《O Pacto de Luz: Salvar Você no Passado》Capítulo 4

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  Joana seguiu o grupo, com os olhos fixos na direção de Tiago, querendo perguntar o que estava acontecendo.

  Mas Tiago nem voltou à sala para pegar suas coisas; assim que desceu do palco, saiu da escola.

  O que estava acontecendo? Na vida anterior, nada disso tinha ocorrido.

  Joana virou-se para perguntar a Clarice: "O que aconteceu afinal?"

  Clarice baixou o tom de voz: "Eu também não sei. Ouvi dizer que pegaram Tiago e Helena namorando fora da escola, e, como ele já tinha matado aula por vários dias, tomaram essa decisão."

  Nesse momento, a fila da turma de Joana começou a se mover em direção ao prédio.

  Joana, porém, apertou as palmas das mãos e não se moveu.

  Clarice a puxou: "O que houve, Joana?"

  No segundo seguinte, Joana se soltou e, sem hesitar, virou-se e correu atrás de Tiago.

  "Joana? Joana!"

  Clarice a chamou ansiosa, mas Joana não parou, sem se importar com os alunos ou professores.

  Porque ela sabia que, se não corresse agora, nunca mais teria a chance de contar a Tiago sobre o que aconteceria doze anos depois.

  "Tiago! Tiago!"

  Joana saiu da escola antes que o porteiro fechasse o portão e viu Tiago entrar em um carro preto.

  Seus gritos não seguraram o veículo; ele deu partida e logo aumentou a distância.

  Mas Joana não desistiu e correu com todas as suas forças.

  O destino lhe deu uma nova chance, e não foi para ela repetir o mesmo caminho.

  Na vida anterior, já quase na casa dos trinta, ela não teve coragem de expor seus pensamentos, nem de atravessar a ponte, pois a submissão aos desejos da mãe estava gravada em seus ossos.

  Aqueles incontáveis momentos de sufocamento, na verdade, não eram insolúveis.

  Se ela fosse apenas um pouco mais corajosa e franca, teria encontrado a resposta.

  "Tiago!"

  Finalmente, em uma esquina, Joana tropeçou e caiu no chão.

  O carro de Tiago virou a esquina e desapareceu.

  Olhando para o cruzamento vazio, lágrimas escorreram como fios de pérolas quebradas.

  O ressentimento e o arrependimento por si mesma atingiram o ápice naquele instante.

  Por que ela não disse antes? Houve tantos momentos em que ela poderia ter contado a ele, ter alertado para ter cuidado, mesmo que ele não acreditasse que ela tinha voltado do futuro, mesmo que...

  De repente, uma sombra a cobriu.

  Joana hesitou e, antes de olhar para cima, ouviu a voz resignada de Tiago.

  "Joana, o que eu devo fazer com você?"

  Joana levantou o olhar; o carro tinha voltado e Tiago estava parado à sua frente.

  "Eu não disse para não cuidar da minha vida?"

  Joana recuperou o fôlego e disse, ansiosa: "Mas eu preciso te contar uma coisa..."

  Antes que terminasse, viu um dos seguranças atrás de Tiago se aproximar, com uma mão escondida nas costas, segurando algo.

  Naquele momento, naquele segundo, não se sabe o porquê.

  Mas, movida por puro instinto, ela empurrou Tiago com toda a sua força—

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  "Puff—"

  A lâmina prateada atravessou o corpo de Joana. Ela arregalou os olhos, atônita, sentindo uma dor insuportável que a impediu de gritar.

  Tiago, ao ser empurrado e ver aquela cena, teve o rosto instantaneamente desbotado.

  "Joana?!"

Capítulo 8

  Joana caiu nos braços de Tiago e, entre a consciência nublada, viu outros seguranças imobilizarem o homem armado. Ela soltou um suspiro de alívio e só então olhou para Tiago.

  "Ainda bem... você está bem."

  Tiago estava, pela primeira vez, totalmente atordoado: "Não fale mais nada, vou te levar ao hospital agora mesmo!"

  Ele a levou para o carro e ordenou que o motorista fosse para o hospital.

  No entanto, foram impedidos pelos seguranças da família: "Jovem mestre, você não pode ir ao hospital. Seu voo está prestes a decolar, você deve ir imediatamente para o aeroporto."

  Tiago estava com os olhos marejados de raiva: "Vocês são cegos?! Não estão vendo que ela está ferida..."

  O segurança o interrompeu: "Ela não foi atingida em um órgão vital. Nós a levaremos ao hospital, mas você deve descer do carro e seguir para o aeroporto para ir para o exterior."

  Joana estava quase desmaiando de dor, mas ouviu tudo claramente.

  Ela puxou Tiago, com os lábios movendo-se fracamente.

  Tiago encostou o ouvido imediatamente: "O que você quer dizer? Diga."

  Joana disse, lenta e pausadamente: "Eu vim de doze anos no futuro. Daqui a doze anos, no dia 30 de dezembro de 2025, alguém vai quebrar suas mãos, fazendo você entrar em colapso e cometer suicídio."

