Voltei em fúria, mostrando a mensagem para Liah e exigi explicações da gerente da loja. Os minutos a seguir foram uma grande confusão. Liah ligou para a polícia e eu estava no telefone com o Aron que tentava me acalmar.
-Aron, eu preciso disto agora!
-Dante, acalme-se. Leva tempo para conseguirmos rastrear o telefone dela. Existe uma burocracia, você sabe...
-Aron, per Dio...
*Por Deus*
-Dante, acalme-se. Os seguranças estão tentando achar o carro que para eles pareceu suspeito, mas não conseguiram pegar no momento. Dante....
Desliguei a chamada tentando pensar. Uma dor aguda, subia no meu peito. Eu deveria ter ignorado o pedido dela. Eu deveria ter ficado ali com ela. O meu telefone vibrou. Abri e era uma mensagem de um número desconhecido.
"Se quiser ver o seu filho nascer, melhor pagar o que quero. Nada de polícia, aguarde instruções!"
Em anexo, estava uma foto de um papel com o nome de Karen e o teste positivo para a gravidez.
Grávida? Ela nem teve tempo de me contar. Eu fiquei parado buscando voltar a realidade. As lágrimas que nunca desciam do meu rosto, agora estavam atrapalhando a minha visão. Em um gesto de fúria, eu derrubei tudo o que estava na mesa à minha frente.
-Dante, eu sinto muito, acalme-se.
Liah minha abraçou enquanto eu chorava desesperado.
Ela está grávida...
-Ela queria te fazer uma surpresa e contar no dia do casamento. Ela estava muito feliz quando descobriu...
O meu coração estava dilacerado. E mais uma vez em minha vida, eu entendia que o dinheiro não era garantia de felicidade. Na verdade, algumas vezes tê-lo poderia atrair a tristeza. Toda a minha riqueza, todo o meu poder de nada valia. Se ela não estivesse comigo. A dor era sufocante.
-Senhor Dante, encontramos no vídeo o momento em que a sua noiva foi sequestrada. -Disse o policial.
-Me mostrem, eu preciso ver...
Eles me levaram para a sala de segurança. Eu vi o momento em que ela saiu usando outra roupa, diferente daquela que ela usava quando eu a deixei na loja. Atrás dela, alguém usando uniforme da loja e um boné que estava cobrindo seu rosto, seguia empurrando-a. Logo percebi a tatuagem na mão que segurava a arma. E isto não me deixou dúvidas de quem era. Obviamente, eu já desconfiava que era a Vivian, mas agora eu tinha certeza de que seria mais fácil mover tudo rapidamente. Eu expliquei tudo para a polícia e mostrei a mensagem que recebi. Eles me orientaram a não pagar nada, pois estariam a caminho do rastro do celular de Karen. Eu implorei para ir junto e finalmente eles me autorizaram a participar da operação.
Meia hora depois eu entrei no carro com eles pregando de todas as formas para que Karen e nosso bebê estivessem bem. Aron tinha me garantido ter reforçado a segurança de nossas casas e tinha colocado alguns seguranças, dentro da propriedade para a proteção do pequeno Gabriel, que estava alheio a tudo aquilo.
"Dio, ti prego non portarmi via l'amore della mia vita."
"Deus, eu te imploro, não leve embora o amor da minha vida." — Repeti aquela frase o tempo todo. E o lamento acompanhava a dor em meu peito.
Eu estava com uma sensação de impotência sufocante. Eu estava dentro de um furgão todo equipado com computadores e cercado por policiais. O carro parecia lento demais. Meu nervoso estava em um nível desconhecido para mim. Eu não conseguia prestar atenção na conversa que os policiais tinham durante o trajeto. De repente, o meu telefone tocou e eles me pediram para ser calmo ao atendê-lo. Pois o meu telefone estava conectado a um link da polícia, permitindo a eles uma localização imediata de quem me ligasse. Respirei fundo, pensei na mulher da minha vida e em nosso bebê. Olhei para o visor de número desconhecido e respondi.
-Estou escutando. Fale onde ela está.
-Realmente, aquela piranha tomou o meu lugar...
-Vivian, nós não nos amávamos, seja sincera com você mesma. Nunca existiu, amor. Sempre foi negócios...
-Sim. Sempre foi somente negócios, mas eu sempre amei você.
-Vivian, você ama a ideia da vida que poderia ter comigo. Se eu não tivesse dinheiro, você não ficaria comigo. -Dinheiro! Sim, eu quero todo ele. Todo o seu dinheiro. Quero que você mande um helicóptero. E o dinheiro. -Tudo bem. Eu farei tudo o que você quiser. Só não a machuque. Eu vou mandar tudo. Me diga onde está...
-Vamos nos encontrar sem polícia. E vamos os três juntos... Não! Você me atacaria por ela. Você mataria por ela, Dante?
Eu sabia exatamente a minha resposta. Mas falar a verdade naquele momento não me ajudaria a acalmar aquela desequilibrada.
-Vivian, você sabe que não tem
muito tempo. A polícia está te procurando pelas merdas que você já fez. Eu posso te ajudar a escapar em segurança e com o dinheiro que precisar. Escute, eu já tenho uma mala cheia de dinheiro por uma transação que acabei de fazer. Eu vendi a fábrica de Roma. E eles me
pagaram em dinheiro, e eu posso dá-lo todo a você, agora mesmo...
-Eu não quero apenas isto. Eu quero todo o seu dinheiro!
↑
-Vivian, você sabe que isto é impossível. É uma transação que eu não posso fazer toda em um dia...
-Eu sei. Por isto você virá comigo.
-Tudo bem, eu irei. Preciso apenas que libere a Karen e partiremos para onde você quiser, e te darei tudo o que tenho.
-Você realmente morreria por ela, não é?
-Sim! -Respondi sem hesitar.
E ela morreria por você?
Vivian... falei o seu nome com desespero e ódio.
Neste momento, o policial fez um sinal de positivo para mim, significando que eles a encontraram. Eles aceleraram e eu entendi que estávamos próximos.
-Dante, eu estou pronta! Te esperando do lado de fora, eu sei que já deve estar com a polícia. Ela desligou.
-Se acalme. Em um minuto...-O policial me disse.
Neste momento, senti o carro
reduzir a velocidade, logo consegui ver uma casa ao lado de
to de OM
penhasco. Eu sai do carro junto com os policiais que começaram a abordar a Vivian, que gritava descontrolada, mantendo Karen como um escudo humano.
-Vivian, solte-a! -Ordenei enquanto avançava lentamente para elas.
Karen estava pálida e obviamente assustada. Eu segurei a vontade de correr para salvá-la.
-Isto, venha mais perto, Dante. -Disse a psicopata da Vivian, enquanto sorria
Aquela doente estava usando um vestido de noiva.
-Dante, por favor, não. Ela quer te machucar...-Karen, implorou, entre lágrimas.
-Cale a boca! Ou atiro em você!
-Vivian, se acalme, eu estou indo. Solte a Karen...-eu disse, tentando manter a calma em minha voz.
Eu continuei me aproximando ainda
mais. Olhei rapidamente à minha volta e os policiais estavam por toda piciais estava a parte. O problema é que atrás delas estava o penhasco. E a minha adrenalina estava alta demais, eu precisava me controlar.