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《O Destino em sua Pele》Capítulo 57

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57. A transformação da alta sociedade

Este Ano Novo foi repleto de neve e extremamente frio.

O vento e a neve levaram muitas coisas embora:

Aquelas promessas de casamento que nunca chegaram a ser pronunciadas.

Ou a partida da pessoa amada no ano em que mais se amavam.

Na rede social Weibo, uma ilustradora com mais de 3 milhões de seguidores, conhecida como 【Begônia sob a Chuva】, também se afastou da internet naquele ano, desaparecendo como se tivesse evaporado, sem nunca mais atualizar nenhuma publicação.

O novo mural artístico da universidade foi concluído, e a obra finalizada causava um deslumbramento inevitável em quem a visse, mas os estudantes souberam que a autora havia abandonado os estudos.

Ninguém sabia o motivo de sua desistência; o irmão dela tratou de todos os trâmites burocráticos, e ninguém mais a viu.

No mesmo ano, os sócios do Estúdio Yinha seguiram caminhos diferentes. Um dos líderes, Caio, retirou-se da gestão. Vinícius assumiu o controle total, reestruturando e transformando o estúdio no Grupo Estelar.

Pouco tempo após o acidente de herdeiro principal, o renomado Grupo Thomas, no exterior, deu as boas-vindas a um novo e jovem líder. O que intrigava a todos era o fato de que este novo comandante não carregava o sobrenome Thomas.

Três anos depois, o antigo patriarca, Thomas, faleceu. O filho mais velho, Arthur, também desapareceu sem deixar vestígios, e o neto mais velho continuava sem apresentar sinais de melhora.

Cinco anos depois, a alta cúpula do Grupo Thomas passou por uma reestruturação completa. A empresa mudou de nome e de identidade, passando a se chamar Grupo Qi, e sua sede foi transferida para a China.

Sete anos depois, o Grupo Qi atingiu o seu período mais glorioso, posicionando-se entre as dez maiores potências corporativas globais. Com apenas 28 anos, o líder da corporação, Caio, tornou-se o bilionário mais jovem do mundo.

Claro que, além do mundo dos negócios e da política, uma pintora genial chamada Ivy também começou a brilhar intensamente no vasto céu da arte mundial, deixando sua marca luminosa.

...

No exterior, na festa de aniversário do jovem herdeiro da família Ferguson — Zeno Ferguson.

Os lustres de cristal brilhavam intensamente, cobrindo todo o salão de festas com uma atmosfera dourada e majestosa.

As melodias suaves do violino traziam um tom relaxante e sofisticado a cada canto do ambiente.

Os convidados vestidos com trajes de gala observavam surpresos a cena no centro da pista de dança.

Aquele jovem mestre Zeno, habitualmente orgulhoso, distante e pouco afeito a romances, estava agora ajoelhado, segurando flores e um anel valioso, pedindo uma garota em casamento.

Diferente das características locais de olhos azuis e cabelos loiros, a garota tinha feições orientais serenas e delicadas, que remetiam a algo doce e suave.

Zeno olhava profundamente para ela, com os olhos azuis repletos de afeto: — Ivy, case-se comigo, por favor.

Sob as luzes brilhantes, a garota vestia um longo vestido de cetim rosa-claro, simples e elegante. Sua pele era alva como porcelana e sua silhueta era graciosa. Seus olhos lindos observavam calmamente Zeno ajoelhado diante dela.

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As pessoas ao redor comemoravam, incentivavam e pressionavam.

Eles não entendiam o motivo de ela hesitar tanto em responder.

Para eles, casar-se com um membro da família Ferguson significava uma vida inteira de luxo e uma honra incomparável.

Finalmente, os lábios delicados da garota se abriram de leve: — Sinto muito, Zeno, mas eu já tenho alguém de quem gosto.

O alvoroço ao redor cessou imediatamente, dando lugar a um silêncio absoluto e desconfortável.

Os olhos de Zeno demonstraram incredulidade e, em seguida, desilusão e inconformismo.

— Quem?

Ele se levantou, perdendo a postura cavalheiresca habitual, e segurou os ombros delicados dela de forma desajeitada.

— Me diga, quem é o homem de quem você gosta?

Sua voz trazia uma rouquidão carregada de ciúmes: — Ele é melhor do que eu? Mais atraente? Ou mais rico?

Essas eram as qualidades de que ele mais se orgulhava; na região, pouquíssimas pessoas podiam se igualar a ele. Ele mal podia acreditar que seria rejeitado com tais atributos.

