localização atual: Novela Mágica Moderno A Noiva de Máscara de Madeira PARTE 7

《A Noiva de Máscara de Madeira》PARTE 7

PUBLICIDADE

O Palácio Imperial do Laranjeiras estava em estado de alerta total.

As portas principais foram fechadas.

Os corredores estavam ocupados por guardas reais.

E o ar parecia mais pesado a cada minuto.

Como se o próprio império estivesse esperando uma execução.

Na sala do trono secundário, o Rei Augusto de Alencar estava de pé.

Diante dele, um documento oficial.

E ao lado, uma decisão já tomada.

“Cassian Montenegro Vasconcelos será levado ao julgamento final ainda hoje.”

A voz do rei não tremia.

Mas seus olhos estavam diferentes.

Não eram de justiça.

Eram de cansaço.

Do outro lado do palácio, Caio estava algemado.

Não como um criminoso comum.

Mas como alguém que já tinha perdido o direito de defesa política.

Ele não lutava.

Porque já entendia.

Aquilo não era mais um julgamento.

Era uma eliminação estratégica.

Eveline entrou na sala sem ser anunciada.

As portas se abriram automaticamente.

Como se o sistema reconhecesse quem ela era agora.

A herdeira.

A variável imprevisível.

Ela olhou imediatamente para o pai.

“Você não vai fazer isso.”

Sua voz foi firme.

O rei não respondeu de imediato.

“Ele será julgado pelo que fez.”

Eveline deu um passo à frente.

“Isso não é julgamento. É execução.”

Silêncio.

Caio levantou os olhos para ela pela primeira vez.

Mas não disse nada.

O rei respirou fundo.

“Eveline… ele destruiu sua vida.”

Ela interrompeu imediatamente.

“Eu sei.”

A palavra ecoou na sala.

“Eu vi tudo.”

Silêncio absoluto.

Eveline continuou.

“Eu vi a estrada. Eu vi a neve. Eu vi o que ele fez.”

Ela olhou diretamente para Caio.

“E eu vi o que ele escolheu não fazer.”

Caio fechou os olhos por um segundo.

O rei apertou os documentos na mão.

“Então você quer defendê-lo?”

Eveline respondeu sem hesitar:

“Não.”

Silêncio.

Ela caminhou lentamente até o centro da sala.

“Eu não vim aqui para salvá-lo.”

Ela respirou fundo.

“Eu vim para impedir que o império decida quem vive e quem morre como se isso fosse justiça.”

O rei franziu o cenho.

“Ele matou o seu filho.”

A frase caiu pesada.

Eveline não recuou.

“E a morte dele não vai trazer meu filho de volta.”

Silêncio.

“Mas mais sangue também não vai.”

Caio finalmente falou.

Sua voz estava baixa.

“Você não precisa fazer isso.”

Eveline olhou para ele.

“Eu não estou fazendo isso por você.”

Ela virou-se para o rei.

“Eu estou fazendo isso porque entendi o jogo.”

Silêncio.

O rei deu um passo à frente.

“Então diga o que você quer.”

Eveline respondeu imediatamente:

“Não quero execução.”

O rei fechou os olhos por um segundo.

“Então ele será libertado?”

Eveline negou.

“Não.”

Silêncio.

Ela respirou fundo.

“Liberdade seria fácil demais para ele.”

Caio abriu os olhos lentamente.

O rei ficou em silêncio.

“Então o que você quer?”

Eveline caminhou até a janela.

Olhou o palácio inteiro abaixo.

E falou:

“Eu quero que ele perca tudo.”

Silêncio.

“Nome. Casa. Poder. Linhagem. Influência.”

PUBLICIDADE

Ela virou-se lentamente.

“Tudo o que o tornou intocável.”

Caio não reagiu.

Porque entendia o nível daquilo.

O rei observou a filha em silêncio.

“Isso é vingança.”

Eveline respondeu:

“Não.”

Ela caminhou de volta.

“Vingança teria acabado com isso no sangue.”

Silêncio.

“Eu quero algo pior.”

Ela olhou diretamente para Caio.

“Eu quero que ele continue vivo… para ver tudo desaparecer.”

Caio respirou fundo.

“Você quer me destruir.”

Eveline corrigiu imediatamente:

“Eu quero te remover do mundo que você acha que controla.”

Silêncio.

O rei hesitou.

“E se ele tentar resistir?”

Eveline respondeu com frieza calma:

“Ele não vai ter nada com o que resistir.”

Silêncio.

“Sem nome, ele não existe no sistema.”

“Sem registro, ele não existe na corte.”

“Sem linhagem, ele não existe no império.”

Ela pausou.

“Ele vai viver… como alguém que nunca existiu para quem ele acreditava controlar.”

O rei a observou por um longo tempo.

E então disse:

“Isso é pior do que morte.”

Eveline respondeu:

“Eu sei.”

Silêncio absoluto.

Dois guardas entraram na sala.

Mas ninguém deu ordem.

Porque agora a ordem já estava implícita.

O sistema começou a reagir sozinho.

Como se o próprio palácio estivesse aceitando a nova decisão.

Caio foi levado até o centro da sala.

Eveline ficou diante dele.

Agora não havia mais emoção no rosto dela.

Só decisão.

Ele falou baixo:

“Você está me apagando.”

Eveline respondeu:

“Não.”

“Você fez isso sozinho quando escolheu aquela estrada.”

Silêncio.

O rei levantou a mão.

“Cassian Montenegro Vasconcelos…”

A pausa foi longa.

“Você está oficialmente destituído de todos os títulos.”

Silêncio.

“E será removido dos registros do império.”

Caio fechou os olhos.

Não lutou.

Não pediu.

Porque já entendia o significado real daquilo.

Enquanto os guardas o levavam, ele olhou uma última vez para Eveline.

“Você vai viver com isso.”

Ela respondeu sem hesitar:

“Já estou vivendo.”

Quando Caio saiu da sala, o sistema do palácio começou a atualizar automaticamente.

Linhas de dados sendo apagadas.

Nomes desaparecendo dos registros.

Mapas políticos sendo recalculados.

E um alerta apareceu no centro de controle:

“CASA VASCONCELOS: STATUS — INVÁLIDO.”

Mas então algo inesperado aconteceu.

Um segundo alerta surgiu imediatamente abaixo:

“LINHAGEM ALENCAR: CONFLITO INTERNO DETECTADO.”

O rei franziu o cenho.

“Isso não deveria existir…”

Eveline virou-se lentamente.

“Existe outra coisa.”

Silêncio.

O sistema começou a emitir um novo relatório.

“SUCESSÃO NÃO RESOLVIDA.”

“HERDEIRA DUPLA DETECTADA.”

O rei ficou imóvel.

“Isso é impossível.”

Eveline olhou para a tela.

E pela primeira vez desde o início de tudo…

ela não parecia no controle.

E então o sistema exibiu uma última linha:

“SEGUNDO HERDEIRO CONFIRMADO — ATIVO.”

E o palácio inteiro entrou em silêncio absoluto.

Porque isso significava apenas uma coisa:

A guerra pelo trono ainda não tinha terminado.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia