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《O Destino em sua Pele》Capítulo 58

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58. Você já se envolveu com alguém assim?

No dia seguinte, ao desembarcar no aeroporto central da cidade de Yun, Daisy observava a capital próspera e singular com admiração.

— Que lugar lindo, não perde em nada para Paris!

Thalita sentia-se como se estivesse em outra vida, murmurando baixinho: — Sim, é maravilhoso.

Assim que terminou de falar, um veículo de luxo discreto estacionou diante dela, e a voz do motorista soou respeitosa em seguida: — Olá, a senhora deve ser a senhorita Thalita, correto? O diretor Vinícius me enviou para buscá-la.

Thalita assentiu: — Obrigada.

Ao entrarem no carro, Daisy perguntou curiosa: — O diretor Vinícius é aquele irmão de quem você me mostrou as fotos?

Thalita confirmou com a cabeça: — Sim.

Ouvindo isso, Daisy cerrou levemente os olhos, exibindo um sorriso discreto nos lábios expressivos.

À noite, na entrada de um hotel de luxo à beira-mar na cidade de Yun.

— Ivy, por que não entra?

A limousine afastou-se da via principal e estacionou temporariamente na lateral. O convite já havia sido entregue por Vinícius, elas podiam entrar a qualquer momento. Daisy observava Thalita ao seu lado.

Ela vestia um longo vestido de cetim azul-escuro brilhante, que se ajustava perfeitamente ao busto e à cintura, destacando sua silhueta graciosa. Estava deslumbrante. Não era um traje excessivamente chamativo, mas nela, realçado por aquele rosto magnífico, tornava-se espetacular. Parecia que viera para ofuscar o evento.

Diante da dúvida da amiga, Thalita apenas pegou uma máscara azul de borboleta que havia preparado e colocou-a no rosto. Daisy ficou ainda mais intrigada. Aproximou-se e tocou com a ponta dos dedos o pequeno detalhe brilhante perto do canto da máscara: — E para que serve isso agora?

— Por que esconder um rosto tão lindo?

Sob a meia-máscara, os lábios de Thalita curvaram-se em um sorriso travesso: — Para fazer uma surpresa para o Caio.

Na verdade, o principal motivo era o receio de que sua aparição repentina pudesse assustá-lo muito. Afinal, sua família não soubera do boato de seu "suicídio" há sete anos. Para os familiares, Vinícius inventara a justificativa de que ela havia atraído a fúria de inimigos perigosos e precisava se esconder sob outra identidade temporariamente; todos colaboraram e mantiveram a versão de que ela estava desaparecida. Portanto, para o mundo exterior, ela não era considerada morta.

Mas com Caio era diferente. Ela chegara a encenar o vídeo do suposto "suicídio" para ele, e com todas as manobras e histórias criadas por Vinícius depois, para Caio ela certamente estava morta e enterrada. Ver uma pessoa morta reaparecer de repente seria chocante demais; precisava ser um processo gradual.

Daisy assentiu com a cabeça, sorrindo: — Entendi. Mas será que permitem a entrada com máscaras?

Thalita explicou: — Meu irmão disse que sim. O evento de aniversário de hoje inclui um segmento de baile de máscaras.

Assim, durante o baile, ela poderia tentar se aproximar de Caio sem revelar o rosto de imediato, permitindo que ele começasse a notar sua presença aos poucos. Dessa forma, quando ela se revelasse por completo, talvez o impacto não fosse tão assustador.

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— Ah, compreendi... — Daisy sorriu animada. — Tem uma para mim também? Quero experimentar, parece divertido!

Thalita assentiu e pegou outra máscara preparada especialmente para ela no carro.

Enquanto as duas ajeitavam as máscaras, ouviram um burburinho vindo da entrada do tapete vermelho do evento, não muito longe dali. Thalita e Daisy interromperam o que faziam e olharam curiosas. Um veículo preto de luxo aproximou-se lentamente e parou na entrada. Sem que se soubesse quem estava a bordo, inúmeros jornalistas que aguardavam do lado de fora aproximaram-se e os flashes das câmeras começaram a disparar intensamente.

— Nossa, quanta recepção! Quem é? — Daisy cruzou os braços, exibindo um sorriso interessado.

Assim que terminou a frase, a porta do veículo preto foi aberta com respeito pelo funcionário do local. Daquele ângulo, era possível ver uma parte da cena. Sob as luzes brilhantes, um sapato de couro bem polido tocou o chão, seguido por pernas longas e firmes. Em instantes, a figura alta e imponente saiu inteiramente do carro.

Era uma silhueta tão imponente e elegante que causava admiração imediata. O terno preto sob medida ajustava-se perfeitamente ao seu porte atlético, combinando com uma aura fria e poderosa que o fazia parecer um nobre aristocrata inalcançável. Do ângulo onde Thalita estava, era possível ver o contorno firme de sua testa e o nariz bem delineado.

Feições muito familiares.

O olhar de Thalita congelou imediatamente, e ela não conseguiu desviar os olhos daquela figura.

Em meio ao alvoroço, ouviam-se vozes chamando continuamente: — Diretor Caio!

Ao notar a expressão da amiga, Daisy compreendeu tudo. Ela ficou realmente impressionada, com os olhos azuis bem abertos: — Amiga, você me disse que seu amado era chinês, mas não me disse que ele era o próprio Dominic!

Dominic era um nome conhecido por toda a alta sociedade; era o nome ocidental do líder do Grupo Qi, que significava: soberano, autoritário, detentor do controle.

Daisy continuou, surpresa: — Agora entendo por que você não dava bola para o Zeno. Depois de ter se envolvido com um homem desse nível, seria impossível se contentar com aquele sujeito!

Uma mistura de sentimentos profundos e complexos invadiu o peito de Thalita, como uma onda prestes a transbordar em lágrimas. No entanto, o comentário informal de Daisy acabou quebrando a tensão do momento.

— Fale mais baixo...

Ela chamou a atenção da amiga com suavidade e, contendo a emoção em seu coração, segurou a mão dela e caminhou em direção à entrada.

— Por que ele está demorando tanto? Será que ele não vem?

No salão de festas luxuoso e requintado, Amanda, vestindo um traje de gala sob medida, estava posicionada no terceiro andar da escada em caracol, observando fixamente a entrada do primeiro pavimento. Seus dedos com unhas bem cuidadas batiam com impaciência no corrimão.

Percebendo a agitação, a assistente confortou-a com respeito: — Diretora, não se preocupe. Dada a relação que o diretor Caio tem com a senhora, como ele deixaria de vir? Certamente houve algum imprevisto no trânsito, ele com certeza vai chegar.

Assim que ela terminou de falar, as pessoas no primeiro andar, que conversavam animadamente com suas taças, mudaram de postura repentinamente, demonstrando entusiasmo e direcionando os olhares para a mesma direção.

A figura alta, elegante e imponente entrou no salão sendo escoltada com respeito. O rosto de Amanda iluminou-se de alegria e satisfação de imediato, e ela segurou o vestido para descer as escadas rapidamente e recebê-lo.

— Caio, você finalmente chegou!

Ela aproximou-se dele, tentando conter a admiração que sentia, mantendo um sorriso elegante e uma postura impecável: — Achei que você não viria mais.

Caio fixou os olhos escuros nela, com uma expressão fria e sem demonstrar emoções. Seus lábios esboçaram um sorriso sutil: — De forma alguma, sendo o aniversário da diretora, eu jamais deixaria de comparecer.

Amanda não gostava muito quando ele a chamava formalmente pelo cargo. Aproximou-se um pouco mais e comentou em tom de brincadeira: — Já não combinamos que, em momentos informais, pode me chamar pelo nome?

Os dois conversavam como os protagonistas de uma cena, atraindo os olhares de todos os presentes. Thalita, observando de um canto do salão, via a mulher conversando de forma íntima com o homem, com um sorriso radiante no rosto, parecendo formar um casal perfeito. A empolgação que sentira antes foi se dissipando, transformando-se em uma pontada de ciúme e amargura.

Em poucos instantes, seus olhos lindos, parcialmente ocultos pela máscara, encheram-se de lágrimas.

Antes de ir embora, ela pedira repetidamente para que ele continuasse gostando dela, lembrasse dela e não se interessasse por mais ninguém. Aquele bobo com certeza já havia esquecido tudo!

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