《Instinto Feroz: Marcado pelo Alfa Rei》Capítulo 14

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Capítulo 14: Provocação na Aula de Educação Física

O sol da tarde castigava a pista de atletismo do Instituto Santa Cruz. O calor que subia do saibro vermelho misturava-se ao cheiro de suor e poeira, criando uma atmosfera abafada e hostil.

Dante Valente corria na liderança do pelotão, os pés batendo ritmadamente contra o chão. Sob a camiseta regata branca do uniforme de educação física, sua pele alva já estava coberta por uma película fina de suor.

A cada passada, ele sentia os músculos das coxas trabalharem no limite, mas sua mente continuava fixa na base de sua nuca.

O supressor militar de Bernardo Imperial continha a fera biológica em seu peito, mas o esforço físico extremo começava a testar os limites daquela barreira química.

— O que foi, Valente? Está correndo menos hoje? — a voz grave e zombeteira de Marcos ecoou logo atrás.

O Alfa veterano do time de rúgbi acelerou o passo, emparelhando com Dante na curva da pista.

Com seus quase um metro e noventa de altura, Marcos usou o ombro robusto de forma ríspida, jogando o corpo deliberadamente contra o de Dante para fechá-lo contra a guia de concreto da pista.

Dante cambaleou meia passada, os dentes cravados no lábio inferior enquanto recuperava o equilíbrio à força.

— Sai da porra do meu caminho, Marcos — Dante rosnou, os olhos escuros faiscando puro ressentimento.

— Você está estranho desde a semana passada, bad boy — Marcos continuou a provocar, mantendo a corrida lado a lado, o rosto exibindo um sorriso arrogantemente agressivo. — Cadê aquela marra toda do ringue? Parece que você ficou fraco de repente... Uma fraqueza de fêmea.

A provocação atingiu em cheio o orgulho ferido de Dante. O colapsar de sua identidade e o estresse dos últimos dias explodiram em suas veias como pólvora.

Dante reage com violência. Ele interrompeu a corrida de golpe, girando o tronco e desferindo um empurrão bruto com as duas mãos espalmadas contra o peito imenso de Marcos.

— Repete isso se for homem, seu desgraçado! — Dante rugiu, a voz saindo em um tom agudo de puro desespero mascarado de raiva.

Marcos cambaleou dois passos para trás, a lona de seus tênis arrastando no saibro vermelho.

Os outros alunos que corriam logo atrás pararam imediatamente, formando um círculo de uniformes suados ao redor dos dois Alfas rivais.

No entanto, o pico de adrenalina e o esforço físico bruto fizeram o supressor de Dante oscilar.

A barreira química falhou por uma fração de segundo. Sob o calor da pele de seu pescoço, a glândula hormonal de Ômega puro emitiu um pulso térmico violento.

Antes que Dante pudesse cobrir a região com a mão, uma lufada de seu cheiro doce, cítrico e absurdamente concentrado escapou no ar abafado da pista de atletismo.

Marcos travou os movimentos no mesmo instante. Suas sobrancelhas se franziram e suas narinas inflaram com força, capturando a fragrância proibida que cortou o odor de suor do ambiente.

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Os olhos do veterano se arregalaram, as pupilas dilatando de golpe ao reconhecer o estímulo biológico.

— Mas que porra... — Marcos sussurrou, o rosto mudando de expressão em um segundo. O deboche sumiu, substituído por um instinto predatorial puro e avassalador. — Esse cheiro... Você não é a porra de um Alfa, Valente. Você é...

Marcos avançou predatoriamente na direção de Dante, esticando a mão direita para agarrar o colarinho da regata do menor e farejar a sua nuca à queima-roupa.

Dante recuou meio passo, o pânico biológico paralisando seus músculos. Ele tentou erguer os punhos para se defender, mas seu corpo de Ômega puro parecia congelar diante da aproximação de um Alfa em modo de caça.

Antes que os dedos de Marcos pudessem tocar o tecido da camisa de Dante, uma sombra imensa cortou o sol da tarde.

Bernardo Imperial interceptou o Alfa com um olhar assassino.

Surgindo do meio do pelotão com uma rapidez ríspida, Bernardo posicionou seu corpo de um metro e oitenta e neve exatamente entre Dante e o veterano.

A mão esquerda de Bernardo subiu como uma lâmina, agarrando o pulso de Marcos no meio do ar com um aperto esmagador que fez os ossos do jogador de rúgbi estalarem.

— Afaste-se dele agora — Bernardo ditou.

A voz de Bernardo saiu extremamente baixa, grave e desprovida de qualquer polidez aristocrática. Era a voz de um Alfa Rei protegendo seu território de um invasor, uma fúria assassina e territorial que silenciou a pista inteira de golpe.

A Proteção Territorial do Alfa Rei salvou o segredo de Dante antes que o aroma pudesse se espalhar para o resto dos alunos. Bernardo manteve os ombros largos abertos, bloqueando completamente a visão de Marcos sobre a silhueta trêmula de Dante.

Marcos tentou puxar o braço de volta, o rosto vermelho pelo esforço e pela dor do aperto de Bernardo. Ele olhou para Bernardo e depois para Dante por cima dos ombros do rival, os nós de seus dentes se chocando.

O gancho daquela intervenção anormal acendeu uma linha de desconfiança na mente do veterano.

Marcos percebeu que Bernardo Imperial, o herdeiro purista do norte que deveria odiar Dante Valente desde a infância, estava protegendo o bad boy de forma totalmente irracional e violenta para dois rivais declarados.

— Imperial... O que você está fazendo? — Marcos sibilou entre os dentes, tentando sustentar a postura diante do novato. — Esse cara... você sentiu o cheiro dele? Por que você está se metendo nisso?

Bernardo não respondeu com palavras. Ele simplesmente deu um passo à frente, forçando Marcos a recuar no saibro.

Com um movimento contínuo, Bernardo liberou uma fração massiva de sua própria aura territorial.

O aroma denso de sândalo e tempestade gélida explodiu no perímetro, sufocando o cheiro cítrico de Dante e esmagando os instintos dos Alfas ao redor.

A pressão biológica foi tão brutal que Marcos sentiu as pernas tremerem. O veterano do time de rúgbi deu dois passos para trás, soltando o ar dos pulmões de golpe enquanto começava a suar frio sob a opressão da aura do Alfa Rei.

Bernardo manteve-se estático na frente de Dante, os braços caídos ao lado do corpo largo e os olhos cor de âmbar fixos em Marcos como duas lâminas prontas para o abate, garantindo o silêncio e o recuo de todo o colégio.

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