
@ana.cmacedo:
Vou começar isso aqui como a fã que eu sou, meu
Deus que jogo hoje. Eu te amo. Você brilhou.
A Ana de dois meses atrás nem sonhava que estaria aqui, no Catar sendo 'adotada' pelo seu ídolo. MEU DEUS PAQUETÁ OLHA O QUE VOCÊ FAZ COMIGO, Duda vem aqui controlar esse homem.
Te amo Luquinhas, obrigada por ter me recebido como fã, como amiga, como 'filha', amo demais você homem e eu nunca vou cansar de falar isso.
Essa fotinha é a representação de hoje logo depois de eu derrubar você e o baby Pippo no chão. Kakak
Obrigada pela foto @dudafournier.
Te amo @lucaspaqueta.
Curtido por lucaspaqueta,
dudafournier
, gabriel.martinelli, neymarjr e outras 7.890 pessoas.
@lucaspaqueta:
Eu sabia que meus fãs me amavam muito, mas te conhecer me fez perceber isso com 10 vezes mais intensidade. Eu te amo Aninha. <3
|Vou chorar, eu te amo.
@dudafournier: vocês dois são tudo pra mim. Obrigada por amar tanto meu maridinho Ana.
|Eu que agradeço por ele me amar mãezinha.
@neymarjr: Feios, nunca tem nada pro Neymar, o que é Neymar né? Ele não existe nessa relação.
|Paquetá Jesus e Guedes acima de você. Desculpa.
|Mas deixa eu chorar, eu posso me virar sozinho...
@gabriel.martinelli: Amo vocês. Paizão da seleção e meu amuletinho <3
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Point of View — Ana Gabriela
Naquele momento, eu estava feito criança, andando de mãos dadas com Lucas e Duda pela rua. Eu havia trancado Pippo e Bê no quarto do Gabriel e "sequestrado" o casal mágico para passear comigo.
Ainda não tinha explorado muito o país, e depois do 4 a 1 no jogo, achei que merecíamos um pouco de turismo.
Fiz eles visitarem vários lugares comigo. Duas horas depois, voltamos. Fui buscar as crianças no quarto de Gabriel.
Bati na porta, esperei resposta… nada. Um pensamento passou rápido pela minha cabeça: e se eles tivessem matado o Gabriel? Corri atrás de uma das camareiras para abrir a porta.
Mandei mensagem para Paquetá:
"Acho que seus filhos mataram o Martinelli, ele não abriu a porta. Pedi ajuda a alguém que arruma os quartos."
"São 01:12 da manhã… já pensou que talvez eles só estejam dormindo?"
"SEUS FILHOS MATARAM MEU AMIGO!"
"Deus… só traz eles aqui, Ana."
Bloqueei o celular e vi a porta aberta. Entrei devagar e me surpreendi: Gabriel dormia no meio da cama, Bê agarrado ao seu pescoço, Pippo enrolado na perna dele. Ri baixinho, sem nem imaginar como eles tinham acabado ali.
Tirei uma foto e mandei para Lucas: "Eles mataram o Martinelli <3"
Com cuidado, aproximei-me, tirei Pippo da perna de Gabriel e o ajeitei na cama.
— Eles me fizeram brincar de tudo que você puder imaginar — a voz dele soou, ainda sonolento. — E você tem noção que o Antony trouxe o Lorenzo também?
Eu o encarei, ele me olhou de volta. Ri fraco.
— Quer tentar levar eles para o Lucas?
— Não… deita aqui — pediu.
— Tem espaço, não.
— Tem sim, Ana… — falou, e vi Bê se mexer. — Olha aí, você vai acordar a criança, deita comigo logo.
Revirei os olhos, fechei a porta e me deitei cuidadosamente. Puxei Pippo para cima de mim e senti a mão de Gabriel tocar meu cabelo.
— Você está feliz, né? Tudo isso pelo Brasil?
— Sim… mas tem mais. — Ele sorria, me encarando. — É tudo isso, tô vivendo um sonho. É incrível porque você sabe… eu e você viemos de realidades totalmente diferentes das que vivemos agora. E é legal demais saber que agora temos muitas oportunidades, pelo menos pra mim.
— Sim… é mesmo. No início, eu pensava demais, achava que nem merecia…
— Às vezes também penso — eu ri fraco. — Papo cabeça à uma da manhã não é pra mim. Vamos dormir.
— Te amo — murmurou ele. — Eu te amo.
Quis responder, mas não saiu nada. Fechei os olhos.
— Obrigada… por continuar me amando, mesmo com meus inúmeros defeitos e problemas.
— De nada… eu vou continuar dizendo que te amo até ouvir você de volta, tá?
— Por que tá me dizendo isso?
— Não quero que se sinta pressionada. Não precisa falar só porque eu disse. Quando finalmente quiser retribuir, estarei aqui pra ouvir.
— Ouvir você dizer que me ama não me pressiona de forma alguma, Gabriel.
— Você já sentiu borboletas no estômago? — perguntou, quase como uma criança. — Eu queria entender.
— Já, já senti… com o Higor. Recentemente descobri que isso é ansiedade. Amar não tem nada a ver com ansiedade — eu ri fraco. — Se eu descobrir que sinto algo por você, não quero que essas borboletas atrapalhem.
— Hum… achei que era algo legal… ia falar que sentia isso com você — ele me olhou.
— Não quero te causar ansiedade. Se tivermos algo, quero que seja um amor tranquilo.
— Eu também… você é um caos, mas um caos bom. Me faz bem, quero continuar com isso.
— Você é incrível, Gabriel…
Ele riu e fechou os olhos.
— Boa noite, pretinha.
— Boa noite, jogador.
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