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《O Destino em sua Pele》Capítulo 49

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49. Conquistando o cunhado freneticamente

"Irmão, o-o que você está fazendo aqui?"

Diante do sofá, Thalita estava sentada comportadamente como uma aluna do primário, olhando para ele com ansiedade.

Vinícius não disse nada, apenas fixou o olhar no pescoço e na clavícula dela, parcialmente cobertos pelo cabelo longo.

Era um esforço inútil; o que deveria e o que não deveria ser visto estava praticamente exposto.

Ele respirou fundo quase imperceptivelmente, virou o rosto sombrio para Caio, que estava ao lado, e explodiu: "Você é um animal, seu desgraçado! A Thali só tem dezenove anos, como teve coragem de encostar nela?"

"Parece que tudo o que eu te avisei antes entrou por um ouvido e saiu pelo outro, não foi?"

Quanto mais falava, mais irritado ficava, chegando a bater na mesa de centro: "Eu devia ter te castrado antes para evitar problemas futuros!"

Thalita, ao lado: "..."

Socorro, o irmão dela é muito bravo.

Diante da fúria dele, Caio manteve-se estável o tempo todo.

Ele entregou o café preparado pelo robô assistente e disse calmamente: "Peço desculpas, mas assumirei total responsabilidade pela Thali."

Vinícius não aceitou o café: "Responsabilidade? Como você vai se responsabilizar?"

"Você nem consegue cuidar de si mesmo, porra..."

Disseram que ele não vinha para um interrogatório, mas agora parecia que aquilo fora apenas uma mentira reconfortante de Caio.

Thalita abriu e fechou a boca, finalmente não resistindo e dizendo a Vinícius: "Irmão, não fique bravo."

Ela hesitou por dois segundos e, como fazia quando era criança, sentou-se ao lado dele, segurando seu braço e balançando-o levemente, olhando para cima com doçura:

"Eu e o Caio gostamos um do outro. Ele me trata muito bem, é uma pessoa excelente e já me ajudou muitas vezes."

Vendo que a expressão de Vinícius continuava pesada, Thalita teve uma ideia. Correu para o quarto, pegou o cartão Black que Caio lhe dera e colocou diante do irmão.

"Olha, irmão, o Caio me deu todo o dinheiro dele. Ele realmente gosta de mim com seriedade!"

Thalita tentava desesperadamente melhorar a imagem dele, olhando para Vinícius com expectativa: "Irmão... maninho..."

"Chega, eu não vou comê-lo vivo."

Vinícius soltou o braço dela e acariciou a cabeça da irmã com resignação. Seus olhos, habitualmente suaves, fixaram-se em Caio com extrema seriedade.

"Eu não me oponho a você estar com a Thali. Mas se você ousar decepcioná-la, ou tratá-la mal e fazê-la sofrer, nossa amizade acaba aqui."

"E eu garanto que não vou te deixar em paz. É bom você se lembrar disso, Caio!"

"Eu jamais a decepcionaria," Caio ergueu o olhar para Thalita, com os olhos negros profundos: "A menos que eu morra."

Thalita paralisou por um instante, então inflou as bochechas, sentou-se ao lado dele e segurou sua mão: "Isso, isso, isso! Nada de falar em morte, não diga bobagens!"

Ela enfatizou ansiosa: "Não quero mais ouvir esse tipo de coisa!"

Ao ver a irritação dela, os lábios de Caio curvaram-se em um sorriso terno. Ele apertou a mão dela: "Tudo bem, não falo mais."

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Vinícius, observando a interação dos dois, cerrou levemente os olhos e um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios. Ele finalmente tomou um gole do café e disse para Caio em um tom sugestivo:

"Daqui a dois meses, quando terminarem as provas finais da Thali..."

Caio olhou para ele em silêncio, esperando a continuação.

Vinícius pousou a xícara, com a voz totalmente calma agora: "Você vai comigo e com a Thali para a nossa cidade natal. Vai conhecer os mais velhos da família."

O significado oculto por trás de "conhecer a família" era claro para Caio. Na verdade, isso já estava em seus planos há muito tempo.

Ele assentiu: "Combinado."

