localização atual: Novela Mágica Moderno Traição da Magia Capítulo 7

《Traição da Magia》Capítulo 7

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Capítulo 12

Ian ficou sentado no carro a noite toda.

Ao amanhecer, ele deu a partida e dirigiu até a delegacia.

Ele foi atendido por um policial jovem, que, ao ouvir o que Ian tinha a dizer, pediu que ele esperasse. Ian sentou-se no banco, observando as pessoas que passavam, com as palmas das mãos suadas.

Depois de muito tempo, um policial de meia-idade se aproximou.

“Você é Ian?”

Ian levantou-se: “Sim. Há notícias sobre a Nina?”

O policial olhou para ele e não respondeu. “Venha comigo.”

Ian seguiu-o até um escritório. No escritório, havia outra pessoa sentada, com um uniforme diferente e insígnias diferentes.

“Este é o nosso delegado,” disse o policial de meia-idade.

Ian ficou atônito e assentiu.

O delegado o observou, seu olhar era muito pesado.

“Onde você estava ontem à noite?”

“Em casa,” disse Ian. “Por quê?”

O delegado não disse nada. Ele baixou os olhos para os documentos na mesa e depois levantou a cabeça para olhar Ian.

“Nós rastreamos as informações dos sequestradores ontem à noite,” ele disse. “Descriptografamos o celular que eles usaram. O endereço IP de onde a última mensagem foi enviada—”

Ele fez uma pausa. “É o endereço da sua casa.”

Ian ficou paralisado. “O quê?”

O delegado o observou, com um olhar de escrutínio.

“O endereço da sua casa,” ele repetiu. “Às onze e vinte da noite de ontem, o celular do sequestrador enviou uma mensagem para um número. O sinal de localização mostra que o local de envio foi a sua casa.”

Ian permaneceu parado, imóvel.

Às onze e vinte da noite de ontem, ele estava em casa, e Clara também estava em casa.

“Impossível,” ele disse.

O delegado não disse nada, apenas o observou.

“Eu estava sozinho em casa—” Ian hesitou. “Havia outra pessoa. Mas ela não poderia…”

Ele parou de repente, lembrando-se de muitas coisas.

Clara estava amarrada ao mastro, chorando tão lastimavelmente. Ele a resgatou, levou-a para casa, tratou de seus ferimentos. Seus ferimentos eram leves, os rastros de lágrimas eram rasos. Ela disse que aquele grupo fora enviado por Nina, que ela tinha ouvido com seus próprios ouvidos, e ele acreditou.

A trava do tanque de água foi mexida, o depósito de equipamentos pegou fogo, ela disse que foi acidental, e ele também acreditou.

Cada palavra que ela dizia, ele acreditava.

Ele nunca pensou em perguntar a ela: quem você viu? quem você ouviu? como você sabe que eram pessoas da Nina?

Ian nunca pensou nisso.

Ele só sabia que ela chorava de forma lastimável, que precisava de sua proteção e que Nina era uma madame capaz de qualquer coisa.

“Sr. Ian?” o delegado o observou.

Ian voltou a si. “Se houver notícias, avisaremos,” disse o delegado. “Volte para casa primeiro e mantenha seu celular ligado.”

Ian assentiu e saiu.

Ao chegar à porta, ele parou e olhou para trás. “Se houver notícias…” sua voz estava um pouco rouca, “não importa o que seja, por favor, me notifique.”

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O delegado assentiu.

Ian saiu da delegacia e sentou-se no carro. Ele não ligou o motor; ficou sentado ali, segurando o volante, olhando para a frente, com a mente em branco.

O celular tocou; ele olhou para baixo e era Clara.

Ele fixou o olhar naquele nome por muito tempo.

Não atendeu.

O celular tocou novamente, ainda ela.

Ele recusou a chamada.

Ligou o carro e partiu.

Ele não sabia para onde ir. Depois de dirigir um pouco, percebeu que havia parado em um lugar familiar.

O teatro onde ele costumava se apresentar.

Ele estacionou, saiu e ficou parado na entrada.

A placa do teatro foi removida.

Os grandes caracteres sumiram, restando apenas a estrutura vazia. Trabalhadores estavam carregando coisas para fora: caixas de adereços, armações de iluminação, pilhas e pilhas de tralhas.

Ian entrou.

O teatro estava uma bagunça, com caixas empilhadas por toda parte. O palco estava vazio, as cortinas penduradas, as cadeiras da plateia cobertas de poeira.

Ele viu o gerente parado ao lado, falando com um trabalhador.

“Gerente Chen,” ele se aproximou.

O gerente virou-se e, ao vê-lo, hesitou. “Ian? Por que você veio?”

“Por que a placa foi removida?” Ian perguntou.

O gerente olhou para ele e silenciou por alguns segundos.

“Você não sabe?”

“Saber o quê?”

O gerente suspirou: “A Srta. Nina retirou o investimento,” ele disse. “O teatro não pode mais continuar aberto.”

Ian ficou paralisado.

