o telefone interno.

"Secretário Zhou, organize uma coletiva de imprensa para hoje, às três da tarde."

Três horas depois, a maior sala de conferências do Grupo Gu estava lotada de repórteres.

Gustavo estava no palco, acompanhado pelos advogados da empresa e pelo diretor de relações públicas.

Luna não subiu ao palco; sentou-se na primeira fila.

Um repórter começou perguntando: "Presidente Gu, a Sra. Camila revelou que o senhor e a senhorita Luna mantêm um relacionamento impróprio. Como o senhor responde a isso?"

Gustavo olhou para as câmeras, com voz firme e serena.

"Primeiro: não tenho laços sanguíneos com Luna. Ela é a filha adotada dos meus falecidos irmãos. Legalmente, sou seu tio, mas não sou parente biológico."

"Segundo: ela chegou à minha vida aos doze anos e começamos a namorar aos vinte e quatro. Durante os doze anos intermediários, não cruzamos nenhuma linha."

"Terceiro: desde que ela completou vinte e quatro anos até agora, assumimos um relacionamento amoroso. É a escolha livre de dois adultos."

Outro repórter se levantou.

"Mas o diário dela foi escrito quando ela não estava mentalmente sã e, na época, o senhor era seu guardião..."

Gustavo o interrompeu: "Naquela época, ela tinha o desenvolvimento mental de uma criança de oito anos, e o diário era privado."

"Como menor de idade, ela tinha o direito de escrever um diário. Mesmo que o conteúdo fosse sobre mim, qual é o problema?"

O repórter ficou sem palavras.

"Alguma outra pergunta?" Gustavo percorreu o recinto com o olhar. "Se não, direi uma última coisa."

Ele fez uma pausa.

"Sobre estar com Luna, fui eu quem começou a gostar dela primeiro."

Capítulo 24

"Desde que ela fez dezoito anos, percebi que meus sentimentos não eram normais. Por isso, tentei afastá-la, mandá-la embora e até tentei me casar com outra pessoa para fugir disso."

"Mas falhei."

"Se quiserem insultar alguém, insultem apenas a mim. Ela não fez nada de errado."

O recinto ficou em silêncio por alguns segundos antes de explodir em um burburinho ainda maior.

"Presidente Gu, o senhor admite que tinha sentimentos anormais por ela?"

"O que é 'anormal'?", Gustavo rebateu. "Gostar de alguém é anormal?"

Luna, sentada na plateia, deixava as lágrimas escorrerem em silêncio.

Ao terminar a coletiva, Gustavo caminhou até ela e, diante de todos os repórteres, estendeu-lhe a mão.

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"Vamos, vamos para casa."

Ela colocou a mão na palma de Gustavo.

Atrás deles, o som dos cliques das câmeras era como chuva.

Naquela noite, a postagem no fórum foi atualizada.

【Fiz a coletiva e admiti tudo. Ela foi mais corajosa do que eu imaginava.】

【A partir de hoje, não vou mais me esconder.】

【Vou me casar com ela.】

Nos comentários, havia insultos, votos de felicidade e muitos perguntando: "Quem é essa garota? Ela merece ele?"

Luna lia os comentários quando recebeu uma mensagem privada.

Não era de Camila, mas de um perfil desconhecido.

【Senhorita Luna, sou um dos que deram conselhos ao seu tio na época. Fico muito feliz em vê-los juntos. Não se importe com o que os outros dizem; a felicidade é algo que se constrói por conta própria.】

Luna sorriu ao ler.

O celular vibrou novamente com uma mensagem de Gustavo.

【Amanhã vou te levar a um lugar.】

【Que lugar?】

【Quando chegarmos, você saberá.】

Na manhã seguinte, Gustavo foi buscá-la.

Ele estava vestido casualmente, com as mangas da camisa branca dobradas até os cotovelos e o cabelo levemente despojado, com algumas mechas caindo sobre a testa.

A luz do sol entrava pela janela do carro, contornando o perfil de seu rosto como em uma pintura.

"O que está olhando?", ele perguntou ao virar-se.

"Olhando como você é bonito", ela respondeu.

Ele sorriu e bagunçou o cabelo de Luna: "Que boca doce."

O carro viajou por muito tempo, saindo da cidade e entrando na rodovia.

A paisagem mudou de prédios altos para campos, e de campos para estradas montanhosas.

Luna abaixou a janela; o vento entrava carregando o ar seco do outono.

"Onde vamos, afinal?"

"Estamos chegando."

Finalmente, o carro parou ao pé de uma montanha.

Não era uma montanha alta, mas muito serena. Degraus de pedra serpenteavam montanha acima, ladeados por acácias-odurantes.

