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《O Destino em sua Pele》Capítulo 45

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45. Ciúmes

A noite caía e as luzes da cidade começavam a brilhar no Hotel Starry Dream Thermal Springs.

Na piscina de águas termais ao ar livre mais luxuosa do local, entre vapores de água ascendentes, Thalita estava preguiçosamente debruçada na borda, sentindo-se tão relaxada que parecia que cada célula de seu corpo se abria.

"E então, eu não menti, né Thali? Não é maravilhoso?" Camila disse, olhando para ela.

Thalita assentiu: "Uhum."

Luísa também sorriu: "É realmente muito confortável."

Ela trocou um olhar significativo com Camila e disse: "Ei, Cami, você não disse que um amigo seu também viria? Cadê ele?"

Mal terminou de falar, uma voz masculina profunda soou de repente.

"Peço desculpas, cheguei tarde."

Dito isso, um homem vestindo um roupão de banho branco entrou lentamente pela entrada das termas.

Curiosa, Thalita fixou o olhar nele.

Ele era alto, aparentando cerca de 1,85m, com uma aparência refinada e elegante, pele muito clara e uma aura que poderia ser descrita como "suave como o jade".

Um tipo raro de homem bonito, pensou Thalita.

Claro, ainda não era tão bonito quanto Caio.

Ao perceber o que estava pensando, ela paralisou por um instante, seguida por uma onda de aborrecimento.

Ela tinha prometido não pensar nele, então por que ele voltou à sua mente?

Ela mordeu o lábio inferior, frustrada, e fechou seus lindos olhos amendoados, tentando expulsá-lo da cabeça. Só voltou a abri-los alguns segundos depois.

Contudo, assim que abriu os olhos, deu de cara com o olhar sorridente do homem que caminhava em sua direção.

O olhar de Thalita vacilou.

Por algum motivo, ela sentiu que o jeito que ele a olhava era estranho, mas não sabia dizer o porquê. Por educação, ela curvou levemente os olhos e sorriu para ele, como um cumprimento.

Ao ver isso, o homem pareceu atordoado por um breve momento.

Mas foi passageiro; seu sorriso tornou-se ainda mais evidente. Ele acenou gentilmente para Thalita, olhou para Luísa e se apresentou:

"Sou Heitor, um bom amigo da Cami e também o dono deste hotel de águas termais. É uma honra receber a senhorita Luísa e a senhorita Thalita. Se houver qualquer falha no atendimento, peço que me perdoem."

"Chefe, encontramos. A senhorita Thalita e as outras estão agora na piscina A."

No meio da encosta da montanha, Carlos entregou respeitosamente o tablet com as imagens capturadas para o jovem elegante que estava encostado preguiçosamente na porta do carro.

Ele soltou uma lufada de fumaça densa, pegou o aparelho e fixou os olhos negros na imagem.

Na vasta piscina termal ao ar livre, a garota doce e bonita estava conversando e rindo com um homem desconhecido; a atmosfera parecia excepcionalmente boa.

Não se sabia se era impressão de Carlos, mas ele sentiu que a temperatura no local esfriou subitamente.

Ele não resistiu em olhar de relance para o próprio chefe; as feições bonitas dele estavam agora marcadas por um traço de ferocidade.

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O cigarro ainda aceso foi esmagado impiedosamente entre seus dedos. Com uma voz fria como gelo, ele pronunciou quatro palavras: "Avise-os agora."

Dito isso, ele deu passos largos em direção à entrada principal do hotel.

"Atchim!"

Piscina A.

Ao ver que Thalita tinha tossido forte duas vezes e agora espirrava pesadamente de novo, Heitor não pôde deixar de franzir a testa, preocupado: "Senhorita Thalita, você está bem mesmo?"

Thalita esfregou o nariz: "Estou bem."

Ela comentou casualmente: "Talvez eu tenha ficado muito tempo na água e pegado um resfriado."

A água das termas era mantida em temperatura constante; em teoria, não haveria como se resfriar ali. Mas Heitor, olhando para a garota delicada à sua frente, pensou que talvez não fosse impossível. Talvez o vento noturno estivesse forte demais e realmente a tivesse resfriado.

"Peço desculpas, foi falta de consideração minha."

