localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Destino em sua Pele Capítulo 60

《O Destino em sua Pele》Capítulo 60

PUBLICIDADE

60. O amor transborda como uma onda impetuosa

O vestido azul-escuro moveu-se com elegância devido ao movimento brusco. Acima, a cintura fina da garota foi envolvida pela mão firme do homem, prendendo-a em um abraço possessivo. Um aroma marcante de sândalo a envolveu por completo, forçando-a a encarar aqueles olhos profundos e cortantes.

Sob a luz fraca, aquele olhar parecia capaz de atravessar a máscara azul e ler diretamente a sua alma.

— Você... — O pomo de Adão dele moveu-se levemente, e sua voz grave carregava uma hesitação perceptível enquanto ele dizia pausadamente: — Qual é o seu nome?

A respiração de ambos estava descompassada. Toda a angústia que Thalita havia tentado conter desabou naquele instante como uma onda violenta. Ela o encarou fixamente, e lágrimas involuntárias começaram a molhar seus olhos, escorrendo por dentro da máscara fria.

Naquele momento, um vislumbre de agitação passou pelos olhos escuros dele, que instintivamente ergueu a mão para enxugar as lágrimas que chegavam ao queixo delicado dela. O gesto foi de extrema delicadeza, transmitindo uma sensação profunda de afeto.

Contudo, a mente de Thalita foi invadida pela lembrança recente da proximidade dele com Amanda na pista de dança. Ele parecia até carregar um aroma de perfume que não lhe era familiar. Com isso, qualquer percepção de romantismo ou cumplicidade desmoronou instantaneamente. Ela reuniu forças, empurrou-o e afastou-se apressadamente em direção à saída.

A expressão dele mudou de imediato e ele começou a segui-la. O salão, que até então permanecia em silêncio, explodiu em murmúrios e comentários.

— Quem é aquela garota? Qual a relação dela com o diretor Caio?

— Eu nunca vi o diretor tão descontrolado antes! Será que ele está interessado nela?

— Fale mais baixo, a diretora Amanda ainda está aqui no salão.

Os comentários espalhavam-se rapidamente e acabaram chegando aos ouvidos de Amanda. Ela permanecia estática, com o rosto pálido, olhando fixamente para a saída. Antes, ela acreditava que a postura fria, séria e distante dele fosse apenas parte de sua personalidade natural. Afinal, para alguém tão talentoso e bem-sucedido, o orgulho era justificável.

Mas naquele instante, a maneira como ele tratara aquela garota — com tanto zelo e cuidado, perdendo toda a sua habitual compostura e frieza — demonstrava um sentimento evidente e avassalador que não podia ser ocultado. Aquilo funcionou como um choque para a sua autoconfiança, expondo sua admiração secreta por ele e transformando a situação em algo desconfortável. Sentindo um aperto no peito, a fisionomia de Amanda tornou-se sombria. Quem era afinal aquela mulher?

— Me solte! Eu não te conheço, me solte!

Perto da entrada do banheiro feminino, Thalita tentava se soltar, mas era mantida firmemente presa contra a lateral da bancada pelo corpo alto e forte do homem. Seus esforços eram inúteis; ele utilizava apenas um dos braços para mantê-la imobilizada em seu abraço.

Se no primeiro momento ele havia demonstrado delicadeza, agora sua postura era impositiva, firme e contrariada.

PUBLICIDADE

— Não me conhece?

Ele usou a outra mão para remover a máscara do rosto dela com facilidade e, em seguida, segurou o queixo delicado de Thalita, forçando-a a olhá-lo nos olhos.

— Olhe bem para mim e repita isso se for capaz.

Seus olhos profundos mostravam traços avermelhados, carregando irritação, surpresa e sofrimento. Thalita sentiu um certo receio ao vê-lo daquela forma, mas manteve a postura firme, recusando-se a desmentir a situação. Ela havia dito a si mesma que, se ele gostasse de outra pessoa, ela não o aceitaria mais de volta.

As lágrimas voltaram a cair de forma descontrolada, e ela soluçou: — Você é mau, eu te odeio!

Aquelas palavras pareceram atingi-lo profundamente, abalando o alívio e a satisfação de tê-la encontrado. Tomado por uma forte reação emocional, ele segurou a nuca dela com firmeza e silenciou seus lábios com um beijo determinado. Foi um gesto carregado de frustração, intensidade e possessividade, como se quisesse conter toda a angústia acumulada.

Thalita tentou empurrá-lo e golpeá-lo com as mãos, mas sem sucesso; por fim, perdeu as forças devido à intensidade do momento, restando apenas pequenos murmúrios de insatisfação. Depois de um longo tempo, ele finalmente a libertou.

A essa altura, ela mal conseguia se manter em pé e quase caiu. Rapidamente, ele a segurou pela cintura e pelas pernas, acomodando-a sentada sobre a bancada, mantendo seu corpo próximo ao dela.

— Diga de quem você tem raiva, repita.

Ele a encarava fixamente, com os olhos também marejados e avermelhados pela emoção.

"Ele ainda acha que tem o direito de ficar magoado? Depois de demonstrar tanta proximidade com outra mulher e de me tratar assim, ele ainda se sente ofendido?" Thalita mordeu o lábio inferior, e as lágrimas continuaram a rolar intensamente. Em seguida, disse: — Eu tenho raiva de você, não quero mais saber de você!

Após falar, começou a soluçar profundamente, com a respiração instável e as feições avermelhadas pelo choro, demonstrando imensa tristeza.

O peito de Caio apertou-se com a cena, mas ele optou por não tentar acalmá-la naquele momento; segurou-a firmemente nos braços e começou a carregá-la para fora. Os convidados que tentavam ouvir a conversa discretamente do lado de fora desviaram o olhar apressadamente, fingindo desinteresse. Assim, sob os olhares de todos no local, ele cruzou o saguão do hotel carregando a garota que chorava sem parar, deixando o estabelecimento a passos largos.

Amanda observava a saída deles sem reação, com a imagem da garota chorando fixada em sua mente. Ela parecia delicada e expressiva, como uma boneca de porcelana, e seu choro causava uma sensação imediata de comoção. Apesar do forte sentimento de ciúme, Amanda precisava admitir que o apego dele por ela tinha justificativa.

Quando Daisy desceu do terceiro pavimento após ir ao banheiro, deparou-se com aquela situação.

— Ivy! — ela exclamou surpresa. Percebendo a gravidade do momento, desceu as escadas correndo para tentar alcançá-la. No entanto, quando chegou à área externa, o veículo preto de luxo já havia partido em alta velocidade, desaparecendo na avenida.

No interior do carro, a garota continuava a chorar silenciosamente. Toda aquela situação parecia inacreditável. A pessoa que havia desaparecido de sua vida estava agora ali diante dele, real e presente. Ele queria entender: se ela não havia partido para sempre no passado, onde estivera durante todos esses anos? Por que, mesmo procurando por todos os cantos do mundo, ele nunca encontrou o menor vestígio dela? Como ela havia vivido durante esse tempo todo e por que só retornara agora?

Ele sentia uma necessidade urgente de obter respostas e compreender tudo. No entanto, o choro dela era tão intenso e contínuo que as lágrimas rolavam sem cessar, impedindo qualquer tentativa de diálogo. Independentemente de ele tentar acalmá-la ou demonstrar uma postura mais firme, nada surtia efeito. Ela recusava o seu toque e insistia em ir embora, até que, exausta pelo choro, acabou desmaiando.

— Thali!

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia