localização atual: Novela Mágica Moderno O Pacto de Luz: Salvar Você no Passado Capítulo 10

《O Pacto de Luz: Salvar Você no Passado》Capítulo 10

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  Joana hesitou, pensou um pouco e, passando o dedo no celular, mostrou-o para a mãe. Ao ver o perfil profissional claro na tela, a mãe ficou estática, como se tivesse sido atingida por um raio. O genro que ela achava ser um esforçado batalhador era, na verdade, de uma família rica? Ela encarou a tela do celular sem conseguir assimilar.

  Naquela noite, ela rolou na cama sem conseguir dormir, olhando para Joana que dormia profundamente na outra cama, pensando e repensando.

  Na manhã seguinte, enquanto tomavam café da manhã, a mãe disse de repente:

  "Joana, é melhor você terminar com o Tiago."

  Joana ficou atônita: "Por quê?"

Capítulo 21

  Porque ela mesma viveu um casamento fracassado, sabia que os abismos criados por classe social, status e riqueza são imensos.

  A mãe sorriu amargamente. Não foi exatamente assim que ela viveu? Casou-se com o pai de Joana custasse o que custasse, e o que recebeu foi um desdém interminável após o casamento. Ela não tinha estudos e começou a trabalhar ainda adolescente; ele, na época, cursava a universidade. Como a família dele não tinha condições, a mãe tirou dinheiro do próprio bolso para financiar os estudos dele. No fim, casaram-se, mas o amor desapareceu.

  Por causa disso, a mãe tornou-se radical. Qualquer deslize de Joana nos estudos a deixava em alerta constante; ela não queria que a filha trilhasse o mesmo caminho.

  Sobre o futuro, a mãe sabia que Joana tinha um temperamento passivo, que não gostava de disputar nada. Ela já tinha um emprego estável; se encontrasse um marido honesto, não precisaria de mais nada. O amor dos pais, quando profundo, planeja o futuro a longo prazo; às vezes, a gota d'água não tem nada a ver com amor.

  Após descobrir a identidade de Tiago, ela não dormiu a noite toda, aterrorizada com a riqueza e o status da família dele. Ela não queria que a filha se submetesse a uma relação de conveniência.

  Ela demorou a tomar uma decisão: por um lado, gostava genuinamente do rapaz; por outro, temia que Joana se arrependesse. No fim das contas, a filha era mais importante. Depois de pensar a noite toda, ela decidiu pedir o término. Se Joana não conseguia decidir, ela seria a vilã.

  "Joana, pensei bem ontem à noite. Aquela família poderosa e influente não é para o nosso bico."

  "Arrume nossas coisas daqui a pouco, vamos voltar para a enfermaria comum."

  Joana estava atordoada: "Mãe, você não pode fazer isso, eu..."

  "Chega," a mãe largou os hashis. "Agora que estou doente, meu maior desejo é que você encontre um bom porto seguro. Você não consegue nem atender a esse pedido?"

  "Pergunte a si mesma: mesmo que eu aceitasse, os pais dele aceitariam?"

  Joana lembrou-se do que a mãe de Tiago lhe dissera e ficou sem palavras. É verdade, desde o início, ninguém acreditava no casal, nem mesmo o Sr. Xiao achava que eles pertenciam ao mesmo mundo.

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  Ao ver a filha desolada, a mãe suavizou o tom: "Joana, você já tem trinta anos. Às vezes, é preciso enxergar as coisas com clareza."

  "Você não entende agora, mas mais tarde verá como a igualdade social é importante. Quando você se der conta, será tarde demais."

  Joana segurava a colher, mas não tocou mais na sopa. A mãe não conseguia ver a reação dela.

  Muito tempo depois, Joana levantou a cabeça e emitiu um "sim" rouco da garganta, como se tivesse tomado uma decisão difícil. Ela poderia ignorar Bianca, poderia não obedecer à mãe de Tiago e até não se importar com o olhar alheio, mas não poderia recusar a própria mãe, uma mulher doente que pensava nela o tempo todo.

  Ao ver a filha concordar, a mãe se sentiu um pouco mais aliviada, embora não estivesse feliz. "Quanto ao resto, decida você mesma."

  A doença fez com que ela visse as coisas de forma diferente, exceto em relação a Joana, onde ela não cederia. Em sua vida, não sentiu muitos momentos de felicidade, e Joana também não. Mas a filha teria que seguir seu caminho sozinha eventualmente; pelo menos agora, ela ainda podia dar conselhos.

  O hospital era perto de casa. Joana só pegou o essencial; o resto, a maior parte providenciada por Tiago, ela não levou nada. Depois, enviou uma mensagem a Tiago: "Vamos terminar", e foi ao supermercado resolver as coisas da mãe. Ela fez tudo em silêncio, sem derramar uma lágrima.

Capítulo 22

  Do outro lado, Tiago estava a caminho do hospital com presentes e não olhou o celular enquanto dirigia. Ele só viu a mensagem quando estava diante do quarto vazio, pegando o telefone para perguntar por Joana.

