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《O Destino em sua Pele》Capítulo 48

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48. A Esperança de Caio

À noite, a água das termas ondulava suavemente. Thalita estava aninhada no peito firme de Caio enquanto ele massageava sua cintura com ternura, ao mesmo tempo em que ela falava ao telefone com Luísa e Camila.

"Ele não me maltratou, nós fizemos as pazes."

Thalita virou o rosto para olhar para Caio, com um tom de voz alegre: "O Caio disse que gosta muito de mim. Eu que tinha entendido tudo errado antes."

Ao dizer isso, sentiu a pressão da mão dele em sua cintura aumentar levemente, e ele inclinou-se para dar um beijo involuntário em sua orelha. Thalita estremeceu, quase soltando um gemido, mas conseguiu se conter.

"Ele disse que gosta de você e você acreditou?"

A voz de Camila no telefone soava irritada: "Palavras de homem não valem nada. Falar é fácil!"

"Para mim, ele só está aproveitando que você é linda para te enganar. Não caia nessa!"

Luísa concordou: "É verdade, amiga. Tome cuidado e não deixe ele conseguir o que quer tão fácil. Como dizem, amor sem provas materiais é apenas areia ao vento."

"Se ele quer fazer as pazes, só falar não basta. Ele tem que provar com atitudes concretas!"

Camila continuou: "Exato! Homens bonitos como o Caio são os mais propensos a serem cafajestes, blá blá blá..."

As duas não paravam de criticá-lo, tentando "acordar" Thalita com todo o empenho. Thalita ouvia as amigas pintarem Caio como um crápula e assentia, segurando o riso: "Uhum, entendi... ahn..."

A mão em sua cintura desceu subitamente para outro lugar, e Thalita não conseguiu evitar um pequeno som, enquanto a água ao redor se agitava.

Houve um silêncio mortal do outro lado da linha.

Thalita tentou disfarçar: "Ah, é que eu..."

Antes que terminasse, Camila e Luísa soltaram um suspiro audível e disseram em uníssono: "Desculpe interromper."

Tu

.

No caminho de volta para o condomínio, Thalita ficou em silêncio, aflita. Para ela, Luísa e Camila eram mais que colegas de quarto; eram grandes amigas que se preocupavam de verdade com ela. Se um dia ela se casasse com Caio, certamente seriam suas madrinhas. Mas agora a imagem dele parecia ter despencado para elas. Ela precisava dar um jeito de reconciliá-los.

Ela estava tão imersa em pensamentos que nem percebeu que já haviam chegado ao prédio. Caio desligou o carro e aproximou-se para soltar o cinto dela.

"No que está pensando com tanta atenção?"

Ele soltou o cinto e deu um leve toque no nariz dela.

Thalita sorriu: "Em nada demais."

"Chegamos, vamos subir."

Ao entrar no apartamento, ela ainda planejava como melhorar a relação entre Caio e suas amigas. Caio abriu a porta com a digital e então...

BUM!

O som de um estouro e a voz eletrônica animada do robô assistente ecoaram: "Thali, bem-vinda ao lar!"

Confetes coloridos flutuaram pelo ar, caindo sobre ela. Thalita olhou atônita para a sala. As luzes estavam apagadas, mas sobre a mesa redonda com toalha de veludo, velas alaranjadas brilhavam, iluminando o ambiente. Rosas vermelhas, vinho em taças de cristal e pratos que pareciam deliciosos...

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Era um jantar romântico à luz de velas.

"Bem-vinda ao lar, Thali."

Caio a abraçou por trás, repetindo a frase com um olhar carinhoso. Thalita olhou para ele e disse, sem cerimônia: "Jantar à luz de velas? Caio, que clichê..."

Apesar das palavras, seus lábios se curvaram em um sorriso. Ela ficou na ponta dos pés, deu um beijo no queixo dele e sussurrou: "Mas eu amei."

A iniciativa dela rendeu um beijo profundo.

Mas não parou por aí. À mesa, Thalita olhou para o cartão preto e dourado que ele colocara em sua mão, com os olhos arregalados: "Caio, isso é...?"

"Meu cartão de salário. Todas as minhas economias estão aí. A partir de agora, você decide como usar."

Os olhos de Thalita se arregalaram ainda mais.

Decidir como usar?

Ela não era boba, sabia o peso de um cartão Black. Se ficasse com tudo, como ele manteria a empresa? Como pagaria os funcionários?

Ela tentou devolver: "Não, eu não posso aceitar."

"Aceite," ele disse com firmeza, fechando a mão dela sobre o cartão. "Não se preocupe com os salários da empresa; o financeiro da Yinha tem fundos próprios. Esse é meu dinheiro pessoal, e ele pertence a você."

Thalita mordeu o lábio e acabou aceitando: "Tudo bem, eu guardo para você. Se precisar, é só pedir."

Caio balançou a cabeça: "Não precisa guardar. Como eu disse, você pode gastar como quiser."

Para ele, ganhar dinheiro não era difícil. Ele tinha a capacidade e queria dar o melhor para sua garota. No futuro, haveria muito mais, e a Yinha não se limitaria apenas ao mercado chinês.

Antigamente, ele nunca imaginara que se apaixonaria, nem ousava esperar por amor ou calor familiar. Mas agora era diferente. Ele se esforçaria para que ela aceitasse ser sua esposa. Talvez tivessem bebês fofos e uma família feliz. Era o sonho de uma vida plena.

Ele a observava com ternura, seus olhos frios agora suavizados por um sentimento profundo, como águas de primavera que ninguém conseguiria recusar.

Thalita engoliu em seco e abriu um sorriso radiante: "Sim."

Foi um jantar maravilhoso. O robô assistente até ganhou um pedaço de bolo da "dona da casa". Embora não pudesse comer, ele guardou o presente em uma caixinha com carinho. Através da janela, a cidade brilhava. Após o banho, Thalita foi envolvida pelos braços de Caio em um beijo ardente.

Ele estava entregue, acariciando repetidamente a bela marca de begônia na pele dela. O ar tornou-se pesado e quente.

Justo quando tudo estava prestes a incendiar, a campainha tocou bruscamente.

Thalita paralisou, segurando o vestido desarrumado, e disse ofegante contra o peito de Caio: "Você... você convidou algum amigo?"

Caio pareceu lembrar-se de algo; sua expressão não era nada boa.

"É o seu irmão," disse ele, com a voz pesada.

Thalita: !!!

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