As flores ainda não haviam caído completamente, e o ar estava impregnado de um perfume doce, quase imperceptível.

"Desça", disse Gustavo ao soltar o cinto.

"Vamos escalar?"

"Sim."

Eles subiram pelos degraus de pedra.

Gustavo não tinha pressa; a cada poucos passos, parava para esperá-la.

"Gustavo, você tem algo para me dizer?"

"Você adivinhou."

Após cerca de vinte minutos, encontraram um pequeno templo no topo.

Não era grande, nem muito frequentado, mas havia um enorme ginkgo no pátio. As folhas estavam quase todas amarelas e caíam suavemente com o vento.

Havia apenas um velho monge no templo que, ao ver Gustavo, sorriu: "Chegou?"

"Cheguei", respondeu Gustavo, unindo as mãos em um gesto respeitoso.

O monge olhou para Luna com um olhar suave: "É ela?"

"Sim."

Ela estava confusa.

O monge entrou no salão e voltou com uma pequena bolsa de seda vermelha, entregando-a a ela.

"Isto foi o que seu tio deixou aqui há três anos."

Luna pegou e abriu.

Dentro havia um bilhete com apenas uma frase:

【Se ela voltar, quero me casar com ela.】

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Há três anos?

Ela olhou subitamente para Gustavo.

Ele parecia desconfortável, desviando o olhar para a árvore de ginkgo.

"Naquele dia em que você me mandou embora, há três anos?"

"Depois que você passou pelo portão de embarque", disse ele com a voz baixa. "Eu deveria ter ido ao casamento, mas não fui. Vim para cá."

"Escreveu isso?"

"Escrevi."

"Então por que não veio me procurar?"

Ele silenciou por um longo tempo.

"Porque eu achava que você não deveria estar com alguém como eu. Sou oito anos mais velho, sou seu tio, e tinha medo de que sua dependência fosse apenas passageira, medo de que você se arrependesse depois."

"Depois, nos três anos em que você fez o tratamento na Suíça, toda vez que eu vinha aqui, sentava-me um pouco debaixo desta árvore."

"Eu pensava: se você se curasse e se tornasse uma adulta normal, e ainda assim quisesse ficar comigo, então eu..."

"Então você iria se aproveitar de mim", completou Luna.

Ele hesitou e depois sorriu.

"Sim."

Capítulo 25

O monge entrou no templo sem que percebessem, e restaram apenas os dois no pátio.

As folhas de ginkgo caíam sobre seus ombros como neve dourada.

"Gustavo, vamos nos casar", disse Luna.

Os olhos dele brilharam instantaneamente.

"Você fala sério?"

"Eu queria me casar com você desde os doze anos", disse ela. "Embora, na época, eu nem soubesse o que significava casar."

Gustavo a puxou para seus braços, abraçando-a com força.

"Luna, você não sabe que, quando diz essas coisas, eu sinto vontade de chorar."

"Então chore."

Ele enterrou o rosto no ombro de Luna, seus ombros tremendo levemente.

Luna não riu dele, porque ela também estava chorando.

No caminho de volta, Gustavo não soltou a mão dela em momento algum.

"Cuidarei dos preparativos do casamento", disse ele. "Onde você quer realizar?"

"Algo simples basta", Luna encostou-se em seu ombro. "Não precisa de grandes ostentações, basta convidar Zhou Jiangjin e os outros para um jantar."

"Não", ele balançou a cabeça. "Você só se casa uma vez na vida, quero te dar o melhor."

"E o que você chama de 'o melhor'?"

Ele pensou um pouco: "Uma igreja? Você disse uma vez que queria usar um vestido de noiva branco."

Luna sorriu: "Você ainda se lembra?"

"Lembro-me de cada palavra que você disse."

O carro entrou na área urbana e ela se lembrou de uma coisa.

"Sobre a Camila, o que você pretende fazer?"

A expressão de Gustavo tornou-se fria por um instante.

"Ela recebeu o dinheiro e ainda assim vazou as informações, o que constitui extorsão e difamação. O departamento jurídico já está movendo o processo."

"Você vai processá-la?"

"Não sou eu quem a processa, é a lei que a punirá."

Ele apertou a mão dela: "Ela te machucou, não a deixarei impune."

Luna não respondeu.

Camila era uma pessoa má, mas, de certa forma, ela deveria agradecê-la.

Se não fosse pela postagem de Camila, ela não teria descoberto os sentimentos de Gustavo.

Se não fosse pelas fotos vazadas, talvez Gustavo ainda estivesse hesitando em tornar o relacionamento público.

"No que está pensando?", ele perguntou.

"Pensando em quando poderemos caminhar na rua de cabeça erguida."

"Assim que a poeira das notícias baixar", disse ele. "Está perto."

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