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《Reencontro no Apocalipse》Capítulo 2

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"Arthur, a mamãe veio ver sua apresentação." Helena abaixou-se e beijou as bochechas macias de Arthur.

Arthur estava um pouco melancólico, puxou a mão de Helena e voltaram a sentar-se, dizendo baixinho com os olhos vermelhos: "Mamãe, o papai... o tio é o papai de outra pessoa?"

Helena parou, seguindo o olhar da criança, vendo a figura familiar sentada em outro assento. Os traços bonitos faziam Samuel se destacar entre os pais, e Sofia segurava a mão de uma criança com um sorriso feliz.

Ela ouviu a criança chamar Samuel.

"Papai!"

Capítulo 3

O barulho da apresentação de habilidades no campo de treinamento soava nos ouvidos, mas Helena parecia não ouvir nada, observando, com o olhar vazio, a cena à sua frente que parecia a de uma família feliz.

Ela estava um tanto desamparada, sem saber como explicar aquilo ao filho. A amargura e a tristeza repentinas pesavam tanto que ela mal conseguia suportar.

Antigamente, ela sonhava dia e noite em sair em missões com Samuel, em participarem juntos de atividades familiares com o filho, vivendo sob o mesmo teto, quão feliz seria aquela cena de uma família harmoniosa.

Agora, porém, ele estava parado ali perto, segurando o filho de outra mulher nos braços, transformando todas as suas fantasias na realidade de outra pessoa.

Do seu colo veio o som de soluços do filho. Helena apressou-se em enxugar as lágrimas que quase transbordavam de seus olhos, abraçou a criança e a consolou com um sorriso forçado:

"Não é nada, Arthur, ele só estava brincando, não chore, não chore..."

Arthur assentiu entre soluços, estendeu a mão para abraçar o pescoço da mãe e disse suavemente: "Arthur não chora, mamãe também não chora."

Helena não esperava ser consolada pelo filho de 4 anos e as lágrimas que ela acabara de conter quase voltaram a cair.

Mas, no fim, ela engoliu o nó na garganta e terminou de assistir à apresentação com os olhos vermelhos.

No carro, o soldado silenciou e subiu a divisória.

Helena baixou os olhos para olhar para o dócil Arthur em seus braços, seus dedos acariciando levemente o contorno dos olhos e sobrancelhas que eram exatamente iguais aos de Samuel, enquanto as lágrimas deslizavam silenciosamente.

Desde que Samuel descobriu aquele incidente, tudo mudou.

Aquele olhar que antes era cheio de amor gradualmente se transformou em dúvida e impaciência, tornando-se sombrio e estranho, revelando uma obsessão reprimida.

Ele sempre queria que ela mandasse a criança para o campo de assistência social, insistindo teimosamente que a criança não era seu filho biológico.

Depois que ela recusou, Samuel tornou-se ainda mais frio...

"Samuel, faça um teste de paternidade... este é nosso filho!"

Helena, ainda no período de resguardo, estava deitada na cama sem forças.

O rosto frio e tridimensional de Samuel estava iluminado de um lado pela luz, enquanto o outro lado estava submerso em sombras, assustadoramente sombrio: "Cale a boca, ele não é!"

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Helena olhou para as costas do homem enquanto ele se virava para sair, chorando e tentando fazê-lo parar.

"Samuel..."

Samuel hesitou por um momento, mas não se virou e saiu.

A paisagem lá fora foi lentamente desaparecendo, e um murmúrio veio de seu colo.

Arthur dormia inquieto, com o rostinho franzido, murmurando ansiosamente 'papai' enquanto dormia.

Helena acariciou seu rostinho com a ponta dos dedos, seus olhos cheios de culpa e remorso.

Foi tudo culpa dela, por deixar o filho crescer sem sentir o amor de um pai...

O carro parou na porta da mansão. Helena carregou Arthur cuidadosamente de volta para o quarto das crianças e retornou à sala.

A noite ficava cada vez mais profunda. Ela olhava de vez em quando para a entrada, folheando sem rumo o terminal de comunicação interno da base.

Um grupo de imagens e textos na tela entrou em seu campo de visão, fazendo sua respiração estagnar.

【Damos as boas-vindas à Dra. Sofia, que se junta à grande família do posto médico da nossa base!】

Na foto, Samuel e Sofia estavam sentados lado a lado, e o garotinho que ela vira durante o dia estava sentado entre eles, sorrindo muito radiante.

Os comentários abaixo eram ainda mais dolorosos:

"Dr. Samuel, a criança é realmente parecida com você [sorriso]"

"Faz alguns anos que não nos vemos, a criança já está tão grande [surpresa]"

"Que casal de médicos divinos, até a criança é tão adorável [coração]"

O terminal de comunicação, que estava parado há muito tempo, apagou-se automaticamente e escorregou da palma de sua mão para o lado.

Na sala vazia, só se podia ouvir o tique-taque do relógio. Helena conteve o coração dolorido, seu corpo cheio de uma profunda impotência.

