《Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli》Capítulo 39

PUBLICIDADE

@ana.cmacedo: Isso que eu sou, um caos totalmente movida pelo Corinthians.

Fui influenciada pela

@amanda.napolix

nessas tatuagens, caos em inglês ideia dela, uma tatuagem minimalista do timão também ideia dela haha, te amo ruiva obrigada por topar minhas loucuras.

Curtido por corinthians, gabriel.martinelli, higorfarias03__, rogerguedes23 e outras 50.567 pessoas.

@rogerguedes23:

Puta merda eternizou, você é braba Aninha.

PUBLICIDADE

|Eu tô malucaaaa, Corinthians de corpo e alma calvo.

@corinthians:

orgulho ter você como torcedora Aninha.

|CORINTHIANS ME COMPRA DO ARSENAL ????

|@gabriel.martinelli; Te amo Corinthians mas deixa minha mulher no Arsenal pfvr.

@gabriel.martinelli

: Caos? Algo específico não?

|Sim, gostou?

|Demais, você é um caos Ana Gabriela... <3

• •

Point of View — Ana Gabriela

Voltei com Amanda para o hotel da seleção, e assim que chegamos fomos direto para a piscina. Não era surpresa ver parte da seleção já ali, rindo e conversando baixo, tentando deixar o peso do último jogo para trás.

Amanda, claro, já se grudou em Pedro, e eu ri antes de ir perturbar o Richarlison, que dançava com Vini.

— Fala, meu pombinho — cheguei, brincando com o ritmo da dança dele.

— Oi, pretinha. Lembrou que eu existo. Agora só falta Antony, Gabriel… — ele fez drama.

— Eita, drama demais, hein — ri.

— Ana — Vini me chamou, sorrindo — me arranja sua amiga malvada ali, fala que eu deixo ela pisar em mim.

— Sério? — dei risada. — Porra, minha amiga é louca. Tem certeza que quer?

— Sim, gosto de mulher que me humilha.

Neguei com a cabeça.

— Não se preocupe, a lista de jogadores que ela humilha é: Jesus, Pedro, você e Antony…

— Pedro é da igreja, Antony tá com você — Richarlison pensou alto.

— Próximo é tu, meu consagrado — falei. — Vamos dançar na cama dela, hein.

Ele riu, dançou mais um pouco, e eu percebi Paquetá se aproximando.

— Minha querida fã, vem aqui — puxou-me, e de repente me vi praticamente encurralada por ele e Duda.

— Oi, Aninha, vamos conversar — Duda cruzou os braços.

— JURO QUE NÃO FIZ NADA! FOI IDEIA DO MARTINELLI LEVAR AS CRIANÇAS PRA JOGAR BOLA — gritei, defensiva.

— As crianças não têm nada a ver, o Martinelli sim — ela se sentou, me encarando.

— Juro que não matei ele.

— Não matou, mas vai — Paquetá falou. — O menino tá todo cabisbaixo, chutando uma bola de um lado pro outro, parecendo um zumbi, Ana Gabriela.

— E quem disse que isso é problema meu?

— Seu quarto é do lado do Neymar. Ele ouviu um "por que o Martinelli tá saindo do seu quarto às dez da manhã?" hoje cedo.

— Deus, Paquetá… não fiz nada — falei. — Tá, talvez o problema tenha sido eu realmente não fazer nada.

— Explica — Duda pediu.

— Ele disse que gosta de mim… Eu tinha fumado, tava chateada com xingamentos no Instagram… e eu ignorei quando ele falou aquilo.

— Ele não namorava? — Duda questionou.

— Eles terminaram. Não sei por quê.

— Para de se fazer de sonsa — Lucas bateu no meu ombro. Olhei perplexa.

— Você era mais legal pela TV — falei, rindo. — Eu não sou destruidora de relacionamentos.

PUBLICIDADE

— Ana Gabriela, você tá partindo o coração do nosso atacante. Se o menino nunca mais vier pra Copa, vai ser culpa sua por traumatizar ele.

Foi inevitável rir. Paquetá cruzou os braços, e Duda parecia pensativa.

— Vai falar com ele como adulto, Gabriela — Duda falou firme. — Você vai sentar e conversar. Se não sente o mesmo, tudo bem. Mas precisa dizer. Você tá sufocando o Martinelli.

— Eu não sei o que sinto ainda… minha cabeça tá no Higor. Mesmo que pudesse ter algo entre eu e Gabriel, meu coração não tá pronto.

— FALA PRA ELE ISSO — os dois gritaram em uníssono.

Me encolhi.

— Se eu perder meu amigo, vou chorar à noite na porta de vocês.

Eles concordaram. Respirei fundo e fui até a quadra de futebol ali perto. Gabriel fazia embaixadinhas, concentrado.

— Me ensina? — falei, e ele olhou, surpreso mas sorrindo.

— Claro.

Chutou a bola na minha direção, e eu a peguei. Ele se aproximou devagar.

— Tá tudo bem? — perguntei, tentando soar casual.

— Tô com medo de te perder — ele disse de repente, e meu coração disparou. — Conversei com minha mãe, ela disse pra eu falar o que sinto… E eu tô com medo. Muito medo. Você é importante pra mim, sua amizade é tudo. Eu não quis estragar nada amando você… Desde os 18 anos, escondo isso. Por que você teve que vir pra Londres?

Fiquei encarando ele. Esse era o Gabriel que eu conhecia, aquele que falava demais quando o coração doía.

— Eu tatuei "caos" por sua causa — falei, mordendo o lábio. — Você dizia que eu era um caos…

— Para de me ignorar…

— Quer que eu fale o quê?

— Diz que não me ama, que quer ir embora. Faz o que você sempre faz, só para de me evitar.

— Não quero ir embora. Desta vez quero ficar aqui, ver você jogar, ganhar ou perder. Quero estar com você… Não posso dizer que te amo, meu coração tá confuso. Mas não quero te magoar. Você não merece. — Falei rápido, quase atropelando as palavras. — Não quero te perder… seja sua amizade ou algo mais.

— Eu quero te beijar — ele falou baixinho.

— Não se atreva.

— Não vou. Mesmo que você quebre meu coração em mil pedaços, ele ainda vai ser seu. Assim como minha amizade.

— Decorou isso de algum filme?

— Não sei… li em algum lugar: "pode partir meu coração quantas vezes quiser". Achei que seria bom dizer. — Ele se aproximou, e eu dei um passo pra trás, confusa.

— Tá fazendo escola de pilantragem com o Antony? — perguntei, meio rindo, meio séria.

— Se eu fizer escola com ele, consigo te beijar? — Ele questionou, com aquela cara de garoto travesso. — Quer um gol meu também?

— Você não era assim… — murmurei.

— Você me deixa nervoso.

— Puta merda, Martinelli — me afastei, rindo nervosa. — Tá bom, você tá bem, né? Então… posso voltar?

— Fica à vontade — disse, e eu saí, ainda com o coração acelerado.

---

Continua..

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia