Dias Depois...
Eu estava olhando o meu reflexo no espelho, usando o meu vestido de noiva que era o reserva, mas eu estava me achando ainda mais bonita do que o que eu tinha escolhido como primeiro e perdi naquela tragédia. De qualquer forma eu me olhava e agora tinha certeza de que aquele era mesmo o vestido certo. Talvez porque eu estava em dúvida entre os dois vestidos desde o início. Ou talvez tudo estivesse se tornando perfeito porque a poucos metros dali Dante me esperava no altar.
- Você está lindíssima. -Liah disse enquanto ajeitava as flores na trança em meus cabelos.
-Obrigada. Eu estou tão nervosa....
Você está maravilhosa. Mas eu imagino o seu nervoso. -Lana alisou o meu braço.
-Pois se prepare Lana. Daqui a alguns meses será o seu casamento com Aron e ele vai surtar mais do que o Dante, acredite em mim. - Liah a provocou.
Isto me assusta. Mas voltando para o noivo de hoje, Dante está apenas mantendo a pose...- Lana sorriu.
-Sim, ele está. Mas seu autocontrole vai durar até ele ver a Karen. Depois ele vai se desmanchar em lágrimas, pode ter certeza. - Liah me olhou e elas riram enquanto eu tentava controlar o meu nervosismo.
O maquiador deu os retoques finais em minha maquiagem. E na minha cabeça veio a imagem dos meus pais. Eles estariam felizes por mim se estivessem ali. Estava chegando o momento que eu deveria caminhar para o altar e o meu pai não entraria comigo, eles não estavam fisicamente participando daquele momento tão especial em minha vida, apesar de estar feliz uma leve tristeza apertou meu coração. Eu caminhei para a fora da sala acompanhada de Liah e Lana quando Arthur, tio de Dante, se aproximou.
-Karen, minha querida, você vai fazer o meu sobrinho desmaiar, está muito bonita.
-Obrigada, Tio Arthur. -ele sorriu quando o chamei de tio como ele sempre exigia ser tratado.
Ele sempre me corrigia se eu não o chamasse de tio, igual a Dante o chamava. Ele segurou a minha mão e sorrindo continuou a dizer. -Querida, já que estou casado já faz um tempo e você está apaixonada em meu sobrinho e ele ama você, não temos chances..., mas...
Ele cai na risada junto conosco. Enquanto Liah o beija no rosto ele continua a falar:
Mas se você permitir, gostaria de ter a honra de te levar ao altar. Te entregar para o meu querido sobrinho.
Eu estava contendo as lágrimas quando tia Ana chegou com um lencinho em mãos secando com delicadeza o meu rosto.
-O que este velho conquistador e fanfarrão quer te dizer é que te amamos muito. E você merece todo nosso amor. Mas não chore, devemos fazer somente o seu noivo chorar, na verdade ele está por um fio de deixar as lágrimas descerem. Então, vamos!
-Muito obrigada por tudo. Eu amo vocês. E não sei como agradecê-los...
-Sendo feliz! Fazendo o Dante feliz, como você já faz. Isto é o que desejamos.
Ela beijou o meu rosto e seguimos
para fora. O dia estava lindo e a paisagem parecia um paraíso do qual eu sempre via em filmes românticos. Tínhamos escolhido um casamento ao aberto, tendo como cenário de plano de fundo a vista inigualável de Portofino. Afinal, nada mais justo, pois tinha sido naquela cidade que tínhamos encontrado o amor.
A doce música começou a tocar, tio Arthur com passos firmes começou a caminhar comigo. Eu estava controlando a minha respiração para não chorar, a cada passo que eu dava rumo ao altar.
Finalmente eu vi Dante no altar e na metade do caminho estava Gabriel vestido todo formal e sorrindo lindamente para mim. Ele segurava uma flor em suas mãos. Quando ele se aproximou de nós tio Arthur me entregou para o meu irmãozinho enquanto sorriu para nós.
-Oi, meu amor. -eu me abaixei e beijei a sua bochecha.
Ele me entregou a flor e me abraçou. Fazendo todos suspirarem com seu gesto doce.
Eu estou muito feliz, Karen.
Eu também estou muito feliz, querido.
Eu levantei o meu olhar e Dante estava sorrindo.
-Eu quem vou levar você para o Dante, assim como papai faria.
Mais uma vez tentei segurar o choro, mas lentamente ele estava saindo por mais que eu me esforçasse. Quando Dante nos encontrou no caminho ele beijou minha bochecha e se abaixou para falar com Gabriel que o abraçou demoradamente.
-Dante, eu sei que você vai cuidar bem dela. Na verdade, você tem cuidado de todos nós. E eu estou muito feliz porque a Karen está se casando com o meu melhor amigo.
Quando levantei o meu rosto o meu coração se encheu ainda mais de amor. Dante estava chorando e não tentava disfarçar a sua emoção. Ele deu um abraço forte em Gabriel.
Eu podia sentir toda a emoção que invadia as pessoas a nossa volta. As pessoas aplaudiam e sorriam. Alguns estavam em lágrimas assim como nós.
Eu vou cuidar dela, amigão. Vou cuidar de você, da nossa família para sempre, com todo o meu amor.
Gabriel beijou a bochecha de Dante e depois de dar um abraço em minhas pernas, ele foi correndo direto para os braços de Fiorella, que o abraçou enquanto enxugava as suas lágrimas. Desde que chegou na Itália eles se deram muito bem e ela adorava cuidar dele, algo que eu jamais tinha imaginado que aconteceria.
A voz de Dante, carregada de emoção e ternura, capturou imediatamente toda a minha atenção. Ele estava ali parado de mim, diante de mim, seus olhos brilhando com uma mistura de amor e admiração. O ar ao nosso redor parecia vibrar com a intensidade do momento, cada batida do meu coração ressoando em harmonia com o dele.
-Você está ainda mais linda, Bella mia. — ele disse, sua voz quase um sussurro, mas tão repleta de sentimento que ecoou em meu coração.
Ele estava deslumbrante, a perfeita visão de um noivo apaixonado, com seus olhos fixos em mim, como se eu fosse a única pessoa no mundo.
Respondi, minha voz trêmula de emoção:
-Você também está lindo, amore mio. - O mundo ao nosso redor desapareceu por um momento, deixando apenas a nós dois, imersos na bolha do nosso amor.
Dante estendeu a mão, segurando a minha com uma força gentil, mas calorosidade firme, uma promessa silenciosa de apoio e união. Senti a calorosidade e segurança do seu toque, e um sorriso nasceu em meus lábios, espelhando o seu. Juntos, voltamos nossa atenção para o padre à nossa frente, nossas mãos entrelaçadas simbolizando a união que estava prestes a ser selada.