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《O Segredo de Suely》Capítulo 11

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"Não é normal? Vocês estão juntos desde a universidade, já passaram dos sete anos de crise, não é? Além disso, você armou todo esse conflito com Suely por causa de Bianca, não seria ótimo definir a data logo?" Zhao Feng fez uma pausa e ponderou: "Ou você se arrependeu?"

Arrependimento?

O olhar de Lucas carregava confusão enquanto seus dedos acariciavam o copo.

A primeira coisa que ele pensou quando Bianca mencionou o casamento foi querer evitá-lo.

O que estava acontecendo com ele?

Ele fez tanto esforço justamente para trazer Bianca para casa, e agora que tudo estava prestes a se concretizar, por que ele hesitava?

"Não me diga que você descobriu de repente que ama Suely."

"Como isso seria possível!" ele disparou.

Mais duas doses fortes.

Não.

A pessoa que ele ama deveria ser Bianca!

O que ele sente por Suely é apenas culpa.

Ao amanhecer do dia seguinte, Lucas sentou-se ao lado da cama de Bianca e disse suavemente: "Bianca, pensei bem, que tal marcarmos nosso casamento para daqui a um mês?"

"Ótimo!" Bianca pulou da cama de alegria e o beijou. Lucas exibiu um sorriso satisfeito e disse: "Já pedi para transferirem Suely para um hospital melhor. Daqui em diante, não terei mais nenhum vínculo com ela."

Enquanto ele dizia isso, Bianca o abraçava silenciosa e ternamente; ela sabia que, nesses momentos, os homens também eram muito frágeis.

Lucas batia levemente nas costas de Bianca, enquanto repetia incessantemente para si mesmo: É apenas culpa, apenas culpa! A pessoa que amo é Bianca, não Suely!

Ao ver Lucas novamente distraído, um sentimento de ciúme invadiu Bianca. Suely, mesmo nesse estado, você ainda faz um homem não conseguir te esquecer! No entanto, por fora, ela o consolava gentilmente; ela queria que Lucas entendesse que ela era quem melhor o compreendia e quem mais o amava!

Capítulo 25: Ficar bem

Lucas decidiu arranjar o melhor hospital para Suely e nunca mais permitir que aquela mulher aparecesse em sua vida.

Assim, ele e Bianca teriam uma vida feliz, certo?

Os dias passavam de forma monótona, sob a auto-convicção de Lucas.

Às vezes, ele sentia que faltava algo ao seu lado, como se uma parte dele estivesse incompleta, e nesses momentos a voz de Suely surgia em sua mente.

Lucas sempre se repreendia: É apenas uma mulher interesseira, faço isso apenas por culpa, eu não a amo, não amo Suely! Eu amo Bianca, é Bianca!

Esses dias duraram apenas uma semana. Lucas não aguentou mais; ele queria saber de certas coisas. Se não soubesse, talvez passasse o resto da vida na culpa.

Na segunda-feira, sob a desculpa de reuniões na empresa, ele foi ao hospital ver Suely.

Lucas perguntou suavemente ao médico: "Doutor, como está a saúde dela?"

O médico respondeu: "Não há problemas, a recuperação é ótima. Felizmente foi trazida cedo, ela já consegue reconhecer as pessoas."

Lucas agradeceu e caminhou até Suely.

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Ao vê-lo, as pupilas de Suely se contraíram e ela exibiu um sorriso sarcástico: "O que você veio fazer aqui? Ver esse meu estado te deixa feliz?"

Lucas hesitou, seu olhar tornou-se indiferente: "Você deveria saber que, se não fosse por mim, você provavelmente já estaria morta."

"É, se não fosse por você, eu já estaria morta há muito tempo!" disse Suely friamente, "Por favor, saia da minha frente, Sr. Lin!"

"Suely, é assim que você trata seu benfeitor?" disse Lucas.

"Benfeitor?" Suely riu com escárnio, "Ah, sim, um grande benfeitor. Fez-me perder meu filho, fez-me quase morrer, realmente um grande benfeitor..."

A expressão de Lucas mudou repentinamente, tornando-se instável, antes de suavizar: "Na verdade..."

"Eu te odeio!" disse Suely entre dentes!

O coração de Lucas esfriou, como se tivesse caído em uma adega de gelo. Ódio? Lucas sorriu amargamente. Ele só queria perguntar sobre o diário, mas como começar?

"Você não precisa fingir ser bom comigo. Se sente culpa, basta não aparecer na minha frente, eu não vou te culpar!" disse Suely friamente, "Por favor, saia, Sr. Lin."

Lucas sabia que não conseguiria perguntar nada agora, mas não estava disposto a desistir. No entanto, Suely acabara de se recuperar e não podia ser muito estimulada. Ele lembrara do diário, mas na época o celular estava sem bateria e era difícil encontrar um carregador para aquele modelo antigo, e ele só tinha lido metade. Que tipo de sentimento ela afinal tinha por ele?

Vendo que Lucas permanecia lá, Suely não se deu ao trabalho de responder. Tomou os remédios, descansou e sentiu que até olhar para ele era um desperdício.

