localização atual: Novela Mágica Moderno O Pacto de Luz: Salvar Você no Passado Capítulo 12

《O Pacto de Luz: Salvar Você no Passado》Capítulo 12

PUBLICIDADE

  Tiago aproximou-se e, ao ver o rosto dela banhado em lágrimas, também sentiu seus olhos arderem.

  "Não chore, Joana." Ele quis tocá-la, mas temeu que ela não quisesse e se conteve. "Quando você chora, não sei o que fazer."

  A primeira vez que viu Joana foi em uma tarde ensolarada.

  Ele voltava da quadra de basquete, girando a bola, quando passou por um beco e ouviu um soluço abafado, como de um gatinho.

  Era um som fraco, mas ele tinha sentidos apurados. Por curiosidade, encontrou a menina sentada no topo de uma pilha de caixas dentro de um beco fechado, chorando embaixo de um guarda-chuva.

  Ele achou engraçado: ela chorava tanto, mas ainda tinha energia para escalar até lá.

  Ele parou e perguntou: "Ei, precisa de um lenço?"

  Joana, após ser duramente repreendida pela mãe por uma nota ruim, fugiu de casa sem nada, sem dinheiro e sem lugar para se esconder. O sol estava forte, queimando suas mãos expostas.

  Ao ver o estranho, ela ergueu os olhos marejados: "...Preciso."

  Tiago vasculhou os bolsos e percebeu que não tinha nada. Quando voltou com um lenço, ela já tinha ido embora.

  Pensando agora, ele, que nunca se metia em assuntos alheios, ajudou aquela estranha; o roteiro deles já estava escrito. Ele estava destinado a amar Joana.

  Doze anos atrás foi o mesmo: ele decidiu não contar nada a ela, mas bastou ela chorar para ele confessar tudo.

  Agora, vendo-a tão frágil, ele sentiu o coração apertar. Sem saber o que fazer, permaneceu parado até que, de repente, sentiu um peso no peito: Joana encostou a testa no seu peito e seus ombros tremeram.

  Toda a repressão dos últimos dias explodiu.

  A voz de Joana saiu trêmula, soluçando: "Desculpe... Tiago, a culpa é minha."

  "Eu que não fui madura o suficiente... eu não mereço o seu amor..."

  Tiago balançou a cabeça. Percebendo que ela não via, ele a envolveu firmemente nos braços: "Joana, você é a melhor pessoa do mundo. Eu só gosto de você; foi assim dez anos atrás e continua sendo dez anos depois."

  "Se você não se sentir segura, pode me pedir provas a qualquer momento."

  Ele percebeu então que nunca tinha dito oficialmente que gostava dela, sem uma declaração formal. Ele pensou: o término foi o que eu mereci.

Capítulo 27

  As pessoas passavam pelo hospital sem prestar atenção; ali, o colapso emocional era algo comum.

  Quando Joana parou de chorar e levantou a cabeça, viu uma marca no peito de Tiago e começou a rir. Ele se soltou um pouco e, vendo-a rir e chorar, riu também: "O que foi, Joana?"

  Ela limpou os olhos e balançou a cabeça.

  Após um tempo, Tiago perguntou cuidadosamente: "Então, podemos fazer as pazes?"

  Joana silenciou; ele esperou pacientemente. Ele tinha dado tantos passos em direção a ela que seria impossível não se comover. Era por isso que desistir tinha sido tão difícil.

PUBLICIDADE

  Ela respirou fundo e decidiu: "Sim."

  Ao ouvir a resposta, as nuvens de dias atrás se dissiparam, trazendo a luz do sol.

  Voltando ao quarto, a mãe dormia. Joana sabia que ela pensava muito no futuro, mas ela queria apenas aproveitar aquele momento. Quanto ao amanhã, se viesse o arrependimento, que ela arcasse com as consequências. Se ela estava sendo envolvida por calor agora, deveria estar preparada para o frio futuro, mas, pelo menos, teria um casaco para se proteger.

  Ela acreditava firmemente que Tiago cumpriria o que disse e que teria coragem para enfrentar o futuro.

  Por enquanto, não contaria à mãe; esperaria que ela passasse pela cirurgia e melhorasse. Perdoe-a pela "mentira piedosa". A cirurgia seria em setembro, quando ela tiraria uma licença para cuidar da recuperação.

  ...

  Após duas sessões de quimioterapia, o estado da mãe melhorou visivelmente. A cirurgia estava marcada para setembro, e ela precisava fortalecer o corpo.

  O médico responsável mudou um dia, e a mãe, notando o rosto novo, sussurrou para Joana: "Joana, aquele médico era o meu de antes?"

  Joana: "...O anterior teve um imprevisto, mudaram o médico."

  A mãe não insistiu.

  Em setembro, as aulas já tinham começado. Joana pediu quinze dias de licença e pediu a uma colega que assumisse as aulas.

  Sentada na cama do hospital, a mãe navegava pelo celular. Desde que descobriu que Tiago era o herdeiro do Grupo Xie, ela acompanhava as notícias dele; ela gostava do rapaz.

  De repente, um título chamou sua atenção: "O Grupo Xie pode enfrentar uma mudança drástica?"