"Senhorita Thalita, que tal irmos para a sala de sauna? Seria perfeito para espantar esse resfriado."

Ele falava de maneira polida, agindo como um cavalheiro o tempo todo, o que tornava difícil recusar.

Luísa e Camila tinham sumido atrás de um churrasco, e como ele a estava atendendo pacientemente há um bom tempo, Thalita achou que seria falta de educação negar. Ela assentiu: "Tudo bem."

Momentos depois, dentro da sala de sauna.

No espaço envolto em vapor quente, Heitor providenciou especificamente uma massagista para Thalita.

A pressão confortável nos ombros e pescoço era um deleite digno da realeza; Thalita estava tão relaxada que começou a cochilar, a ponto de a conversa com Heitor ficar fragmentada.

Percebendo isso, Heitor diminuiu o ritmo da conversa e apenas ficou ali, sorrindo e observando-a em silêncio.

Ele pensou que, em seus mais de vinte anos de vida, aquela talvez fosse a garota que mais o encantara. Ela era linda, pura e doce, mas com um toque de charme involuntário. Sua personalidade parecia ser do tipo gentil, como uma coelhinha macia que dava vontade de abraçar.

Seu coração estava batendo em um ritmo perigoso.

Ele observava fixamente o perfil suave e sonolento dela. Depois de conversar com ela por tanto tempo, ele pensou que talvez já tivesse feito preparação suficiente.

Com esse pensamento, ele finalmente não resistiu e disse em voz baixa:

"Senhorita Thalita, fiquei muito interessado nas pinturas que você me mostrou. Gostaria muito de encomendar algumas ilustrações com você. Seria possível adicioná-la no WeChat?"

O silêncio se estendeu.

A massagista, sem parar o trabalho, olhou para ele e sussurrou: "Patrão, acho que a senhorita Thalita dormiu."

"Dormiu?" Heitor olhou para Thalita, que estava sentada ereta, com os olhos fechados e imóvel. Sua expressão era de total incredulidade: "Dormir sentada tão reta assim?"

Ele murmurou para si mesmo e, de repente, sorriu, olhando profundamente para ela: "Realmente muito fofa..."

Mal terminou de falar, batidas urgentes soaram na porta: "Patrão, há alguém causando confusão no saguão. Parece ser alguém importante e ele está exigindo ver o senhor pessoalmente."

Ao ouvir isso, Heitor franziu o cenho.

Ele acabou saindo, e a sala de sauna ficou subitamente silenciosa, restando apenas Thalita e a massagista.

Mas, instantes depois, a porta foi aberta novamente.

A massagista olhou para o jovem alto que acabara de entrar vestindo o uniforme de massagista e não pôde conter a surpresa: "Você..."

"Eu assumo. Pode ir descansar", disse o jovem calmamente, sem desviar os olhos da garota sentada.

"Tudo bem, obrigada." A massagista suspirou internamente pela beleza excessiva do rapaz e, sem pensar muito, saiu da sala.

"Hum..."

Thalita foi despertada por uma sensação de cócegas na cintura.

Ela abriu os olhos vagamente e, ao olhar para baixo, viu um par de mãos grandes e extremamente bonitas pressionando sua cintura com cuidado.

A pressão era confortável, e os dedos longos se afundavam levemente na carne macia de sua cintura enquanto faziam a massagem.

Era estranhamente íntimo.

E aquelas mãos...

Seu coração acelerou involuntariamente. Ela virou a cabeça devagar e deu de cara com um par de olhos profundos e magnéticos.

Sua respiração parou.

"Você..."

Thalita ficou olhando para aquele rosto familiar, com o cérebro quase em pane. No segundo seguinte, ao recobrar os sentidos, tentou se levantar para fugir.

Mas, antes que pudesse se mover, ele segurou seu pulso com facilidade e, com um puxão leve, prendeu-a em seu abraço.

"Me solta, Caio, você... hum..."

O som do protesto foi totalmente abafado por um beijo ardente.

Thalita estremeceu sensivelmente; sua força para lutar foi sendo drenada pouco a pouco por aquele beijo, até que seu corpo finalmente amoleceu por completo, encostando-se sem resistência ao peito dele.

 

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