Quando o coração de alguém está morto, o que resta para recordar? É melhor viver a própria vida. Ela estava cansada demais, cansada de ver Lucas, cansada de ter qualquer sentimento por ele.

Até a tarde, Lucas não foi embora. Não comeu nada nem bebeu nada. Suely olhou para ele friamente e ironizou: "Como é? Quando o Sr. Lin se tornou um cão sarnento, insistindo em não ir embora?"

Lucas olhou nos olhos de Suely, encontrando frieza, desgosto e ódio genuínos. Ele desviou o olhar e disse secamente: "O que você tem a ver com isso?"

Suely riu com escárnio.

"Heh, eu não tenho nada a ver com isso," a voz de Suely suavizou de repente, "Será que o Sr. Lin se recusa a ir embora porque se apaixonou por mim?"

Ela disse isso como um autodesprezo ou uma provocação: "Essa mulher que só gosta de dinheiro e que perdeu dois filhos não é digna do Sr. Lin. Portanto, vá embora, você está arruinando meu humor aqui."

Lucas não suportou os deboches repetidos de Suely e respondeu friamente: "Eu apaixonado por você?" Ele riu, "Eu só temo que você se aproveite da doença para grudar em mim como uma pomada de cachorro, que ninguém consegue tirar!"

"Ver com meus próprios olhos que você está curada e ir para bem longe é a única forma de eu ficar tranquilo!"

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Nos olhos frios de Suely surgiu um fogo de raiva: "Eu me aproveitar de você? Lucas, você acha que todas as mulheres deste mundo querem grudar em você?"

Suely bateu na cama para mostrar sua raiva: "Tudo bem! Fique olhando, veja-me curada, e eu não vou grudar em você, Lucas! Assim que eu melhorar, vou embora imediatamente! Por toda a vida, não, na próxima reencarnação também não quero te ver!"

"Suely, lembre-se do que você disse." Coma bem, aceite o tratamento, fique bem.

Lucas não falou mais nada. Em sua mente, as palavras de Suely ecoavam. Ele sorriu amargamente e, ao lembrar da determinação dela, seu coração ficou vazio, solitário e dolorido, como se algo precioso tivesse escorregado por entre seus dedos, para nunca mais voltar.

Lucas queria agarrar, mas uma voz em seu interior dizia: Solte, você não consegue agarrar. Você não a ama, você quer que outra mulher sofra por você?

A decepção de Suely por Lucas era maior que seu amor. Quando viu a assinatura no termo de consentimento do aborto, seu coração morrera completamente.

Então o homem que ela amou por tantos anos era tão implacável e cruel. Ele nunca soube o quanto ela valorizava aquele filho e o quanto seu coração doía por aquela pequena vida que estava prestes a vir ao mundo e morreu na insensibilidade do pai.

Pensando nisso, as lágrimas de Suely caíram. Seu amor, seu filho, tudo fora embora, restando apenas lembranças como óleo fervente e foices; cada vez que se lembrava, era como uma facada em seu coração.

"Lucas, eu te odeio!" disse Suely cerrando os dentes. As lágrimas molharam o travesseiro, escorrendo para sua mente, um amargo recordar.

Foi a partir deste dia que Suely aceitou passar pelo tratamento sob a supervisão de Lucas.

Lucas ia ao hospital todos os dias assistir à reabilitação de Suely.

Capítulo 26: Posso sair

A reabilitação era exaustiva. Sempre que ela queria desistir, ao sentir o olhar de Lucas e lembrar de suas palavras frias, ela cerrava os dentes e continuava.

Após terminar a reabilitação, Suely estava encharcada de suor. Lavou-se, trocou de roupa e, ao sair, ouviu o sussurro de duas enfermeiras.

"Aquele senhor realmente ama muito esta moça..."

"Com certeza, ele fica vigiando silenciosamente todos os dias, com medo de que algo aconteça. É um amor profundo. Se eu tivesse um namorado tão bom assim, morreria de felicidade."

"Com essa sua cara, só na próxima reencarnação, hahahaha..."

Suely, atrás da porta, mordeu os lábios. Totalmente descrente, como aquele homem insensível teria sentimentos por ela?

Ele apenas temia que ela se tornasse uma inválida e grudasse nele para sempre.

Na manhã seguinte, ao acordar, Suely viu Lucas a observando silenciosamente. Seus olhos piscaram em surpresa, mas, ao focar bem, ele já não estava lá.

Suely ficou sentada na cama atordoada por um longo tempo, com a imagem do olhar preocupado de Lucas passando por sua mente.

Aquele homem... como ele poderia olhar para ela com aquele olhar?

A conversa das enfermeiras não saía de sua cabeça.

Suely apertou as mãos que seguravam a colcha, com o coração em desordem. Ela balançou a cabeça com força, batendo nas próprias bochechas: "Não seja boba, Suely. Você não lembra da dor? Quantas vezes mais essa pessoa precisa te ferir para que você aprenda a desistir!"

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