53. Sendo difamado pela esposa
— Eu entendi.
Momentos depois, Thalita inclinou-se novamente e deu mais um beijo na bochecha do robô assistente: — Obrigada, pequenino.
— Mas...
Ela se aproximou um pouco mais e disse em um tom misterioso: — A nossa conversa de hoje é o nosso segredinho, combinado?
— Não pode contar nada para o Caio, ouviu bem?
Como Thalita possuía o nível máximo de autorização do robô assistente, o dispositivo obedeceria às suas ordens incondicionalmente.
— Tudo bem, Thali. Ele já registrou o comando.
— Bom menino! — Thalita estendeu a mão e acariciou a cabecinha mecânica dele.
Naquela noite, Thalita fechou os olhos, mas demorou muito para conseguir pegar no sono. A solução apresentada pelo robô assistente foi, aos poucos, sendo reformulada e reestruturada em sua mente durante aquele longo período de reflexão, até tomar exatamente a forma que ela desejava.
Era algo extremamente arriscado, uma verdadeira jogada de tudo ou nada, mas Thalita sentia que aquela era a melhor alternativa disponível no momento.