localização atual: Novela Mágica Moderno A Cura de um Amor Proibido Capítulo 7

《A Cura de um Amor Proibido》Capítulo 7

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O assistente perguntou cautelosamente: "Chefe Gustavo, quer que eu avise a senhorita Luna que o senhor irá buscá-la?"

Gustavo pensou por um momento e balançou a cabeça.

"Não precisa, quero fazer uma surpresa."

O que ele não sabia era que, a dez mil quilômetros dali, na clínica em Zurique, Luna estava sentada no escritório médico, ouvindo o médico responsável fazer o encerramento das conversas de alta.

"Senhorita Luna, os resultados da sua avaliação são excelentes." A médica sorriu. "No entanto, quero lembrá-la de que, após a alta, talvez enfrente alguns desafios emocionais. O senhor... o senhor Gustavo, desperta em você alguns sentimentos complexos, não é?"

Capítulo 11

Luna baixou os olhos, sem negar.

"Durante o tratamento, lidamos com muitas memórias traumáticas, mas não tratamos o amor", disse a médica gentilmente. "Porque isso é algo que você precisa enfrentar sozinha. Senhorita Luna, você o ama?"

Ela ficou em silêncio por um longo tempo, até que finalmente respondeu: "Eu não sei. Antigamente, eu não conseguia distinguir entre dependência e amor. Agora acho que consigo, mas tenho medo da resposta."

A médica assentiu: "Então, espere até vê-lo e deixe que a resposta apareça por si mesma."

Ao sair do consultório, ela passou pelo posto de enfermagem e ouviu duas enfermeiras conversando em francês.

"Aquele homem chinês veio de novo, é a terceira vez este mês."

"Não era uma vez por mês? Por que ele está vindo tanto?"

"Dizem que a paciente terá alta em breve, talvez ele esteja ansioso. Ontem ele ficou parado na porta por quatro horas, apenas olhando para o corredor através do vidro."

Luna parou de andar.

Gustavo veio ontem?

Ela caminhou até o fim do corredor e olhou para fora através da pequena janela de vidro.

Nevava lá fora, o céu já estava escuro e não havia nada.

Mas ela se lembrou de repente daquela frase que ele gritou através do portão de ferro três anos atrás: "Não me abandone!", e seu coração deu uma pontada aguda.

Amanhã, ela teria alta.

Amanhã, Luna o veria.

Ela deveria chamá-lo de tio ou de Gustavo?

Ela deveria correr e abraçá-lo ou cumprimentá-lo com um aperto de mão educado?

Luna cerrou os punhos, com as unhas cravadas na palma da mão.

Luna, você não é mais uma criança.

Não pode ser teimosa, não pode ser dependente, não pode deixá-lo em apuros novamente.

Amanhã, você deve agir como uma adulta.

Uma adulta que não vive mais grudada nele.

No dia da alta, o céu estava limpo.

Luna vestiu um sobretudo cor de camelo, seu cabelo chegava à cintura, usava uma maquiagem leve e calçava saltos altos bege.

A mulher no espelho era uma pessoa completamente diferente da garota que, três anos atrás, usava uniforme hospitalar e tinha um olhar covarde.

A enfermeira a acompanhou até o portão principal e disse com um sorriso: "Senhorita Luna, você está linda."

"Obrigada."

O portão de ferro se abriu e o vento frio atingiu seu rosto.

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Um carro preto estava estacionado na entrada.

Gustavo estava encostado na porta do carro, vestindo um sobretudo cinza-escuro.

Ele estava um pouco mais magro do que três anos atrás, com um ar mais sombrio entre as sobrancelhas, mas seus traços permaneciam profundamente belos.

No momento em que ele a viu, ele congelou.

Luna caminhou em direção a ele, passo a passo, cada um parecendo ecoar sobre o batimento cardíaco dele.

Quando ela parou à sua frente, estendeu a mão.

"Tio, há quanto tempo."

Sua voz era calma, educada e distante.

Gustavo olhou para a mão estendida dela, sem segurá-la por um longo momento.

Seu pomo de Adão se moveu e ele respondeu com uma voz tão rouca que mal dava para ouvir: "Luna..."

"Pode me chamar de Luna mesmo", ela sorriu. "Eu cresci, não precisa mais me chamar pelo nome completo."

Gustavo finalmente segurou sua mão. A palma estava muito quente, seus dedos tremiam levemente, e ele apertou com força, como se temesse que ela fugisse.

Ela puxou a mão levemente, sem conseguir.

"Tio, você está apertando muito forte."

Gustavo a soltou, olhando-a com um olhar complexo: "Você realmente mudou."

"As pessoas mudam", disse Luna, colocando a mão de volta no bolso do sobretudo. "Vamos, o avião não espera."

O carro saiu da clínica e atravessou as ruas de Zurique.

Durante todo o caminho, o silêncio no carro era assustador.

Luna fingia olhar pela janela, mas, pelo canto do olho, sentia que ele a observava o tempo todo.

Quando estavam perto do aeroporto, ele finalmente falou: "Você não volta para casa há três anos, a casa mudou muito."