  "Vamos terminar."

  As palavras jaziam solitárias na tela. Tiago achou que tinha lido errado. Ele fez algo absurdo: fechou o aplicativo do WeChat e o reabriu após alguns segundos.

  Não tinha lido errado.

  Acima, estava a última chamada de voz, e antes disso, Joana compartilhando os lanches que os alunos lhe deram. Tudo parecia tão sereno, tornando aquelas poucas palavras finais um contraste cortante.

  Tiago digitou na caixa de diálogo: 【O que houve, Joana?】

  Um pequeno ponto de exclamação vermelho apareceu. Joana o havia bloqueado. Ele tentou ligar, mas o telefone dava ocupado.

  Tiago, alguém que sempre fora confiante desde os tempos de estudante, estava perdido como nunca.

  Uma enfermeira entrou e ele agarrou o braço dela sem pensar: "Onde está a paciente deste quarto?"

  A enfermeira, ao ver o jovem belo e atraente, ficou paralisada, sentindo dor no braço onde ele a segurava, e soltou-se rapidamente: "Elas acabaram de sair, talvez tenham recebido alta."

  Em poucos minutos, Tiago se acalmou, percebendo que estava fora de si. Pediu desculpas e saiu. Enquanto caminhava, tirou o telefone e ligou para alguém com um olhar profundo:

  "Investigue para onde Joana foi."

  ...

  O médico dizia que o estômago é um órgão emocional; o estresse afeta o apetite. Por isso, pediu que a mãe mantivesse a calma, sem mencionar que o estágio era intermediário. A mãe achava que era apenas raiva acumulada da juventude. Como não queria ficar no hospital, Joana não se opôs. Após os exames pré-operatórios, pegou as receitas e voltou para casa.

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  Ao sair do quarto, Joana viu o homem esperando por ela. Seu coração disparou e ela apertou o prontuário.

  Tiago tinha uma expressão ilegível, como o prelúdio de uma tempestade, parando a poucos metros de Joana.

  "Por que terminar?"

  Joana encarou o olhar opressor dele e respondeu, hesitante: "Não somos compatíveis."

  Tiago insistiu: "Onde não somos compatíveis?"

  O ar ficou tenso. Joana disse baixinho: "Em tudo. Personalidade, status, formação."

  O ambiente era barulhento, mas a voz de Joana era clara: "Tiago, não sou mais jovem. Quero me casar. Você pode se casar agora?"

  "Você não pode." Joana respondeu a si mesma, contornou Tiago e partiu apressada sem olhar para trás.

  Por isso, Tiago não viu que, no instante em que ela virou as costas, as lágrimas caíram.

  Seu olhar era como um lago calmo que, em certo momento, agitou-se. As mãos de Tiago, caídas ao lado do corpo, cerraram-se. Ele ficou parado, ereto como um pinheiro, mas transmitindo uma estranha fragilidade.

  Um familiar de outro paciente, ao passar, disse: "Moço, dá licença?"

  Tiago focou o olhar, não disse nada e partiu do hospital a passos largos.

Capítulo 23

  Joana queria tirar férias para cuidar da mãe, mas foi recusada categoricamente; a mãe insistia que estava bem e que Joana deveria continuar trabalhando. Joana não teve escolha senão aceitar. Pensando que as férias de verão estavam chegando, não se preocupou e apenas anotou todas as restrições alimentares dadas pelo médico.

  Durante esse tempo, Joana voltou à rotina de sempre, e Tiago não insistiu em contatá-la. O trabalho intenso a impedia de pensar em coisas triviais. A cirurgia da mãe foi marcada para o fim de junho; antes disso, ela faria algumas sessões de quimioterapia, para as quais Joana pediu licença.

  ...

  A escola de ensino médio onde Joana trabalhava era de elite. A cada fim de semestre, após as provas finais, havia uma reunião de pais para apresentar as notas. Era uma forma de manter os pais informados e os alunos focados, sabendo que cada nota seria vista pelos responsáveis. Por isso, cada fim de semestre era uma mistura de alegria e tristeza.

  Como professora da disciplina, Joana não precisava presidir a reunião, apenas comparecer para apresentar o relatório da matéria. Ela já estava acostumada, então não ligou muito.

  Mas, quando subiu ao pódio e viu Tiago sentado no lugar de Estela, sua mente ficou em branco e ela esqueceu o que ia dizer. O diretor da turma, achando que ela tinha esquecido o roteiro, entregou-lhe o caderno de notas: "Professora Joana, aqui estão as anotações."

  Com o chamado, Joana recuperou a compostura, respirou fundo e começou a relatar a situação do semestre.

  "Este semestre, nosso desempenho em português foi o melhor nas duas grandes provas..."

  Joana tentou evitar olhar para Tiago, mas sentia o olhar dele fixo nela, como se estivesse sob brasas, forçando-a a continuar.

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