《Destino Adiado: O Amor que Não se Pode Ter》Capítulo 6

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  Elas faziam expressões sugestivas e um longo "oh".

  Mateus sempre ignorava as brincadeiras e, apenas com um aceno, entrou no elevador.

  Beatriz envergonhada pediu para pararem com as brincadeiras e, antes que a porta fechasse, gritou para ele: "Mateus, vamos almoçar juntos?"

  Mateus assentiu.

  A porta se fechou e as enfermeiras ficaram ainda mais empolgadas.

  Elas cercaram Beatriz: "Dra. Beatriz, vocês e o Dr. Mateus estão namorando?"

  Ela sorriu, baixando os olhos e brincando com o pingente de jade em seu pescoço: "Ainda não... ele ainda não me pediu oficialmente em namoro."

  "Ai, o Dr. Mateus é assim mesmo, ele parece ser reservado e tímido," riu a enfermeira Lily.

  Outra enfermeira, XU, completou: "Não sei, não. Quando a Dra. Sofia estava doente, ele ia oito vezes por dia ao quarto dela sem reclamar. Parecia que queria instalar o escritório na porta do quarto dela..."

  A enfermeira Lily cutucou-a com o cotovelo: "O que você está dizendo?"

  A enfermeira XU parou imediatamente, olhando com culpa para Beatriz.

  A expressão de Beatriz já não estava nada boa.

  A enfermeira XU ficou ainda mais apavorada: "Dr. Beatriz... eu só ouvi os outros falarem, deve ser boato. Todos nós sabemos que o Dr. Mateus e a Dra. Sofia não teriam como, se tivessem algo, já estariam juntos há anos..."

  A enfermeira Lily cutucou-a novamente com força.

  A enfermeira XU fechou a boca, não se atrevendo a dizer mais nada.

  Beatriz deu um sorriso leve: "Não tem problema, eu sei queMateus e a Dra. Sofia têm uma relação próxima. Mas, no futuro, é melhor que vocês não mencionem a Dra. Sofia na frente dele."

  "Ontem, no aniversário dela, ela se declarou para o Mateus e ele a rejeitou. Imagino que os dois não se falem mais."

  As duas enfermeiras ficaram chocadas.

  Elas assentiram rapidamente: "Pode deixar, Dra. Beatriz, seremos discretas."

  Ela sorriu e entrou no escritório.

  O boato sobre a declaração de Sofia e sua rejeição espalhou-se por todo o departamento em dez minutos.

  No grupo de mensagens, uma enfermeira do setor de neurologia comentou: "Não é à toa que desde ontem, depois que a Dra. Sofia saiu com o Dr. Mateus, ela não voltou mais."

  "Mas a Dra. Sofia é bem digna de pena, o câncer dela se espalhou, ela desistiu de tudo, deve ter pouco tempo."

  "Acho que ela se declarou só para colocar para fora antes de morrer, sem esperar que ele aceitasse."

  Após essa mensagem, o grupo ficou em silêncio por um longo tempo.

  Elas tinham esquecido que Sofia tinha um tumor cerebral e estavam usando a situação como fofoca.

  "Ei, na verdade eu acho a Dra. Sofia muito melhor que a Dra. Beatriz, não sei por que o Dr. Mateus não gosta dela e gosta da outra."

  "Gostos não se discutem."

  "Uma pessoa tão boa como a Dra. Sofia, espero que na próxima vida tenha saúde e encontre alguém que a ame."

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  O assunto terminou de forma triste.

  Do outro lado, Mateus não sabia de nada.

  Ele seguiu sua rotina de atender pacientes e planejar cirurgias.

  Mas houve um problema ao organizar a cirurgia.

  Ele olhou para o espaço em branco ao lado de "Primeiro Assistente" e franziu o cenho para a enfermeira: "Por que está vazio? Onde está o assistente anterior?"

  A enfermeira achou estranho; o assistente anterior era obviamente a Dra. Sofia.

  Mas ela pediu demissão após ficar doente.

  Mateus parecia ter esquecido Sofia...

Capítulo 15

  A enfermeira, confusa, lembrou-se da discussão no grupo.

  O Dr. Mateus provavelmente não quer mencionar Sofia.

  Então ela disse: "Os estagiários são bons, a Dra. Sofia sempre os deixou revezar, quer escolher um para esta cirurgia?"

  Estagiários?

  As cirurgias anteriores também foram feitas com estagiários?

  Mateus franziu as sobrancelhas, sentindo um mal-estar inexplicable.

  Ele tentou lembrar de cada primeiro assistente de suas cirurgias passadas.

  Estranhamente, ele lembrava de cada detalhe, de cada paciente.

  Mas o rosto da pessoa que ficava à sua frente, no lugar do primeiro assistente, ele não conseguia ver.

  Por que apenas essa pessoa ele esqueceu?

  Quanto mais tentava, menos lembrava.

  Nesse esforço, uma dor de cabeça violenta surgiu.

  "Tum!" A caneta caiu de sua mão e bateu na mesa.

  Ele levou a mão às têmporas para tentar conter a dor.

  A enfermeira, ao notar seu estado, aproximou-se hesitante: "Dr. Mateus, você... está bem?"

  Ele não podia responder, sentindo a dor como uma broca perfurando-o.

  O que estava acontecendo? Por que essa dor repentina?

  A enfermeira, em pânico, virou-se para buscar ajuda.

  Ao tocar na maçaneta, a porta foi aberta.

  Beatriz entrou.

  A enfermeira viu nela uma salvação: "Dra. Beatriz, não sei o que aconteceu, o Dr. Mateus teve uma dor de cabeça forte, vou chamar o neurologista."

  Mas Beatriz olhou para ele e disse: "Não precisa, é um problema crônico dele."

  "Pode sair, eu vou massagear para ele."

  Todos no hospital sabiam da relação dos dois.

  A enfermeira acreditou e saiu.

  Ao ficar a sós, Beatriz olhou para o documento sobre a mesa, com um brilho sombrio nos olhos.

  Mesmo que seja apenas um sinal, será que ele conseguia se lembrar?

  Ela cerrou as mãos, mas sua voz continuou doce: "Mateus, como você está?"

  A mente confusa de Mateus clareou ao ouvir a voz dela.

  No segundo seguinte, mãos surgiram atrás dele e pressionaram suas têmporas.

  Massageando lentamente.

  A frieza das pontas dos dedos afastou a dor, como uma maré baixando.

  Mateus ficou atordoado: "Bia?"

  A voz suave dela veio de trás: "Estou aqui, como está, ainda dói?"

  Ele balançou a cabeça: "Estranho, você massageou um pouco e parou, parecia que minha cabeça ia rachar."

  Ela riu: "O que seria de você sem mim? Não consegue nem cuidar de si mesmo, como cuidará dos pacientes?"

  "Diga-me, por que a dor?"

  Ele se lembrou do que pensava antes.

  Segurou a mão dela e pegou o documento: "A cirurgia cardíaca tem apenas estagiários como assistentes, receio que fiquem nervosos."

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  Beatriz pegou o documento, olhou e deixou de lado: "E eu?"

  Ele virou-se para ela: "O quê?"

  "Eu serei sua assistente." Ela sorriu. "Quero operar com você, mesmo que seja como assistente."

  Mateus ficou parado.

  Mas não por causa da frase.

  Enquanto ela falava, ele ouviu uma voz familiar, mas estranha, em sua mente.

  Aquela voz disse quase o mesmo que ela.

  Ela disse: "Já pedi ao chefe para ser sua assistente, Mateus, nunca vou te atrapalhar."

  "Não tem problema, aceito desistir de ser a cirurgiã principal."

  "Espero que nossas cirurgias sejam perfeitas."

  Quem era ela?

  Ela era tão familiar... mas por que ele não conseguia lembrar?

  A dor de cabeça voltou.

  Atrás dele, Beatriz franziu o cenho e pensou insatisfeita: [Não me diga que ele lembrou de Sofia.]

  Após o pensamento, uma voz mecânica e fria soou: [Sim, anfitriã. O que você acabou de dizer, Sofia também disse.]

  [E ela foi mais sincera que você.]

  O rosto de Beatriz ficou sombrio: [Que incômodo.]

Capítulo 16

Ao ver que ele demonstrava novamente sinais de enxaqueca, Beatriz sentiu-se irritada.

Mesmo assim, estendeu a mão novamente para massagear a cabeça dele, enquanto ordenava que o sistema eliminasse mais uma vez os resquícios da imagem de Sofia da mente dele.

O sistema obedeceu ao comando e simultaneamente comentou: [Anfitriã, a frequência com que você usa a função de “eliminar” no alvo da estratégia é alta demais. Se continuar assim, o cérebro dele sofrerá danos.]

Beatriz bufou com desdém: [Danificado é mais fácil de controlar. Caso contrário, ele fica pensando na Sofia o tempo todo. Como vou conseguir acumular pontos de afinidade assim?]

O sistema continuou: [Se o alvo sofrer danos cerebrais e confusão de memória, ao ponto de nem se lembrar de você, a missão será considerada um fracasso.]

Beatriz reagiu instantaneamente como um gato com o rabo pisado: [O quê! Por que você não me avisou antes?]

Sistema: [Não estou avisando agora? Anfitriã, não se irrite.]

Ela sentiu como se tivesse dado um soco em uma almofada; não havia onde descarregar sua frustração.

Após um tempo, a dor de cabeça de Mateus passou.

No entanto, os dois episódios seguidos deixaram-no exausto e ainda um pouco tonto: "Por que estou tendo tantas dores de cabeça ultimamente? Será que devo passar por um exame no departamento de neurologia?"

Beatriz congelou instantaneamente.

Ela não podia, de forma alguma, permitir que ele fosse ao departamento de neurologia.

Ela só tinha permissão do sistema para apagar as memórias dele sobre Sofia, mas as outras pessoas ainda se lembravam dela. Se alguém mencionasse o nome de Sofia acidentalmente, a chance de ele recuperar as memórias seria muito maior.

Beatriz conteve o nervosismo: "Não precisa. Acho que é só falta de descanso. Você passou noites em claro lendo prontuários e se preocupando tanto com cada paciente; é natural que tenha dor de cabeça com tanto esforço."

"Durma bem hoje à noite, daqui a uns dias você estará bem."

Mateus achou que isso fazia sentido e assentiu: "Farei como você diz."

A obediência dele a deixou muito satisfeita.

Orgulho da elite, inalcançável e frio?

Não se rendeu aos pés dela do mesmo jeito?

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