localização atual: Novela Mágica Moderno O Casamento que Virou Código PARTE 8

《O Casamento que Virou Código》PARTE 8

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A chuva voltou a cair sobre São Paulo naquela noite.

Mas agora não parecia chuva.

Parecia aviso.

Lívia Costa corria pelas ruas estreitas da Zona Leste de Itaquera, o coração acelerado, o ar pesado entrando aos pedaços.

Ela não sabia mais se estava sendo seguida.

Ela só sabia que não podia parar.

Atrás dela, passos.

Ou talvez apenas eco.

O tipo de dúvida que destrói a sanidade lentamente.

Ela virou uma esquina.

Depois outra.

Mas o celular dela vibrava sem parar no bolso.

Sem sinal.

Sem resposta.

Mas com mensagens chegando mesmo assim.

Ela parou ofegante.

Pegou o aparelho.

E viu algo impossível.

A tela piscava sozinha.

Arquivos sendo apagados remotamente.

Fotos.

Vídeos.

Áudios.

Tudo desaparecendo um por um.

“Não… não, não…” ela sussurrou.

Naquele mesmo momento, na Mansão Vasconcelos, Henrique estava imóvel diante da tela do sistema.

Caio estava ao lado dele, sem conseguir disfarçar o choque.

“O sistema dela foi limpo em tempo real”, disse Caio.

Henrique estreitou os olhos.

“Como assim ‘limpo’?”

Caio mostrou o painel.

“Alguém está apagando tudo que ela coletou.”

Silêncio.

Henrique fechou o punho.

“Isso significa que ela encontrou algo importante.”

Na tela principal da empresa Vasconcelos, um novo alerta surgiu sozinho:

“CONEXÃO COM DISPOSITIVO LÍVIA COSTA INTERROMPIDA.”

Henrique congelou.

“Interrompida?”

Caio respondeu baixo:

“Ou ela perdeu o sinal… ou o dispositivo foi desligado.”

Na Zona Leste, Lívia tentou ligar para qualquer número.

Nada.

O silêncio da cidade parecia mais pesado agora.

Ela começou a andar novamente.

Mais rápido.

Quase correndo.

E então viu.

Um carro parado no fim da rua.

Sem farol ligado.

Motor desligado.

Mas alguém estava dentro.

Na mansão, Henrique abriu o histórico de localização dela.

E viu o último ponto registrado.

“Ela está na Zona Leste ainda…”

Caio olhou para ele.

“Mas o sinal não atualiza mais.”

Henrique respirou fundo.

“Então ela está sem comunicação.”

Na rua, Lívia parou.

O carro agora estava mais perto.

A porta abriu lentamente.

Mas ninguém saiu.

Só silêncio.

Ela deu um passo para trás.

Depois outro.

E o celular vibrou uma última vez.

Uma mensagem automática apareceu:

“DISPOSITIVO DESATIVADO PELO ADMINISTRADOR.”

Ela arregalou os olhos.

“Administrador…?”

Na Mansão Vasconcelos, Henrique virou para Caio de repente.

“Quem é o administrador do sistema externo?”

Caio hesitou.

E respondeu:

“Só o núcleo interno da empresa.”

Silêncio.

Henrique entendeu antes mesmo de ouvir a resposta completa.

“Então alguém de dentro está mexendo nisso.”

Na torre Figueira, Marcelo observava a operação em andamento.

E não parecia preocupado.

“Ela já viu demais”, disse um operador.

Marcelo respondeu calmamente:

“Então ela cumpriu o papel dela.”

Na rua, Lívia começou a correr de novo.

Mas agora não era só medo.

Era certeza.

Alguém queria apagar ela também.

Ela entrou em um beco estreito.

Sem saída visível.

O carro entrou devagar atrás.

Na mansão, Henrique levantou abruptamente.

“Eu quero a localização em tempo real dela agora!”

Caio digitou rápido.

“Sistema não responde.”

Henrique ficou imóvel.

“Então isso não é falha técnica.”

Pausa.

“É bloqueio.”

Na Zona Leste, Lívia encostou na parede.

Respirando rápido.

O carro parou.

E pela primeira vez, uma voz veio de dentro dele.

“Você não devia ter mexido nisso.”

Lívia congelou.

Na mansão, o sistema principal da Vasconcelos piscou em vermelho.

“DISPOSITIVO LÍVIA COSTA: OFFLINE DEFINITIVO.”

Henrique ficou imóvel.

“Offline definitivo?”

Caio sussurrou:

“Isso não é perda de sinal…”

Pausa.

“Isso é desligamento forçado.”

Na torre Figueira, Marcelo finalmente se levantou.

“Confirmação de neutralização?” perguntou um operador.

Marcelo não respondeu imediatamente.

Ele apenas olhou para a cidade.

E disse:

“Sim.”

Na mansão, Henrique deu um passo para trás.

“Neutralização de quê?”

Caio não respondeu.

Porque o sistema já estava exibindo outra coisa.

Última localização registrada.

Um ponto fixo.

Sem movimento.

Sem resposta.

Sem vida ativa de sinal.

Henrique encarou a tela.

E sussurrou:

“Ela foi removida do sistema…”

Na Zona Leste, o beco estava vazio.

O carro também.

Não havia mais ninguém ali.

Só o som da chuva.

E o celular de Lívia, caído no chão molhado, ainda aceso por um segundo.

Antes de apagar completamente.

Na mansão, Henrique olhou para Caio.

“Eles apagaram ela.”

Caio não respondeu.

Porque não havia mais dados para analisar.

Mas então…

o sistema da empresa Vasconcelos voltou a piscar sozinho.

E uma nova linha apareceu na tela principal.

“ATIVIDADE REATIVADA EM DISPOSITIVO NÃO IDENTIFICADO.”

Henrique congelou.

“Não identificado?”

Caio se aproximou da tela.

E empalideceu.

“Isso não deveria ser possível…”

Henrique sussurrou:

“Se ela foi apagada…”

Pausa.

“Quem está usando o sistema agora?”

E a tela mudou sozinha mais uma vez.

Mostrando apenas uma frase:

“SUJEITO LÍVIA COSTA: RELOCALIZAÇÃO EM ANDAMENTO.”

Silêncio total.

E, em algum lugar da cidade…

um telefone desconhecido começou a tocar dentro de um carro vazio.

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