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《O Destino em sua Pele》Capítulo 44

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44. Ele ficou desesperado

"Thali, por que você voltou?"

Desde que Bianca foi expulsa, Luísa e Camila voltaram para o dormitório.

Como o trabalho nas artes de "Laços do Destino" tinha terminado, elas ganharam alguns dias de folga. Era raro não precisarem ir à empresa e, mesmo sem aulas, podiam ficar no dormitório da faculdade.

Ao verem Thali chegando com uma mala, ambas ficaram surpresas: "Você não vai mais morar com o Caio?"

Thali balançou a cabeça, guardou a mala sob sua cama, subiu e fechou a cortina.

"Espera, o que está acontecendo?"

Luísa sussurrou para Camila: "Tive a impressão de que os olhos da Thali estavam inchados."

Camila franziu a testa e, sem dizer nada, subiu na cama, abriu a cortina de Thali e virou o corpo dela, que estava voltado para a parede, à força.

"Thali, você brigou com o Caio?" O tom dela era de preocupação.

Thali abriu os olhos, exausta, e disse sem expressão: "Não."

"Está escrito na sua cara e você ainda diz que não."

Camila insistiu: "Fala sério, ele te maltratou?"

"Realmente não."

Thali fechou os olhos novamente, querendo encerrar o assunto: "Estou com muito sono, não quero falar agora."

Camila não desistiu e apertou as bochechas dela: "Não durma! Explica o que houve. Precisamos saber o que aconteceu, e se você, sua boba, estiver saindo no prejuízo?"

Thali foi forçada a abrir os olhos novamente. Vendo que não tinha escapatória, desabafou: "Sinto que o Caio não gosta de mim."

Antes, quando ela o perseguia, ela não gostava dele de verdade, então não importava se ele gostava dela ou não. Mas as pessoas são gananciosas; agora que ela começou a gostar dele, esperava que ele sentisse o mesmo, ou até um pouco mais.

Mas todas as atitudes de Caio diziam a ela que, para ele, talvez aquilo fosse apenas uma novidade. Ela quis persegui-lo, e ele aproveitou para experimentar a sensação de namorar, mas sem se aprofundar.

Ele fazia todas as vontades dela, mas não entregava o coração.

Antes ela conseguia não se importar, mas agora não conseguia mais. Se não fosse um sentimento mútuo, era melhor não estarem juntos.

Além disso, ela não queria mais prendê-lo. Embora sua vida pudesse voltar ao caos a partir de agora... ela teria que suportar. Contanto que não morresse, estava tudo bem.

"Ele não gosta de você?" Camila estava incrédula.

"Não é possível. Contando com o tempo que você correu atrás dele, vocês já estão nessa há uns dois meses, não?"

Camila não acreditava muito. "Minha filha querida, você é tão fofa, linda e talentosa. Tem muita gente querendo você e não consegue nem chegar perto. Mesmo que o Caio fosse uma pedra, ele já deveria ter se apaixonado."

As palavras dela elogiavam Thali, mas também provavam o quanto ela tinha falhado. Perseguira alguém por tanto tempo e ainda não o havia conquistado, além de ter passado por tantos momentos embaraçosos.

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Quanto mais Thali pensava, mais queria desaparecer. "Enfim, ele simplesmente não gosta de mim."

Ela se virou para a parede novamente, recusando-se a falar.

Camila olhou para Luísa, lá embaixo, e deu de ombros, impotente.

Luísa fez um sinal com a boca:

E agora?

Camila pensou por um momento, fechou a cortina de Thali e desceu, puxando Luísa para fora do quarto para dar um pouco de paz à amiga.

Com o silêncio, Thali, que mal dormira na noite anterior, logo pegou no sono.

"Você pensou em um jeito?"

No campo de atletismo da faculdade, Luísa caminhava ao lado de Camila.

Camila deu um risinho: "Isso é fácil. Se o Caio não sabe valorizar, tem muita gente na fila!"

"O melhor remédio para uma decepção amorosa é um novo amor."

"Há tantos caras bonitos querendo a Thali aqui na faculdade. Vamos arranjar alguém melhor para ela."

Luísa assentiu: "Faz sentido. Mas em termos de aparência, acho que ninguém supera o Caio. Será que a Thali vai se interessar?"

"Se não acharmos no campus, procuramos fora!" Camila sorriu. "Por acaso conheço um rapaz. Caráter, família, aparência... excelente em tudo, não perde em nada para o Caio. Combina perfeitamente com a Thali!"

Luísa ficou interessada: "Sério? E o que você planeja fazer?"

Camila abraçou o ombro dela e se aproximou: "Esse meu amigo acabou de abrir um hotel com águas termais e já me convidou várias vezes. Hoje à noite vou organizar um encontro, e levamos a Thali..."

As duas planejaram tudo por um bom tempo. Quando voltaram para o prédio do dormitório, viram muitas garotas paradas do lado de fora. Elas fingiam conversar, mas não conseguiam esconder os olhares furtivos para uma certa direção.

Luísa e Camila olharam para onde todas apontavam. Ao verem aquela figura elegante e familiar, ambas paralisaram.

Não era outro senão Caio.

Ele estava encostado em uma árvore, com flores em uma mão e a outra no bolso da calça. Seus olhos afiados observavam fixamente a entrada do dormitório feminino, com uma expressão sombria no rosto bonito.

Parecia uma estátua perfeita, atraindo todos os olhares, mas com uma aura de "não se aproxime".

Tecnicamente, ele era o chefe de Luísa e Camila. Normalmente, elas tinham pavor dele e preferiam dar a volta a cruzar o seu caminho. Desta vez não foi diferente. Esqueceram completamente a coragem de minutos atrás, quando o xingavam de idiota no campo, e baixaram a cabeça, tentando ser invisíveis enquanto entravam rápido no prédio.

"Parem aí."

A voz magnética e familiar soou atrás delas. Luísa e Camila sentiram um arrepio e fingiram não ouvir, correndo para dentro.

Caio: "..."

Ele franziu a testa e olhou para o celular novamente.

As mensagens continuavam sem resposta; as inúmeras chamadas não foram atendidas.

Sua mente estava cheia da imagem dela chorando magoada na noite anterior e da frase:

Não quero mais gostar de você.

Naquele momento, ele percebeu o quão estúpido fora.

Ela era brilhante, intensa, direta, mas também sensível, insegura e sedenta por retribuição. Ele achava que estava respeitando-a ao manter distância, mas na verdade estava empurrando-a para longe com as próprias mãos.

Era natural que ela estivesse sofrendo.

"Festa nas águas termais?"

No quarto 105, Thali estava debruçada sobre a mesa, sem ânimo. "Eu não quero..."

"Não, você quer!" Camila a interrompeu com firmeza. "É um cartão de membro gratuito, só vale para hoje. Não vamos desperdiçar."

Luísa também insistiu: "É, Thali, vamos juntas. Banho de águas termais é uma delícia, tira todo o cansaço. Olha o tamanho das suas olheiras, talvez você melhore se for."

"E lá tem muita comida boa e diversão. Você vai ver, todos os seus problemas vão sumir."

Eliminar o cansaço, esquecer os problemas.

Thali realmente ficou tentada. Caio fumara seis vezes hoje e nem sequer comera até agora. Ela não queria pensar nele, mas tudo o que dizia respeito a ele a perseguia como uma sombra.

Aproveitar essa oportunidade para distrair a mente parecia uma boa ideia.

Com esse pensamento, ela assentiu: "Tudo bem, eu vou."

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