  "Você precisa ter cuidado, tenha muito cuidado... Eu estou bem, não se preocupe comigo, vá logo para o aeroporto."

  Os cílios de Tiago tremeram: "Eu não vou. Quero te acompanhar ao hospital, ver que você está sã e salva..."

  Joana o interrompeu suavemente: "Tiago, eu gosto de você."

  O silêncio tomou conta do carro.

  Joana esforçou-se para conter as lágrimas e forçou um sorriso: "Nós ainda vamos nos ver, acredite em mim."

  "Quando você voltar do exterior, vamos nos reencontrar. Daqui a doze anos, nós ficaremos juntos e seremos muito felizes."

  Tiago tremia levemente: "Jure que não está mentindo para mim. Jure que vai me esperar."

  Joana acenou com a cabeça, com lágrimas nos olhos, mas já não conseguia dizer mais nenhuma palavra.

  Por fim, Tiago a soltou e desceu do carro sozinho.

  Os seguranças organizaram tudo imediatamente, ordenando que o motorista levasse Joana ao hospital.

  Antes que a porta do carro fechasse, Joana olhou para Tiago uma última vez.

  No momento em que a lágrima caiu, ela pediu perdão em silêncio.

  Desculpe, Tiago, por ter mentido para você.

  Joana fechou os olhos lentamente, como se estivesse entrando em um longo sonho.

  ...

  Não se sabe quanto tempo passou, quando Joana despertou daquela escuridão.

  Ela abriu os olhos e, chocada, viu que estava em uma cafeteria.

  Bastou um momento de atordoamento para que ela reconhecesse o local.

  Ela pegou o celular para confirmar: a data marcava 31 de dezembro de 2026.

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  Ela havia voltado exatamente para o dia seguinte ao incidente de Tiago, o dia em que sua mãe a arrastou para aquele encontro às cegas.

  Relembrando suas memórias, o destino realmente tinha sido alterado por ela.

  Após levar a facada por Tiago, ela foi levada ao hospital e, como o ferimento não era grave, a cirurgia terminou rapidamente.

  Ao acordar após a operação, sua mãe, sempre tão rígida, estava ao lado da cama chorando sem parar.

  Mais tarde, após o vestibular, sua mãe não a forçou a cursar finanças, permitindo que ela escolhesse o curso de design que tanto amava.

  E Tiago... nesses doze anos desde que ele foi para o exterior, eles não tinham se visto nenhuma vez.

  O destino mudou, mas também não mudou completamente.

  No entanto, o mais importante já tinha sido feito.

  Joana pesquisou o nome de Tiago várias vezes no celular e não encontrou nenhuma notícia sobre ele ter sido atacado ou cometido suicídio.

  Parecia que o perigo tinha sido evitado.

  Por um instante, Joana sentiu os olhos arderem, quase chorando.

  Nesse momento, o celular tocou.

  Era uma mensagem de sua mãe: 【Joana, você já tem trinta anos este ano. A mãe não sabe quanto tempo ainda tem de vida; se você não tiver um apoio, como poderei fechar os olhos em paz?】

  【Este rapaz tem boas condições de vida, tente conhecê-lo, está bem?】

  Joana engoliu em seco e, finalmente, respondeu apenas um 【Está bem.】

  Ela e Tiago, no final das contas, ainda eram mundos diferentes.

  Como duas linhas que, após um único ponto de intersecção, continuam a se distanciar cada vez mais.

  Ela teria que viver sua vida comum, mas saber que ele estava vivo e bem já era suficiente.

  Assim que guardou o celular, uma sombra cobriu o topo de sua cabeça.

  Joana limpou as emoções e sorriu ao olhar para cima: "Olá, eu sou Joana, você é quem minha mãe apresentou..."

  As palavras morreram em sua boca. Todas as expressões em seu rosto desapareceram instantaneamente, dando lugar ao choque.

  Tiago, vestindo uma camisa branca e calças pretas, passou por ela sem parar.

Capítulo 9

  Joana ficou sem palavras por um momento. Seu coração parecia ser apertado por uma mão gigante, e apenas o som dos batimentos cardíacos preenchia seus ouvidos.

  Tiago... por que ele estava aqui?

  Mas, ao mesmo tempo, aquele peso em seu peito se dissipou completamente.

  Não encontrar notícias ruins sobre ele na internet não se comparava a vê-lo pessoalmente, vivo e bem, à sua frente; isso era o que realmente trazia paz.

  Ela apertou as palmas das mãos, esforçando-se para controlar a respiração.

  Nesse momento, o pretendente do encontro chegou.

  "Você seria a senhorita Joana?"

  Joana trouxe seus pensamentos de volta e acenou: "Sim, olá."

  O homem se sentou e sorriu gentilmente: "A pessoa que nos apresentou deve ter contado a você sobre minha situação."

  "Minha mãe está gravemente doente e eu gostaria muito que ela me visse casado, por isso tenho um pouco de pressa. Mas fique tranquila, não sou uma pessoa leviana, eu realmente acho que você é uma boa pessoa..."

  Antes que terminasse de falar, uma sombra cobriu o topo da cabeça dos dois novamente.

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