《Instinto Feroz: Marcado pelo Alfa Rei》Capítulo 18

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Capítulo 18: A Proposta Indecente

O ar entre as estantes de carvalho da biblioteca estava tão saturado de feromônios que a respiração de Dante saía em arquejos curtos, úmidos e quentes.

Preso contra a madeira escura, com os pulsos imobilizados acima da cabeça pelo aperto implacável de Bernardo, o menor sentia o peito subir e descer em um ritmo frenético de pura humilhação erótica.

Bernardo inclinou o corpo longo, colando o torso largo contra as costas rígidas de Dante.

Ele afundou o rosto no vão do pescoço do rapaz, permitindo que o hálito quente roçasse diretamente a pele desprotegida, bem em cima da glândula hormonal que pulsava de forma invisível.

— Deixe-me facilitar os termos para você, Dan — Bernardo sussurrou, a voz saindo extremamente baixa, grave e ríspida, enviando um arrepio elétrico violento direto para a espinha de Dante.

— Vai se foder, Imperial... — Dante sibilou entre os dentes, tentando girar o rosto para longe da boca do rival, embora seus joelhos fraquejassem involuntariamente sob a opressão do sândalo. — Eu já disse que não vou ser a sua porra de brinquedo.

— Não seja tolo. Isso não é um capricho, é uma transação comercial — Bernardo rebateu com uma paciência predatória implacável, os lábios quase tocando os fios pretos e bagunçados da nuca de Dante. — Você sabe que os supressores militares estão cobrando um preço alto demais do seu corpo. Se você me permitir dar uma mordida temporária na sua glândula... apenas uma marca superficial para estabilizar os seus hormônios de forma natural, a febre vai sumir. Você vai recuperar o controle do seu organismo.

Dante travou os dentes, os olhos escuros injetados de ódio puro enquanto lutava contra os arrepios físicos que sabotavam sua resistência mecânica.

O toque fantasmagórica da boca de Bernardo ali fazia seu DNA de Ômega puro clamar por submissão, uma traição biológica que rasgava seu orgulho em pedaços.

— E o que o grande herdeiro ganha sendo o meu médico particular? — Dante cuspiu as palavras com escárnio, o rosto ardendo de vergonha.

— Eu ganho a garantia de que o seu segredo continua sob o meu território — Bernardo declarou, os olhos cor de âmbar brilhando com o controle absoluto do tabuleiro por trás das lentes de armação dourada. — E, em troca da sua cooperação, eu entrego a folha de respostas oficial do próximo exame geral. Eu garanto o seu primeiro lugar no ranking de elite sem que você precise derramar uma única gota de suor. Uma mordida na sua nuca pela liderança do Instituto Santa Cruz. É pegar ou largar, meu marrento.

A barganha biológica atingiu o nível mais erótico e comercial entre os dois rivais. A Fala Lendária pairou no silêncio da biblioteca vazia como um Pacto de Pecado definitivo, desarmando a fachada de rivalidade pura com uma proposta absurdamente indecente.

Dante acumulou a saliva restante em sua boca seca, juntando cada milissegundo de sua rebeldia reprimida.

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Com um movimento ríspido, ele virou o rosto milimetricamente para o lado e cospe no chão de madeira, bem em cima do sapato social polido de Bernardo.

— Enfia a porra da folha de respostas no seu cu, Bernardo — Dante ditou, os olhos cravados nos dele com uma ferocidade selvagem. — Eu prefiro morrer desgraçado no meio do corredor a deixar um engomado como você colocar os dentes em mim. A resposta é não.

Bernardo encarou a mancha no chão e, em seguida, fixou os olhos nas pupilas trêmulas de Dante. Nenhuma linha de seu rosto aristocrático se moveu em sinal de irritação; a paciência predatória do Alfa Rei permanecia intacta. Ele sabia o que o menor ainda não queria admitir.

O gancho daquela recusa orgulhosa era uma bomba-relógio biológica. A resistência mecânica de Dante estava diminuindo drasticamente a cada hora, e os efeitos colaterais dos supressores artificiais — como tonturas severas e palpitações — aumentavam na mesma proporção em que seu organismo de Ômega puro rejeitava a barreira química.

Devagar, quase com relutância, Bernardo abriu os dedos longos, soltando os pulsos de Dante de golpe. Ele recuou o corpo largo um passo para trás, quebrando o contato térmico e ajeitando o colarinho do terno cinza com movimentos calmos e calculados.

Dante desceu os braços devagar, os ombros trêmulos enquanto apoiava as costas contra a estante de livros para não cair, a pele da nuca resfriando instantaneamente com a perda do calor do rival.

Bernardo colocou as mãos nos bolsos da calça social, fixando um último olhar possessivo e frio sobre a silhueta fragilizada do bad boy antes de girar os calcanhares em direção à saída do corredor de literatura.

— Fique com o seu orgulho por enquanto, Dan — Bernardo disse, a voz ecoando baixa e cortante entre as estantes escuras. — Mas o seu corpo não vai aguentar a próxima onda. Você vai me pedir por isso em menos de uma semana, Dan. E eu estarei esperando.

Passo. Passo.

O som dos sapatos de Bernardo se afastou pelo piso de madeira, deixando Dante sozinho na penumbra da biblioteca, a mão direita subindo automaticamente para apertar a base do pescoço onde a glândula começava a latejar novamente em um aviso desesperado de colapso.

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