Retirou o investimento.

Ele lembrou-se de Nina vindo ao teatro naquele dia, dizendo que ia falar com o gerente. Ele achou que ela estava vindo procurá-lo e até perguntou: “Você já decidiu?”, dizendo para ela pedir desculpas a Clara.

Ela não disse nada; acontece que ela estava lá para retirar o investimento.

“Não pode ser,” ele disse. “Quando eu me apresentava, a casa estava sempre cheia. Como é possível não ter como continuar?”

O gerente olhou para ele, com um olhar um pouco complexo.

“Ian,” ele disse, “você realmente achou que aquele público estava lá por sua causa?”

Ian não disse nada.

“Aqueles ingressos,” o gerente disse, “eram todos comprados pela Srta. Nina. Faz dois anos, a casa sempre cheia, todos convidados pagos por ela. Ela tinha medo de que o teatro ficasse vazio, medo de que você ficasse triste, medo de que você sentisse que ninguém gostava de você.”

Ian ficou lá, imóvel.

“Você sabe quanto dinheiro ela gastou?” o gerente disse. “Mais de um milhão por mês. Apenas para que, toda vez que você subisse ao palco e visse a casa cheia, você pudesse sorrir.”

Ian abriu a boca, mas não saiu som.

“Ela me disse,” o gerente continuou, “se ele estiver feliz, eu estou feliz.”

Ian lembrou-se dos dias de apresentação.

Toda vez que subia ao palco e via a casa cheia, ele sentia uma satisfação especial. Ele achava que finalmente tinha tido sucesso, que finalmente alguém gostava dele, que finalmente não precisava depender dela.

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Ele nunca pensou que todas aquelas pessoas eram convidadas dela.

Ele nunca pensou que todos aqueles aplausos, todos aqueles vivas, todos aqueles “mais um”, eram comprados com o dinheiro dela.

Ele achava que era seu talento, que era seu charme, que ele poderia estar de pé por conta própria sem depender dela.

Tudo era falso.

Aqueles espectadores que enchiam a casa eram falsos.

Aqueles aplausos eram falsos.

Seu sucesso era falso.

A única coisa real era ela.

Era ela quem gastava mais de um milhão por mês para comprar aqueles espectadores falsos para ele, era ela que, dia após dia, por dois anos, deixava aqueles espectadores falsos sentados lá para aplaudi-lo e gritar por ele; era ela que, toda vez que ele saía do palco, nunca mencionava nada; era ela que, toda vez que ele dizia “olha, eu não preciso de você”, nunca refutava; era ela que ficava sentada no canto, observando-o sorrir e não dizia nada.

Ian agachou-se e cobriu o rosto com as mãos.

O gerente olhou para ele e não disse nada. Depois de muito tempo, Ian levantou-se.

“O que mais ela fez?” ele perguntou.

O gerente olhou para ele. “Aquela vaga de especialização no exterior,” o gerente disse, “você não queria ir tanto? Aquele mágico, no exterior, você disse que ele era alguém inalcançável. A Srta. Nina moveu mundos e fundos, acumulou um monte de favores, só para conseguir para você.”

“Ela queria te dar uma surpresa,” o gerente disse, “depois não foi preciso.”

Ian ficou parado no teatro vazio, olhando para aquele palco.

Então, virou-se e saiu. Ao chegar à porta, parou e olhou para trás, para aquele palco vazio.

Lá fora, a luz do sol estava linda, mas ele só sentia um frio de partir o coração.

Capítulo 13

Ian esperou em casa por dois dias.

Sem notícias.

O celular não saía de sua mão; a tela acendia e apagava, acendia e apagava. Ele checava a cada poucos minutos; não havia chamadas, não havia mensagens, absolutamente nada.

Na terceira noite, Clara preparou uma mesa cheia de comida.

“Ian, você não tem comido direito nestes dois dias.” Ela lhe entregou os hashis. “Coma um pouco. Se a Nina realmente voltar e te ver assim, com certeza vai ficar com o coração partido.”

Ian olhou para o rosto dela.

A luz incidia do teto; os olhos dela brilhavam, e havia um sorriso gentil em seu rosto. Igual ao de sempre, igual ao passado, igual aos anos em que ele a conhecia.

De repente, ele se lembrou de algumas coisas.

Essas coisas vinham martelando em sua mente nos últimos dois dias. A mensagem dos sequestradores que foi enviada de sua casa, Clara que foi sequestrada por uma noite inteira e só tinha ferimentos leves, as coisas que ela disse, o jeito que ela chorava, seu rosto com rastros de lágrimas tão superficiais.

Ele pensou que, talvez, fosse hora de fazer algumas perguntas.

“Está bem,” ele disse. “Vamos comer.”

Ele sentou-se à mesa.

Clara serviu-lhe um copo de vinho.

“Ian, quero fazer um brinde a você.” Ela levantou a taça. “Obrigada por cuidar de mim por tantos anos.”

Ian olhou para ela, sem dizer nada; ele levantou a taça e tomou um gole.

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