Samuel, o que exatamente você quer fazer...

Não sei quanto tempo ela ficou sentada ali até que um som veio da porta.

Samuel fechou a porta, jogou o casaco no chão com a testa franzida e caminhou cambaleante para o quarto, sem nem notar Helena, que estava sentada no sofá olhando para ele atordoada.

Vendo-o entrar no banheiro prestes a cair, Helena levantou-se para ajudá-lo, mas subestimou sua própria força e acabou sendo prensada sob o homem de membros longos, incapaz de se mover.

No pânico, ela tocou o interruptor do chuveiro.

Gotas de água caíram, molhando as roupas de ambos.

Samuel respirava ofegante, o cheiro de álcool emanando ainda mais forte de seu traje de combate.

De repente, uma marca de batom chocante no colarinho entreaberto de Samuel fez o cérebro de Helena tremer.

A cor era exatamente a mesma do batom nos lábios de Sofia, visto na foto agora pouco.

Ela não queria pensar no que eles tinham feito naquela noite, ou como a tinham passado.

Ela tentou empurrar Samuel com força usando as duas mãos, mas foi abraçada cada vez mais apertado, a respiração quente soprando em seu ouvido, fazendo-a estremecer.

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Samuel finalmente notou a mulher familiar sob ele, sua voz soando baixa e envolvente.

"Sofia..."

Um trovão soou nos ouvidos de Helena. Ela sentiu apenas nojo e tristeza, lutando desesperadamente.

Samuel não se importou com sua resistência, suas mãos grandes e bem definidas seguravam firmemente suas mãos que lutavam, enquanto a outra mão tirava os óculos.

Helena nunca imaginou que Samuel seria tão violento e assustador, pedindo em lágrimas continuamente.

"Não! Por favor, não faça isso..."

O homem franziu a testa, impaciente, tirou a pulseira de usuário de habilidade do pulso e a enfiou na boca de Helena, continuando sem se importar.

Horas depois, essa humilhação unilateral finalmente terminou.

Samuel, recuperando a sobriedade, colocou os óculos novamente, olhou para a mulher em frangalhos na banheira e levantou-se, olhando-a de cima com o rosto sombrio.

Deixou palavras cruéis:

"Você não gosta disso? Por que está fingindo agora?"

Capítulo 4

Helena estava deitada na banheira, em um estado de total desamparo.

Cada palavra que saía da boca de Samuel era como uma tortura em seu coração, dilacerando toda a sua alma até deixá-la em pedaços.

Seus ouvidos zumbiam, e tudo ao seu redor perdeu o som.

Quando ela voltou a si, o homem já havia partido.

Helena encolheu o corpo, abraçando-se com força, suas unhas enterrando-se na própria carne sem que ela sentisse dor. A sensação sufocante de ter sido usada e descartada a envolveu, fazendo-a derramar lágrimas silenciosas e entorpecidas.

Aquela frase ouvida do lado de fora do posto médico ecoou subitamente em seus ouvidos.

Então... isso conta como a centésima vingança?

Na banheira, a água fria penetrou em sua pele nua; o frio era cortante, mas ela parecia ter perdido a sensibilidade. Só quando a água transbordou da banheira é que ela percebeu tardiamente que precisava tomar seu remédio.

Helena caminhou trôpega para o quarto, pegou o frasco de remédio e o engoliu, e só então seus olhos desfocados recuperaram o foco.

Ela desabou ao lado da cama, adormecendo em um estado semiconsciente, tendo pesadelos a noite toda.

Até que o céu começou a clarear, Helena mal conseguiu abrir os olhos, ocultando o cansaço no fundo do olhar, e mandou o filho para o campo de treinamento como de costume.

Algumas noites depois.

Samuel voltou para casa para jantar, algo raro. Helena não ficou feliz como de costume; em vez disso, seu primeiro pensamento foi evitar o confronto e sentir pavor.

Mas, ao ver o rostinho feliz de Arthur, ela acabou por suportar.

O clima na mesa de jantar estava gelado.

Helena mexeu os lábios, mas não sabia o que dizer.

Todas aquelas palavras que ela havia formulado repetidamente no fundo do coração ficaram presas em sua garganta diante do olhar sem emoção do homem, transformando-se finalmente em silêncio.

Samuel sentou-se indiferente à mesa, como se o que tivesse acontecido naquela noite não tivesse nada a ver com ele.

Arthur estava muito animado, olhando secretamente para Samuel o tempo todo, seus olhos brilhantes revelando claramente admiração e afeto.

Ele pensou em algo, correu para o quarto e voltou, levantando o caderninho para mostrar ao homem.

"Papai... tio, estes são todos os adesivos de pontos de contribuição que Arthur guardou!"

Samuel parou o movimento de se levantar, olhou rapidamente para a página cheia de adesivos no caderno, e em seus olhos surgiu uma complexidade que tornava impossível entender o que ele sentia.

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