《Amor de Infância, Destino de Adulto-Gabriel Martinelli》Capítulo 13

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@ana.cmacedo;

diz pra mim, quem que te fode e te banca amor....

Curtido por

rogerguedes23

, gabriel.martinelli,

higorfarias03

__ e outras 415 pessoas.

@

rogerguedes23

:

Saudade de você.

|KAJAJAKAK GUEDES, EU TE AMO. CASA CMG? fala com sua esposa que eu sei me comportar direitinho

|Kakak, tu é incrível.

@

dejesusoficial

:

Eu não tinha conhecimento dessas tatuagens nas costas e afins... O que é aquela ali no canto ein?

|É um dragão, o pescoço dele dá a volta no meu peito, belíssimo.

@

higorfarias03

__:

Eu que fodo graças a Deus.

|Vem pra Londres denovo ;-; não tenho mais dedos pra isso.

|

@

antony00

:

ACHEI QUE ERA O LINK DO CULTO... PEDRO, cadê meu amigo Pedro da igreja?

@gabriel.martinelli:

Será que se eu comprar uma meca cereja você vem junto? (É BRINCADEIRA VIDA)

|Bom gosto musical graças a Deus.

|

@

antony00

:

O que eu perdi?

Explicação rápida: a legenda da foto dela e de uma música chamada Meca Cereja do KayBlack com umas pessoas aí, é além de tudo Meca Cereja é um carro da Mercedes (por isso o comentário do Martinelli)

• •

Point of View — Ana Gabriela

Às vezes eu esquecia o quanto minha vida tinha saído do controle.

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E então eu fazia algo impulsivo só pra sentir que ainda estava no comando.

A postagem foi exatamente isso.

Provocativa, exagerada, sem filtro.

Um jeito meio torto de descarregar tudo que eu vinha engolindo.

Os comentários começaram a surgir rápido.

E, por alguns minutos, eu consegui rir.

Mas não durou muito.

Porque bastava um nome aparecer na tela pra tudo voltar.

Higor.

Gabriel.

Sempre os dois.

Sempre o mesmo nó no peito.

• • •

Eu descobri aos dezoito anos uma forma curiosa de lidar com a ansiedade.

Tatuagens.

Dor física em troca do silêncio na cabeça.

E, de alguma forma… funcionava.

Na faculdade, eu tinha uma amiga que estava aprendendo a tatuar. Eu era a cobaia favorita dela — de graça, sem pensar duas vezes.

Foi assim que meu braço começou a se preencher, que o dragão ganhou forma no meu corpo, que pequenas marcas foram surgindo nas costas.

Cada uma delas carregava um momento.

Uma fuga.

Uma tentativa de respirar.

E naquela noite, eu precisava respirar.

Muito.

Por isso, às sete da noite, eu estava deitada de bruços em um estúdio de tatuagem em Londres, sentindo a agulha percorrer a pele.

Dessa vez, o desenho subia pela lateral do meu corpo.

Entre curvas, folhas e traços que lembravam um dragão — ou uma serpente.

Nem eu sabia exatamente o que era.

Só sabia que precisava.

A sessão terminou às quatro da manhã.

Exaustiva.

Dolorida.

Mas, por algumas horas… minha mente ficou em silêncio.

E isso já valia tudo.

• • •

Voltei pra casa com o corpo pesado e a cabeça ainda mais.

Pensei em mandar uma foto para o Higor.

Ele sempre gostava de acompanhar essas coisas.

Mas só de pensar nele… meu peito apertou.

E eu desisti.

Porque, no fundo, era exatamente isso.

Ele… e o Gabriel.

Era esse conflito que estava me destruindo.

Era isso que tinha me feito desabar nos braços do Gabriel dias atrás.

Porque, por mais que eu não quisesse admitir…

Ele me entendia.

De um jeito que eu nem sabia explicar.

• • •

Nem tentei dormir.

Tomei um banho, escolhi uma roupa que não incomodasse a tatuagem ainda sensível e esperei dar o horário de sair.

Quando cheguei ao CT, vi os meninos reunidos.

Entre eles… Gabriel.

E Isabella.

Forcei um sorriso e fui até ela.

— Isa…

— Ana! — ela me abraçou. — Você tá melhor? O Marti comentou…

— Tô ótima — respondi, leve. — Nada que uma tatuagem não resolva.

Ela riu.

— Você me deve foto daquela do dragão.

— Você nem pediu — provoquei.

— Tô pedindo agora — disse Gabriel Jesus, se aproximando.

Cruzei os braços, fingindo resistência.

— Mais fácil pedir direto pra ver meu corpo logo.

Ele arregalou os olhos, rindo.

— Calma aí…

— Ei — Gabriel Martinelli entrou no meio. — Ela namora, respeita.

— Relaxa, é brincadeira — Jesus levantou as mãos.

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Balancei a cabeça, rindo, e mostrei uma foto no celular.

— Aqui, dá pra ver um pedaço.

— Ficou muito boa — ele comentou.

— Eu queria uma assim — completou.

— Se permite — brinquei.

— Se eu fizer, minha mãe me expulsa de casa — ele respondeu.

Ri.

— Então não faz. Mãe é sagrado.

Me afastei antes que aquilo virasse mais conversa.

Trabalho.

Era melhor focar nisso.

• • •

Passei o dia inteiro organizando fichas, analisando relatórios, revisando históricos.

Nada de campo.

Nada de contato direto.

E, sinceramente, eu agradeci.

Minha cabeça já estava cheia demais.

À tarde, fui pra faculdade.

Segundo dia.

E continuava horrível.

Sem concentração, sem energia, com o corpo doendo e a mente ainda pior.

Não aguentei até o fim.

Saí mais cedo.

Quando cheguei em casa, meu celular tocou.

Minha mãe.

Atendi.

Conversamos sobre coisas simples, rotineiras… até eu abrir a boca.

— Mãe… e se eu quisesse voltar pro Brasil?

O silêncio do outro lado durou pouco.

— Por quê?

— Só… uma hipótese.

— Higor — ela disse, direta. — Você não tá se adaptando ou tá com saudade dele?

Fechei os olhos.

Não respondi.

— Filha, a gente já conversou sobre isso… sua vida não pode—

Desliguei.

Antes que ela terminasse.

Porque eu já sabia o que ela ia dizer.

E, pior…

Eu sabia que ela estava certa.

Fiquei ali, encarando o teto.

Até perceber.

Eu não podia voltar.

Não por aquilo.

Não daquele jeito.

• • •

Liguei a TV, buscando qualquer distração.

Parei em um canal esportivo.

E então ouvi.

— "Daqui uma semana, Tite irá convocar a seleção brasileira para a Copa do Mundo no Catar."

Fiquei imóvel.

Era agora.

A Copa estava próxima.

Muito próxima.

Meu olhar automaticamente foi para o celular.

Gabriel.

Será que ele tinha chance?

Com a lesão recente…

Com o histórico…

Com tudo…

Suspirei.

E tomei uma decisão.

Peguei o celular e mandei mensagem para o preparador físico.

"Preciso que façam todos os exames possíveis no Martinelli. Quero um relatório completo das condições físicas dele com urgência."

Se existia uma chance…

Eu não ia deixar ele perder.

• • •

A Copa estava chegando.

E, com ela…

Eu sabia.

Nada mais ia ser simples.

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