Thalita olhou fixamente para o jovem descontrolado à sua frente e, lembrando-se de algo, suas pálpebras baixaram levemente, suavizando sua expressão de forma natural. Ela não revelou o nome dele, apenas disse baixinho: — Ele está na distante China. É uma pessoa excelente, e eu estou indo ao encontro dele.

Ela sempre fora gentil e simpática, mas aquele olhar de devoção genuína era algo que Zeno nunca tinha visto nela. O coração dele quase explodiu de tanto ciúme.

Porém, ela não deu mais explicações. Apenas acenou com a cabeça em tom de desculpas e retirou-se do salão com passos firmes.

Sua amiga Daisy, equilibrando-se em saltos altos vermelhos, pousou a taça de vinho e correu para alcançá-la: — Ivy, espere por mim!

Era pleno verão. No sopé do castelo luxuoso na montanha, a estrada asfaltada estava totalmente iluminada. O vento noturno soprava de forma calorosa e agradável.

Para evitar que Zeno as seguisse, Daisy ligou sua Ferrari vermelha e pisou fundo no acelerador, afastando-se com Thalita em alta velocidade.

— Ivy, você realmente tem alguém de quem gosta? — Ela olhava para a estrada, demonstrando imensa surpresa ao desviar os olhos por um segundo.

Thalita encostou-se confortavelmente na porta do carro, exibindo um sorriso discreto nos lábios, enquanto seus olhos brilhavam intensamente.

— Sim — ela respondeu baixinho.

Gostava dele há sete anos. Passara inúmeros dias e noites sentindo sua falta, e até reuniu coragem em algumas ocasiões para procurá-lo secretamente. Infelizmente, por vários motivos, ela acabou não conseguindo encontrá-lo.

Na verdade, no início não tinha sido tão difícil de suportar. Embora não estivesse ao lado dele, a conexão sensorial do corpo ainda existia; mesmo sem poderem se comunicar, eles continuavam tão íntimos como se nunca tivessem se separado.

O verdadeiro sofrimento começou quando essa conexão sensorial cessou. A partir daquele momento, ela perdeu qualquer tipo de ligação com ele.

Felizmente, agora que tudo estava resolvido, ela finalmente podia ir atrás dele sem qualquer preocupação.

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Daisy olhou para ela novamente: — Ouvi você dizer que vai procurá-lo, é sério? Quando você vai?

Thalita conteve a ansiedade que pulsava em seu peito e respondeu calmamente: — Amanhã cedo.

Daisy pisou no freio bruscamente.

— Quê? Tão de repente assim? — Seus olhos azuis se arregalaram. — E quando você volta?

Thalita massageou o braço, que ficou avermelhado com o solavanco inesperado: — Não sei, talvez eu não volte mais.

Caio estava estabelecido na China. Ao retornar para encontrá-lo desta vez, ela provavelmente viveria com ele lá para sempre; mesmo que voltasse para cá, não sabia quando seria.

Daisy ficou preocupada ao ouvir aquilo.

— De jeito nenhum, eu vou com você! Como você pode me deixar sozinha aqui? — Ela disse em tom firme: — Vou arrumar minhas malas hoje à noite e comprar uma passagem para o mesmo voo. Nem pense em me deixar para trás!

Thalita soltou um riso suave e resignado: — Mas esta é a sua terra natal. Se você for embora comigo, não vai se arrepender?

— Não!

Daisy segurou diretamente as mãos macias dela, com um olhar sincero: — Ivy, você é o anjo que me salvou, minha melhor amiga nesta vida. Ficar sem você é o que me faria morrer de arrependimento!

Aquela declaração repentina pegou Thalita de surpresa.

Salvação...

Ao longo desses sete anos, Daisy também não tinha sido a salvação dela?

Ela baixou os olhos com ternura e apertou a mão da amiga: — Tudo bem então, vamos juntas.

Na cidade de Yun, condomínio residencial.

A noite era nebulosa, e as luzes estavam acesas.

No quarto do prédio principal, um homem alto e de porte atlético estava deitado de forma descontraída em um sofá de couro de design minimalista.

As luzes do lustre de cristal refletiam em seus olhos profundos, iluminando suas pupilas escuras. No entanto, o robô assistente sentia que aquilo era apenas superficial. Aqueles olhos pareciam um abismo escuro; por mais luz que entrasse, assemelhavam-se a um túmulo silencioso e frio.

Era uma fisionomia completamente oposta à de sete anos atrás.

— Senhor, o assistente Sam acabou de trazer o convite de aniversário da senhorita Amanda. Há algumas palavras escritas por ela para o senhor, gostaria de dar uma olhada?

Ao ouvir a pergunta, seu olhar frio permaneceu indiferente, e sua voz grave e levemente rouca pronunciou com desdém: — Deixe aí.

 

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