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《O Destino em sua Pele》Capítulo 41

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41. Não chore, bebê

"Bia, você vai comprar tudo isso?"

Thalita observou, chocada, enquanto Bianca entregava vários vestidos à vendedora para passar no caixa.

"Claro!"

Bianca lançou um olhar de soslaio para a vendedora de antes, com um sorriso de escárnio: "São apenas alguns vestidos. Se eu gosto, eu compro. Não é como se eu não pudesse pagar."

"Thali, desculpe te fazer esperar mais um pouco." Bianca sorriu para Thalita, pegou outro vestido e voltou para o provador.

Thalita abriu a boca para dizer algo, mas desistiu. Normalmente, Bianca era econômica, exceto com comida; aquele consumo vingativo era inexplicável. Como os conselhos não funcionavam, Thalita aproveitou a brecha para ir à loja de acessórios vizinha.

Uma vendedora logo a abordou: "Pois não, senhorita. O que procura?"

Thalita disse o que planejava há tempos: "Vocês têm gravatas masculinas?"

"Temos sim, por aqui, por favor."

A loja era enorme, vendendo desde ternos até abotoaduras. Thalita caminhou até o balcão de gravatas e, após uma olhada rápida, fixou os olhos em uma peça específica. Era uma gravata em azul-marinho profundo, com um brilho discreto e padrões sutis em relevo, finalizada com bordas prateadas. Transmitia uma sensação de luxo contido e nobreza.

Ficaria perfeita em Caio.

A vendedora, percebendo o interesse, começou seu discurso: "A senhorita tem um gosto excelente! Esta peça é o tesouro da nossa loja, a última unidade..."

Thalita ouviu pacientemente e, por fim, disse com doçura: "Sim, vou levar. Pode embrulhar, por favor."

Uma gravata de dez mil reais comprada sem hesitação ou pechincha; era o tipo de cliente que qualquer vendedor adora.

"Com certeza, senhorita! Só um momento!"

Thalita assentiu e continuou observando as abotoaduras no balcão ao lado. De repente, uma sombra se projetou sobre ela.

"Tuan Tuan, é você mesmo?"

Vinícius olhou maravilhado para a garota de beleza quase surreal à sua frente. Seu coração disparou. Pessoalmente, ela era infinitamente mais bonita do que nas fotos!

Thalita olhou confusa para o desconhecido. Quem era Tuan Tuan?

"Senhor, acho que o senhor me confundiu com alguém."

"Confundi?" Vinícius franziu a testa, ansioso. Pegou o celular e mostrou o histórico do WeChat: "Tuan Tuan, não me reconhece? Sou eu, o Vinícius!"

Thalita recuou um passo, assustada com a agitação dele. Ela olhou para a conversa que ele exibia e paralisou ao reconhecer uma foto de perfil familiar.

"BAM!"

A porta do dormitório foi aberta bruscamente. Luísa e Camila, que assistiam a um filme de terror, soltaram gritos agudos, quase morrendo de susto.

"A Bianca já voltou?" Thalita perguntou com a voz pesada.

"Ela não saiu para fazer compras com você?" Luísa notou o semblante pálido da amiga. "O que aconteceu, Thali?"

Thalita não respondeu. Saiu correndo do quarto e procurou por Bianca em todos os lugares que ela costumava frequentar, mas não a encontrou. Ligou inúmeras vezes, sem sucesso.

Se não tivesse culpa, por que se esconderia?

A dor da traição a atingiu novamente, tirando seu fôlego. Ela sentou-se exausta em um banco no campus, observando os estudantes passarem enquanto repetia mecanicamente as chamadas para aquele número.

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Até que a bateria do celular acabou. A tristeza e o cansaço a venceram; ela encostou-se no banco frio e adormeceu profundamente.

"Thali, Thali..."

O tempo parecia ter perdido o sentido. Algum tempo depois, uma voz grave e suave soou em seu ouvido.

Thalita abriu os olhos lentamente e deu de cara com um par de olhos profundos como estrelas.

"Por que está dormindo aqui? Está se sentindo mal?"

O jovem elegante estava ajoelhado diante dela. O gelo habitual em seu olhar fora substituído por uma preocupação terna. Sob esse olhar, a mágoa que Thalita tentara conter transbordou. Com o nariz ardendo, ela abraçou o pescoço firme dele e desabou em seu peito.

"Caio, Caio..."

Ela repetia o nome dele entre soluços, suas lágrimas caindo como pequenas pérolas sobre o coração dele. Ele a pegou no colo e sentou-a em suas pernas, acariciando suas costas com sua mão grande.

"Eu estou aqui."

O jovem, outrora frio, era pura doçura naquele momento. Ele inclinou a cabeça, beijando as lágrimas no rosto dela repetidamente. "Não chore, bebê. Eu estou aqui."

Thalita chorou até se cansar. O pôr do sol trazia um ar abafado, e o som das cigarras tornava-se fraco conforme a escuridão caía.

"Caio, vamos voltar," ela disse, segurando a mão dele e olhando-o com olhos vermelhos como os de um coelho. "Vamos para a sua casa."

Ela não queria voltar para o dormitório e ver nada que lembrasse aquela pessoa.

Caio sustentou o olhar e depositou um beijo consolador no canto de seus olhos tristes.

"Tudo bem. Vamos para a

nossa

casa."

Thalita sentiu o coração palpitar. Ele quis carregá-la nas costas, mas ela recusou, preocupada com a lesão no braço dele. Caminharam lado a lado, de mãos dadas, enquanto ela contava calmamente o que acontecera. Caio ouviu com paciência, acompanhando-a a pé desde o entardecer até as luzes da cidade se acenderem sob o céu noturno.

"Na verdade, não é a primeira vez que sou traída por alguém próximo. Minha melhor amiga de infância fez o mesmo," disse ela com a voz suave perdida no vento. "Caio, por que as pessoas fazem isso?"

Ela continuou desabafando, a voz carregada de incerteza: "Eu fiz algo errado? Eu sou... tão ruim assim?"

Antes que terminasse, a mão firme dele a puxou para um abraço apertado.

"Não é culpa sua," Caio sussurrou, acariciando o cabelo dela. "O erro está na natureza vil delas. Você não precisa se questionar por isso."

Ele ergueu o queixo dela, forçando-a a encará-lo: "Thali, você nunca será inferior a ninguém, entendeu?"

Thalita olhou fixamente naqueles olhos profundos. Seu coração acelerou novamente. Sem conseguir se conter, ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo rápido no queixo dele.

"Obrigada, Caio."

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