  Ela leu sobre como Tiago derrotou Márcio e obteve uma parceria com o governo.

  Olhando para Joana, que trabalhava para lá e para cá, a mãe inclinou o celular para esconder a tela. Ela não era cega; sabia que Joana estava fechada em si mesma desde o término. Recentemente, porém, o humor de Joana tinha melhorado. "Deixe estar", pensou a mãe.

  O celular de Joana tocou. Era uma chamada de "Estela". Joana saiu do quarto para atender.

  "Professora Joana, pode vir à minha festa de aniversário este domingo?" A voz vibrante de Estela soou. "Por favor, professora... fale bem de mim para meus pais, quero um pouco mais de mesada."

  ...Joana pensou: domingo seria depois de amanhã, e a cirurgia da mãe era na quarta-feira seguinte; não haveria problema.

  Ela hesitou, mas acabou concordando.

Capítulo 28

  Ao mesmo tempo, assim que Estela desligou o telefone, ela olhou para Tiago, que emanava uma forte pressão ao seu lado, e com um revirar de olhos, disse com bajulação: "Primo, a professora Joana aceitou vir. Então, veja bem..."

  Tiago levantou-se e ajeitou calmamente as dobras de sua roupa, como se não fosse ele quem acabara de forçar Estela a fazer aquela ligação.

  "Certo. O que você quiser comprar, envie para o meu assistente, ele cuidará de tudo para você."

  "Eba, obrigada, primo!"

  Estela sorria por fora, mas revirava os olhos por dentro. Ele não ligou pessoalmente e teve que a coagir e induzir; ela declara, de antemão, que não estava com medo, de jeito nenhum.

PUBLICIDADE

  Chamavam de festa de aniversário, mas na verdade era apenas uma desculpa para os adultos estabelecerem contatos e expandirem sua rede de influência.

  Isso ela entendia perfeitamente desde pequena; há tantos anos, a protagonista nunca era ela, de qualquer forma.

  Tiago sabia muito bem que, se fosse ele a convidar, Joana certamente não viria por causa do receio de gerar falatórios. Ela estava em um estado de vigilância constante, onde até mesmo se encontrarem parecia um ato clandestino.

  Pensando nisso, Tiago pegou o celular e enviou uma mensagem a Joana.

  【Vou te buscar no domingo.】

  Ela respondeu rapidamente: 【Está bem.】

  【Não venha perto da ala hospitalar, espere do lado de fora do hospital.】

  Joana largou o celular após responder e levou o laudo ao médico para entender o plano de tratamento seguinte.

  As palavras do médico foram uma boa notícia: as células cancerígenas não haviam se espalhado e o grau de diferenciação era médio; com o tratamento ativo, a recuperação completa seria possível. Joana finalmente respirou aliviada.

  Ela contou brevemente a situação à mãe e acrescentou: "Mãe, domingo à noite chegarei um pouco mais tarde, vou a uma festa de aniversário de uma aluna."

  Ela não mencionou que era da família Ming; a mãe pensou ser apenas uma colega comum e concordou, dizendo para Joana ficar tranquila.

  ...

  O domingo chegou. A festa de aniversário não era tão grandiosa quanto um banquete formal.

  Joana vestiu uma camisa casual com uma saia jeans e saiu após se despedir da mãe.

  Ao sair do hospital, Tiago já a esperava no portão.

  Ao vê-la sair, Tiago desceu do carro, abriu a porta do passageiro para ela e a convidou a entrar com um sorriso gentil e educado.

  Tiago vestia-se de forma elegante e madura, com uma camisa preta; juntos, pareciam estar usando roupas coordenadas. Ambos eram bonitos, atraindo olhares frequentes.

  Joana corou e o empurrou para dentro do carro.

  Tiago riu. Mesmo que já parecessem um casal de velhos conhecidos, sua Joana continuava sendo tão adorável.

  Dentro do carro, Joana perguntou: "A festa da Estela será na antiga residência da família Ming?"

  Tiago, com as mãos despreocupadamente no volante, olhou-a de relance: "Sim, banquetes familiares costumam ser realizados na casa antiga."

  "Mas, desta vez, como estamos discutindo uma parceria, convidamos algumas pessoas externas."

  "Não se preocupe com eles, apenas fique à vontade e coma algo."

  Joana lembrou-se de quando participou do banquete da família Ming anteriormente e foi importunada inexplicavelmente enquanto comia. De repente, pensou em Bianca.

  Joana virou-se e perguntou: "Bianca estará lá?"

  "Sim."

  O coração de Joana afundou.

  Tiago dirigia com uma mão e usou a outra para cobrir os dedos inquietos de Joana, que repousavam sobre suas coxas, reconfortando-a: "Desta vez, não se preocupe. Ficarei ao seu lado o tempo todo e não deixarei que ela se aproxime."

  Não era medo exatamente; como professora, via todos como crianças inquietas, mas sabia que algumas eram sensatas e outras, não.

  Bianca parecia pertencer ao segundo grupo.

Capítulo 29

  Ao chegar à antiga residência da família Ming, confirmou-se o que Tiago dissera: o ambiente era informal, com poucas pessoas espalhadas em pequenos grupos brindando, deixando um grande espaço livre no centro.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia