《Contrato de Paixão: A Noiva do Bilionário》Capítulo 56

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Mesmo obedecendo o despertador, nos perdemos enquanto nos arrumávamos e trocávamos beijos infinitos. Um momento depois, saímos tão apressados que nem demos um bom dia para a Lourdes. O caminho tinha sido turbulento. Ele não estava dirigindo, tinha um motorista, mas Dante estava o tempo todo no celular respondendo chamadas de negócios e de alguns repórteres. Quando chegamos ao consultório do doutor, ele abriu a porta para mim.

-Eu não posso ir com você. Mas se acontecer qualquer coisa, ligue para mim. Eu largo tudo e venho até você.

-Tudo bem, Dante. Eu respondi, lutando com a angústia que se formava em meu peito e a sensação de desamparo que me circundava.

Ele me pressionou com o seu corpo musculoso me fazendo encostar no carro. Ele me abraçou, a sua mão foi para o meu queixo levantando-o e seus lábios em seguida tocaram os meus, me fazendo dar espaço para a sua língua que me invadiu de forma possessiva. Eu me segurei nele, tudo o que eu queria era impedir a sua partida. Mas eu não poderia fazer nada quanto a isso. Eu sabia que ele estava fazendo tudo aquilo para nos proteger. Ele se afastou e limpou as lágrimas do meu rosto.

-Eu não aguento ver você chorar.

-Eu preciso entrar. Vá.

-Eu venho te buscar, se você terminar antes, me ligue. Eu darei um jeito.

Eu concordei e me afastei. Ele arrumou seu terno e entrou no carro. Eu entrei na clínica e depois de preencher uma ficha, fui levada para uma sala. O médico fez alguns exames e o resultado não me deixou muito calma.

-Sim, senhorita, acabamos de retirar o seu DIU. Não sabemos como ele se deslocou. O provável é que tenha se deslocado quando começou o sangramento.

-Então não era a menstruação. Desconfiei, pois hoje de manhã não tinha mais nada.

O sangramento que a senhorita teve era apenas por seu DIU estar fora do lugar.

-E eu corro algum risco? - Perguntei, temendo a resposta.

-Talvez. Nestes dias em que ele ficou deslocado, a senhorita teve relações desprotegidas? - Eu fiquei em silêncio e as lágrimas desceram por meu rosto. Então ele continuou. — Se a senhorita teve relações desprotegidas, existe sim o risco de uma gravidez se formar.

Os meus joelhos fraquejam e as lágrimas aumentaram.

-Isto aconteceu, senhorita?

-Sim. Respondi, fracamente.

-Bom, podemos recolocar o DIU imediatamente, mas se caso acontecer uma gravidez, poderá ser arriscado para o feto. O ideal seria que esperasse um pouco para voltar a colocá-lo. Enquanto isso, poderemos sugerir que use um outro método contraceptivo menos agressivo.

Risco para o feto? O meu choro aumentou. E diante do meu desespero, o doutor disse.

-Vejo que está nervosa, aceita uma água, quer se deitar?

-Não, obrigada. Está tudo bem. Eu só não sei o que fazer....

-Eu digo que neste momento, a senhorita não está grávida, fizemos os exames. Mas se nestes dias a senhorita teve relações desprotegidas existe o risco que ainda aconteça. Visto que a menstruação com o DIU costuma ser desregular, dificultando assim saber os dias férteis, aumentando assim as chances de ter uma gravidez se formando nos próximos dias.

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-Eu não esperava nada de isto. Eu realmente não sei...

-Existe a pílula do dia seguinte para ajudar neste caso. Se a relação aconteceu nestes dias pode ser que ela funcione, pois costuma ser eficaz até cinco dias após a relação. Eu vou passar a receita. Eu aconselho a senhorita ir para casa, se acalmar e pensar exatamente no que vai fazer. Depois volte, eu vou ajudar no que a senhorita se decidir.

Eu apenas concordei. Ele me passou várias vitaminas e me liberou. Eu saí da sala do médico sentindo uma leve tontura, então parei na frente do distribuidor de bebidas. Comprei uma garrafa de água e sai para fora da clínica. Sentei-me em um banco do Jardim e enquanto bebia a água, fiquei pensando. Se uma gravidez acontecesse, talvez tudo o que estávamos descobrindo entre nós terminasse

imediatamente. Toda a sua família, aliás, todos iriam pensar que eu queria somente dar o golpe da barriga. Mal tínhamos acabado de nos declarar, e agora eu tinha mais um grande problema. Eu mandei uma mensagem para ele dizendo que eu estava esperando-o. Eu esperei por quase vinte minutos e nada de resposta. Meu coração estava apertado, as lágrimas estavam descendo por meu rosto. De repente, o meu celular começou a vibrar com uma mensagem de Dante. E isto fez o meu coração se acalmar.