"Eu sei, foi a Camila quem mudou", ela disse calmamente. "Não tem problema, de qualquer forma, eu vou me mudar."

O carro freou bruscamente.

"Mudar?" Gustavo virou a cabeça, com as sobrancelhas franzidas.

"Sim, tio, tenho vinte e quatro anos, preciso ser independente."

Luna virou-se para olhá-lo, com um sorriso educado: "Não posso viver às suas custas para sempre, certo?"

A expressão de Gustavo tornou-se terrível num instante.

Capítulo 12

"Luna, você está brava comigo."

"Não."

Luna balançou a cabeça e, antes que pudesse dizer algo, o celular dele tocou.

O nome que apareceu na tela a deixou rígida: Camila.

Gustavo deu uma olhada e desligou imediatamente.

"Por que ela ainda entra em contato com você?"

Luna perguntou, com um tom mais frio do que ela mesma esperava.

"Ela não para de me incomodar", Gustavo franziu a testa. "Não vou dar atenção a ela."

"Oh."

Silêncio novamente.

Após o embarque, Luna colocou o cinto de segurança sozinha, pediu um suco de laranja sozinha e abriu uma revista.

Gustavo sentava-se ao lado, observando-a o tempo todo.

"O que foi?" ela perguntou sem levantar a cabeça.

"Você costumava..." ele pausou. "Costumava deixar que eu colocasse o seu cinto."

"Isso era antes", Luna virou a página da revista. "Tio, ninguém pode viver sempre no passado."

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Gustavo parou de falar.

Durante o voo de mais de dez horas, ela dormiu um pouco e, ao acordar, percebeu que havia uma manta sobre ela.

Gustavo não havia dormido; seus olhos estavam profundos e escuros, e ele continuava analisando documentos.

"Você não vai descansar?"

"Não estou com sono", sua voz era muito leve. "Tenho medo de fechar os olhos e você desaparecer."

O coração de Luna apertou-se, como se alguém o tivesse agarrado com força.

Mas ela rapidamente suprimiu a emoção e respondeu secamente: "Para onde eu iria? Não estou voltando para o seu país?"

Quando o avião pousou, eram onze da noite.

O assistente os buscou e o carro retornou à mansão onde Luna viveu por doze anos.

Ela parou à porta, atordoada ao ver a decoração estranha.

O mural do céu estrelado não existia mais; em seu lugar, havia uma pintura abstrata fria.

Na sala, havia um lustre de cristal escolhido por Camila, e o corrimão da escada tinha sido trocado por metal frio.

Gustavo estava atrás dela, com a voz um pouco apressada: "Posso pedir para mudarem de volta."

"Não precisa", Luna balançou a cabeça. "Vou me mudar de qualquer jeito."

Ela subiu as escadas e entrou em seu quarto. Felizmente, este cômodo não havia mudado muito.

Ela abriu a gaveta, o diário não estava mais lá — ela mesma o havia destruído.

Luna ficou em silêncio por um longo tempo, os dedos tocando os restos de papel na gaveta.

Então, respirou fundo e começou a arrumar as malas.

Na manhã seguinte, ela desceu as escadas puxando a mala.

Gustavo tomava café à mesa; ao ver a mala, pousou a xícara com força, fazendo o café transbordar.

"O que você está fazendo?"

"Tio, encontrei um apartamento, vou me mudar hoje."

Gustavo levantou-se bruscamente, a cadeira arrastando-se pelo chão com um som estridente.

"Quem permitiu que você se mudasse?"

Luna parou e olhou para ele calmamente.

"Tio, tenho vinte e quatro anos, não preciso da permissão de ninguém."

Gustavo caminhou a passos largos até ela e segurou a alça da mala.

"Luna, explique-se melhor", sua voz era baixa, carregada de uma raiva claramente contida.

"Você volta e quer ir embora imediatamente, sem nem me dar um aviso. O que você acha que eu sou?"

Luna levantou os olhos para olhar dentro dos dele.

Naqueles olhos, havia raiva, perplexidade e um pânico que ela não sabia interpretar.

"Tio, eu avisei com antecedência", ela tentou manter a voz estável. "Eu disse no carro que iria me mudar."

"Eu não concordei."

"Não preciso que você concorde."

O ar ficou tenso.

Gustavo a encarou fixamente, o peito subindo e descendo com intensidade.

Ele soltou a mala e agarrou o pulso de Luna, com força, como se temesse que ela fugisse.

"Luna..." sua voz amaciou-se de repente, com um tom quase suplicante. "Não me sinto confortável com você morando sozinha. Você nunca viveu sozinha, e se algo acontecer..."

"Vivi sozinha na Suíça por três anos", Luna o interrompeu. "Não sobrevivi muito bem?"

A frase foi como um espinho, deixando-o sem palavras.

Luna viu a expressão de Gustavo mudar de raiva para atordoamento, e de atordoamento para uma espécie de angústia inexplicável.

Ela sabia que Gustavo sentia pena, mas não podia amolecer.

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