《Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli》Capítulo 47

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Point of View of Gabriel Martinelli

Depois de contar tudo para Ana, me senti aliviado. Assistimos juntos uns dez episódios daquele tal anime e, quando percebi, estava acordando no dia seguinte.

No celular, uma mensagem do meu empresário: eu teria uma entrevista para o canal do Arsenal às 10 da manhã. Como era cedo, deixei Ana dormindo tranquilamente e fui tomar banho.

Fiz tudo o que precisava e desci para preparar o café.

— Bom dia — a voz dela entrou na cozinha. Olhei e sorri. Ela ainda usava a minha blusa do Arsenal.

— Bom dia. Tô terminando o café… Tenho uma entrevista hoje.

— Hum… — ela se sentou.

— Quer ir comigo?

Ela concordou com a cabeça, e eu ri fraco. Que humor maravilhoso ao acordar. Entreguei o café e me sentei, ela bebeu com cuidado.

— Que horas é a entrevista?

Olhei para o relógio: oito da manhã.

— Daqui a duas horas…

— Vou tomar banho — ela se levantou, e eu segurei seu braço.

— E meu beijo? Onde fica nessa história?

Ela riu, se soltou e deu um selinho na minha bochecha.

— Diaba! — falei.

— Tá muito atrevido, Martinelli — ela respondeu, se afastando.

— Fiz dois gols… Achei que isso me dava passe livre.

— Vai se ferrar — ela xingou já longe, e eu ri.

Esperei Ana terminar de se arrumar. Quando estava pronta, eu já estava quase atrasado. Andar com uma mulher bonita realmente pesa.

A entrevista seria no CT, a vinte minutos de casa. Ao chegar, puxei Ana pela mão até o auditório. Tudo já estava arrumado.

— Gabriel… — uma mulher loira se aproximou. — Muito prazer, sou Jaque.

— Prazer. Já vamos começar?

— Claro.

Deixei Ana sentada em uma das cadeiras e me sentei em frente à câmera, com a mulher à minha frente. Ela fez a apresentação e então começaram as perguntas.

— Pedimos aos fãs que enviassem perguntas para você e escolhemos as melhores — disse Jaque.

— Meus fãs são doidos, tenho até medo — falei, e ela riu comigo. — Amo vocês, mas continuem sendo doidos.

— Não tem nada demais — ela disse, e a entrevista começou.

— Primeira pergunta: como foi estar pela primeira vez na Copa do Mundo?

— Foi surreal. Nunca imaginei chegar tão longe. Conheci pessoas incríveis e, apesar da derrota, fiquei muito feliz por viver essa experiência. Se tudo der certo, em 2026 estarei lá de novo, e dessa vez com a taça na mão — sorri.

— Isso mesmo. Outra pergunta — ela me olhou. — Polêmica: dizem que você levou a fisioterapeuta do Arsenal junto para o Catar. O que tem a dizer?

— Vou falar o quê? — ri fraco. — Tinha me lesionado recentemente, o time achou melhor ter acompanhamento.

Ela sorriu, mas senti que queria abordar algo específico.

— Boatos dizem que você terminou com a estudante de medicina Isabella Rousso, mas recentemente foi visto com outra garota…

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— Não gosto de falar sobre meus sentimentos — falei, desviando o olhar. — Sim, terminei com Isabella. Foi no período da Copa, mas somos amigos. Terminamos bem.

Olhei para Ana, que sorria sem jeito.

— No jogo de ontem você fez dois gols… — ela começou, mas eu interrompi.

— Não quero ficar falando da minha vida amorosa — falei, irritado. — Essa entrevista é sobre futebol, não fofocas da internet.

— Gabriel — Ana me chamou, e eu a ignorei.

— Tudo bem, podemos cortar isso — Jaque sugeriu. — Próxima pergunta: você tem vontade de voltar a jogar no Brasil? Em qual time?

— Todo mundo sabe que torço para o Ituano, que me revelou. Jogaria lá de boa. Mas também jogaria no Corinthians, que foi importante pra mim na infância. Flamengo? Talvez. — sorri.

— Última pergunta — Jaque sorriu. — Você sempre teve pessoas que acreditaram no seu sonho. Quem são elas?

— Minha mãe e meu pai, obviamente — falei. — E o Antony, que conheci no Brasil e viveu tudo isso comigo. Minha melhor amiga, Ana Gabriela. Ela sempre acreditou em mim.

Olhei para Ana, que sorria de orelha a orelha.

— Essa foi a entrevista com Gabriel Martinelli. Até a próxima! — Jaque finalizou.

Saímos do auditório, e Ana olhou para mim:

— Você ficou bravo?

— Só não quero falar da Isabella, dos meus sentimentos, de você… — falei. — Eu e Isa somos amigos agora, tô bem, e tô amando você. Acho que meus fãs vão entender na hora certa. Não preciso anunciar nada.

— Tá certo — ela beijou meu ombro. — Vai treinar agora?

— Uhum.

— Vou para meu apartamento — disse ela, fazendo bico. — Sem drama, desde que cheguei do Catar, tô na sua casa. Se quiser, pode ir lá mais tarde.

— Tudo bem. Depois do treino, vou almoçar com os meninos, aí te vejo.

— Tá bom, beijo — ela falou, se afastando, mas eu a segurei.

— Você tá me negando muito beijo hoje…

— Eita, como faz drama! — ela riu e me beijou. — Vai treinar…

— Tá bom. Se cuida.

Ela concordou e saiu.

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Continua...

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