A nova estagiária da empresa chegou dizendo que sabia ler tarô e prever o futuro com cem por cento de precisão.
Quando o chefe nos passou uma tarefa, ela segurou as cartas e, cheia de indignação, disse à minha colega: "Não faça esse projeto com a Helena. O tarô mostra que ela vai levar todo o crédito sozinha e deixar você trabalhando de graça!"
Na reunião em que o chefe ia me promover, ela interrompeu com uma expressão séria: "O senhor não pode deixar a Helena assumir o novo projeto! As cartas dizem que ela vai arruinar tudo e levar a empresa à falência!"
Ela insistia que eu era uma espécie de "azarada" que carregava uma energia pesada, e usou até a morte prematura dos meus pais como prova. "O tarô confirmou: foi você quem causou a morte dos seus pais! Meu Deus, como pode existir alguém tão perversa no mundo?"
Os boatos se espalharam. Todos no escritório fizeram um abaixo-assinado para que o chefe me forçasse a pedir demissão, e começaram a queimar minha reputação em todo o círculo profissional. Eu estava furiosa, mas finalmente, comecei a descobrir a verdade por trás das supostas previsões daquela estagiária.
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