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《O Destino em sua Pele》Capítulo 39

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39. Beijando o Pomo de Adão

"O que está vendo?"

Meia hora depois, a videoconferência de Caio finalmente terminou.

Nesse momento, Thalita estava totalmente absorta no anime que Luísa lhe enviara.

"Um anime de romance muito fofinho, os protagonistas são uma doçura."

Ela respondeu sem desviar os olhos da tela por um segundo.

Seria tão bom assim?

Caio ficou curioso, aproximou-se e sentou-se ao lado dela para assistir junto.

Naquele momento, os protagonistas estavam se beijando.

Era um beijo muito casto, extremamente puro, mas, mesmo assim, Thalita assistia com os olhos brilhando e as bochechas coradas.

"Ah, que fofo," ela sussurrou, com os olhos redondos fixos na tela.

Caio achou que os personagens pareciam familiares, mas não conseguia lembrar onde os vira antes. Como não encontrou a resposta, parou de pensar nisso. Ele brincava distraidamente com os fios macios do cabelo dela, mas logo se sentiu insatisfeito; simplesmente passou o braço pela cintura fina dela e a puxou para o seu colo, como se ela fosse uma almofada.

"Ah, cuidado com o braço!"

O movimento foi súbito demais. Thalita deu um grito ao ver o antebraço direito dele imobilizado pela tala.

Felizmente, ele não sentiu dor. Thalita relaxou e permitiu que ele a segurasse.

O anime enviado por Luísa tinha doze episódios, cada um com cerca de dez minutos. Thalita estava no terceiro e já estava encantada. No quarto episódio, as cenas de beijo tornaram-se mais frequentes e evoluíram daquela pureza inicial. A interação começou a ficar mais intensa.

Thalita não pensou muito; afinal, com o sentimento crescendo, era natural.

No entanto, na cena atual, o protagonista estava ajudando a heroína com os estudos na casa dela. A garota, distraída pela beleza dele, não conseguia prestar atenção na lição. Devido à proximidade, ela acabou não resistindo e beijou levemente o pomo de adão dele.

O rapaz soltou um gemido baixo, ficou instantaneamente vermelho e a encarou por alguns segundos antes de puxá-la para um beijo profundo.

O beijo era tão nítido que se podia ver cada detalhe da entrega deles.

Thalita estava com o rosto fervendo e um tanto confusa.

Era só um beijo no pomo de adão... seria mesmo tão sensível assim?

Incapaz de se conter, ela virou-se um pouco e olhou para o pescoço de Caio.

O pomo de adão dele era muito bonito, com linhas nítidas e fluidas, como uma obra de arte esculpida; aquela saliência era particularmente atraente.

Céus, o pomo de adão de Caio parecia ainda mais bonito que o do personagem do anime!

Talvez o olhar dela estivesse intenso demais, pois Caio percebeu e olhou para baixo. "O que foi?"

A voz dele era grave e magnética. Enquanto falava, o pomo de adão se movia com a musculatura do pescoço — uma tensão silenciosa.

Thalita não disse nada, apenas observava. Naquele instante, ela compreendeu por que a protagonista do anime não resistira.

Como se estivesse sob um feitiço, ela imitou a cena e beijou o pomo de adão dele.

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"Huu..."

O ar ficou subitamente parado. Thalita ouviu apenas uma exalação profunda e pesada.

Ela piscou.

A reação dele não parecia ser tão forte assim.

Prática concluída: o anime devia ser um exagero, pensou ela.

Ela ia se virar para continuar assistindo, mas, nesse momento, a mão grande de Caio segurou firmemente a nuca dela.

Thalita olhou para cima, confusa. "O qu..."

Antes que terminasse, foi atingida pelo calor e pelo perigo que emanavam do olhar dele.

"Vai fugir depois de provocar?"

Ele disse isso com a voz rouca e, com um movimento rápido, desligou o tablet e o jogou de lado, pressionando-a contra o tapete.

Sobre a textura macia, os cabelos negros dela se espalharam, e os dedos longos do rapaz se infiltraram entre os fios, segurando-a com intimidade.

O fôlego dela parecia ter sido roubado; tudo entre eles era o aroma e o sabor dele.

A saia cor de cereja espalhou-se, e as pernas alvas ficaram presas sob o corpo dele, sem chance de movimento.

Estavam tão próximos que não havia espaço algum entre eles.

Afinal, o anime era conservador, pensou Thalita.

Ela apertou a cintura firme dele com as mãos, soltando pequenos sons involuntários enquanto o beijo se prolongava. Lágrimas cristalinas brotaram no canto de seus olhos, incapazes de serem contidas.

"Caio, chega..."

O beijo foi exaustivo. Assim que teve chance de respirar, Thalita implorou. Desta vez ele fora feroz demais; ela sentia que algo estava prestes a perder o controle.

Ao ouvir o pedido, Caio parou. Ele encarou os olhos dela, que brilhavam com a umidade, e seu pomo de adão subiu e desceu. Por fim, ele cedeu.

"Tudo bem," disse ele com a voz falha.

Ainda assim, ele manteve os braços em volta da cintura dela e, com um esforço leve, mudou a posição, fazendo com que ela ficasse deitada sobre o peito dele.

"Deixe-me segurar você um pouco." Sua voz estava carregada de tensão e desejo contido.

Thalita apoiou as mãos no peito dele, deixando-se abraçar, mas logo começou a sentir que algo não estava certo. Era uma pulsação que o tecido fino do vestido não conseguia esconder.

Uma sensação estranha surgiu em seu corpo. Era familiar; acontecera na noite anterior e a atormentara até o amanhecer.

As orelhas de Thalita ficaram vermelhas. Ela ficou imóvel sobre ele, sem ousar dizer nada, apesar do desconforto.

Não deveria ter sido tão curiosa, pensou com amargura. Agora ele estava sofrendo, e ela também.

Ela achou que apenas abraçá-la resolveria, mas com o passar do tempo, percebeu que estava enganada. Ele parecia cada vez mais desperto.

Thalita estava vermelha como uma cereja madura. Sem aguentar mais, sussurrou: "Caio..."

"Desculpe," Caio acariciou o cabelo dela com carinho. "Eu te assustei?"

Essas coisas às vezes fogem do controle, especialmente quando ela mesma acendera o estopim. Thalita não estava mais preocupada se o relacionamento era oficial ou não; para ela, já eram um casal de verdade. Beijos e intimidade seriam apenas questão de tempo.

No passado, ela resistia a isso, especialmente com o ex. Ele nunca a respeitava e vivia dando insinuações, fazendo-a sentir que o único objetivo dele era levá-la para a cama.

Mas com Caio era diferente. Ele sempre a respeitou e ajudou. No início, ela podia não sentir nada, mas com o tempo, era impossível não se apaixonar.

Então a situação se inverteu:

Ela é quem queria estar com ele.

Caio tinha o tipo de beleza que era difícil de recusar.

"Não," Thalita deu um beijo de consolo no queixo dele. "Você não me assustou."

Apesar disso, ela não fez mais nada.

Ajudá-lo? Ela poderia, mas não sabia como, e mesmo que soubesse, não queria ser a pessoa a tomar a iniciativa novamente, para não parecer desesperada ou ser chamada de "audaciosa".

E como ela não conhecia outros métodos que não envolvessem o ato em si, concluiu que, naquela noite, ele teria que resolver o problema sozinho.

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