A atmosfera de tensão dissipou-se instantaneamente. Thalita soltou um suspiro de alívio e, toda saltitante, pegou um pedaço de fruta e levou à boca de Vinícius: "Irmão, come uma frutinha."

Vinícius deu uma risadinha, bagunçou o cabelo da irmã novamente e aceitou a fruta.

"Ufa..."

Uma hora depois, após finalmente se despedirem de Vinícius, Thalita soltou um longo suspiro.

Caio a abraçou por trás, apoiando a cabeça suavemente sobre a dela. "É meia-noite, está com sono? Quer que o robô aqueça um leite para você?"

Normalmente, a essa hora, Thalita já estaria dormindo. Mas agora ela balançou a cabeça, levou-o pela mão até o sofá e aninhou-se em seu peito:

"Caio, não ligue para as coisas que meu irmão disse."

"Sinto que ele aprovou você. Ele até indicou para irmos ver a família, ele só..."

"Eu sei."

Caio depositou um beijo rápido nos lábios dela, com os olhos sorridentes: "Vou me comportar muito bem."

Thalita piscou, lambendo os lábios que ele acabara de beijar, com covinhas de felicidade surgindo nas bochechas: "Fique tranquilo, você é tão incrível que minha família com certeza vai te amar."

Naquela noite, Caio dormiu tranquilamente abraçado à sua garota. Desde que ela se mudara para lá, os pesadelos que o atormentavam por anos nunca mais voltaram.

Tudo parecia estar caminhando bem.

Era hora de colocar o pedido de casamento na agenda. Claro, ela só tinha dezenove anos; talvez sentisse medo de entrar em um casamento tão cedo. Ele não podia ser precipitado para não assustá-la; precisava primeiro sondar a atitude dela sobre o assunto antes de fazer planos detalhados.

"Senhor, estes são todos os movimentos e o paradeiro recente do jovem mestre."

Hospital particular da família, no exterior.

O senhor observava o neto mais velho, que estava deitado na cama com o rosto pálido, e seus olhos habitualmente afiados não puderam esconder o cansaço e a velhice.

"Parece que o Caio se importa muito com essa garota."

Ele sorriu, as rugas movendo-se em seu rosto envelhecido. "A ausência de amor e afeto é o que é mais terrível. Isso é bom."

Ele ergueu a mão, acariciando levemente o rosto magro do neto deitado, e disse calmamente: "Prepare as coisas. Quero conhecer aquela criança."

"Sim, senhor."

"Atchim!"

Ao sair da sala do reitor, Thalita não conseguiu evitar um espirro.

Luísa e Camila, que a esperavam do lado de fora, ficaram preocupadas.

"O que houve, Thali? Por que você está com essa cara? O que o reitor queria com você afinal?"

Thalita esfregou o nariz e sorriu para tranquilizá-las: "Não se preocupem, é só um resfriadinho por causa da mudança de estação. O reitor me chamou para uma coisa boa."

"Ele quer que eu pinte o novo mural artístico da faculdade e me ofereceu uma remuneração muito generosa."

Ao ouvirem isso, Luísa e Camila ficaram chocadas e logo começaram a comemorar por ela:

"Meu Deus, sério? Thali, você é demais!"

"Pois é, o mural artístico é muito importante para a faculdade. Antigamente, eles contratavam artistas renomados para fazer isso!"

"Isso é o reitor reconhecendo seu talento, é uma grande honra!"

"Essa é a nossa Thali! Com certeza vai ser uma pintora famosa no futuro, hahahah!"

As garotas conversavam e riam enquanto se afastavam.

Atrás delas, uma colega observava as silhuetas que partiam com um olhar frio. O ressentimento em seus olhos era como uma lâmina afiada, desejando perfurar aquela figura graciosa.

"Argh, está comemorando o quê?"

A outra seguidora disse com indignação: "O reitor é muito parcial. Claramente o seu talento é superior ao daquela sonsa, mas ele deu a oportunidade para ela. Que injustiça!"

"Espero que o destino coloque aquela garota no lugar dela e que ela estrague tudo!"

"É verdade..." a colega murmurou com um olhar sombrio: "Espero que o destino faça justiça."

 

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