"-Me desculpe, Bella mia. O meu motorista irá te buscar e te levará para um hotel. Fique lá um pouco, repouse, e eu te encontrarei assim que possível. Tenho outra surpresa para você. Me perdoe por te fazer passar por isso."

Quando terminei de ler o carro que nos trouxe, estacionou perto de mim e o motorista sorridente desceu, abrindo a porta de trás.

-Peço perdão, senhorita. Enfrentei um pouco de tráfego. Aqui está o cartão para o hotel, quarto 652. Nem precisa fazer o check in, pois o senhor Dante cuidou de tudo.

-Obrigada, muito gentil. - Respondi, tentando disfarçar a minha voz de choro.

Ele sorriu enquanto eu entrava no carro. Quando ele começou a dirigir, eu entrei de volta nos meus pensamentos. Eu tinha que fazer algo, a pílula do dia seguinte poderia ser uma solução. Eu ainda não estava grávida, e ela poderia impedir uma futura gravidez.

-Podemos passar em uma farmácia antes de ir para o hotel?

-Claro, senhorita. Posso ir diretamente eu mesmo comprar o que a senhorita precisar.

-Obrigada, eu mesma vou.

Como desejar, senhorita.

Meia hora depois eu estava saindo

da farmácia com uma sacolinha

cheia de das vitaminas para anemia e a caixa da pílula do dia como quinte carro je

entreing

Eu entrei no carro e o motorista seguiu para o nosso destino. Eu

queria tanto que Dante tivesse comigo. De qualquer forma, ele

chegaria a qualquer momento e era melhor assim. Pois eu estava mais do que decidida a não contar nada para ele. Eu precisava tomar a decisão sozinha.

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Ao chegarmos no hotel, eu agradeci ao motorista e entrei para a recepção. O meu coração estava acelerado, Dante provavelmente ainda estava com a Vivian. E o que me restava, era só esperar. Seguindo as orientações

couples que el

foram dadas, eu passer diretamente para o elevador. Apertei o meu andar. Depois de caminhar pelo corredor, eu entrei no quarto, tudo era muito luxuoso, como ele estava acostumado. Tirei os meus sapatos, peguei a sacolinha e eu fui para o banheiro. Joguei água no meu rosto, peguei o copo na pia, bebi as

vitaminas que o médico tinha me

receitado. Eu olhei para a caixinha

nas minhas mãos trêmulas. As lágrimas desciam continuamente. Joguei a caixa na pia e voltei para o quarto. Tentando distrair a minha

mente, eu tinha que ligar para

alguém, talvez a Mary.

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Ainda com as mãos trêmulas, eu digitei o seu número e alguns bips depois ela respondeu.

-Karen, que bom que você me ligou. Eu depositei todo o dinheiro na sua conta, a parte do que estava faltando do final do contrato. Você está bem?

Obrigada, Mary. Sim, eu estou bem.

-Karen, a sua voz não me convence disto.

Não adiantava mesmo esconder e eu precisava falar sem algum filtro.

-Eu me apaixonei. - Desabafei de uma vez.

-Querida, ele também está apaixonado, deu para perceber. Ele me ligou super irritado com o suposto vazamento do contrato de vocês. Mas, sinceramente, eu acho impossível isto ter acontecido. Pois eu olhei as câmeras de segurança, ninguém pegou nada daqui do escritório. Se vazou, foi na empresa dele. Eu mandei uma mensagem para ele minutos atrás.

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Eu respirei aliviada por já termos uma direção para onde andar. Ela continuou falando:

-Dante me disse que não te deixará ir embora. Eu fiquei feliz que você saiu desta vida e encontrou um homem de verdade, acredite, eles são raros.

-Eu sei...

-Karen, você nunca foi feliz trabalhando aqui. Está na hora de você ser feliz, longe daqui. E se precisar, sabe onde poderá me encontrar.

-Obrigada, Mary.

Nos despedimos e eu fiquei tentada em dar uma olhada nas notícias sobre Dante e Vivian. Resisti por alguns minutos, mas acabei abrindo o navegador e no campo de busca digitei o nome deles, obtendo assim uma notícia que tinha sido publicada trinta minutos antes. Abrir o link, a primeira foto me fez arrepender por ter feito a busca.

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