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《O Destino em sua Pele》Capítulo 29

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29. Sentiu?

No banheiro, o som da água caindo era constante.

Dedos finos e delicados pressionavam a divisória de vidro transparente, apertando-a com dificuldade.

De repente, uma mão grande, longa e poderosa cobriu a sua, prendendo a mão pequena e macia em sua palma.

Com a respiração descompassada e ardente, Thalita lutava para escapar, mas era contida firmemente pelo corpo vigoroso atrás dela.

O ritmo e a força beiravam a ferocidade.

O som da água batendo no chão continuou por muito tempo.

Quando tudo se acalmou, aquela mão de articulações bem definidas segurou o queixo dela, forçando-a a virar o rosto para um beijo.

No entanto, no instante em que o beijo dele ia pousar, Thalita finalmente viu o rosto dele com clareza.

"Ah!"

Ela soltou um grito e abriu os olhos subitamente.

Aquelas imagens ambíguas e indescritíveis dissiparam-se em um instante.

Era apenas um sonho.

Thalita suspirou de alívio, sentindo as bochechas esquentarem logo em seguida.

Ela realmente tivera um sonho desses?

Por que ela sonhara com isso?

E o pior: por que, de todas as pessoas, tinha que ser com o Caio?

Será que, no seu subconsciente, ela desejava o corpo dele?

As memórias da noite anterior surgiram nítidas em sua mente.

Pensando agora naquelas atitudes e palavras fora de tom, ela agira como uma verdadeira pervertida!

O fato de Caio não ter batido nela mostrava que ele era realmente muito educado.

Dizem que o álcool dá coragem, e não era mentira; a coragem dela foi parar até nos seus sonhos.

Caio parecia tão frio e distante, no máximo resolveria as coisas sozinho na privacidade; como ele poderia ser como no sonho...

Que absurdo.

Pelo visto, ela teria que beber menos no futuro.

Sua cabeça estava pesada e dolorida.

Com a boca seca, ela olhou em volta para se situar.

O quarto de decoração minimalista estava em silêncio absoluto.

Não viu sinal de Caio, então imaginou que ele já tivesse ido trabalhar.

Sem ousar permanecer ali por mais tempo, ela se levantou e saiu rapidamente.

Após deixar o dormitório, Thalita não teve coragem de ir à empresa; em vez disso, pegou seu tablet de desenho e voltou direto para a universidade.

Caio: 【Já acordou?】

Assim que chegou à faculdade, a mensagem dele apareceu no WeChat.

Ao ver a notificação, ela imediatamente se lembrou do que fizera na noite anterior.

O calor subiu ao rosto e ela sentiu aquela vontade de se esconder em um buraco.

Thalita: 【Caio, me desculpa. Eu estava bêbada ontem. Se fiz algo errado ou disse algo inapropriado, não foi por mal. Espero que não esteja bravo.】

【Gif de porquinho pedindo desculpas】

Menos de cinco segundos após o envio, ele respondeu.

Caio: 【Não estou bravo.】

Três palavras curtas, sem a bronca que ela esperava.

Mas será que ele não estava bravo mesmo?

Colocando-se no lugar dele, Thalita achava que qualquer pessoa normal ficaria furiosa.

Logo, "não estou bravo" = "estou muito bravo".

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Quanto mais pensava, mais tinha certeza disso, e mais o medo crescia.

Esquece. Ela decidiu pausar o progresso da conquista por um dia.

Melhor esperar o fogo dele baixar; do contrário, continuar a investida agora seria como caminhar direto para o abate.

Com isso em mente, ela foi para o ateliê, colocou o celular no silencioso e mergulhou no trabalho de ilustrações para o jogo

Vínculos de Amor

, tentando esquecer as situações embaraçosas.

Por isso, quando viu as mensagens de Caio novamente, já eram sete da noite.

12:00

Caio: 【Quer almoçar junto?】

12:30

Caio: 【Tem aula hoje?】

18:00

Caio: 【Está desenhando?】

Thalita ficou surpresa.

Normalmente, se ela não o procurasse, ele não a procurava. Hoje ele fora estranhamente proativo em enviar tantas mensagens.

E ele até a convidara para comer?

"Com certeza é a refeição dos condenados", pensou ela.

Afinal, ela exagerara muito ontem.

Como responder?

Seu olhar percorreu as mensagens até parar em 【Está desenhando?】 e ela teve um estalo.

Thalita: 【Sim, Caio. Estou fazendo as artes conceituais dos personagens, por isso não vi o celular, desculpa.】

【As artes dos personagens principais estão prontas, falta um terço dos cenários.】

Mencionar o trabalho foi uma jogada mestre; ela queria mostrar que ainda era útil para que ele fizesse vista grossa para a ofensa de ontem. Thalita sentiu-se um gênio!

Além disso, o progresso dela era o mais rápido entre os grupos de produção.

Aquele era um jogo

otome

de baixo orçamento com um ciclo de produção folgado; o grupo de roteiro nem havia terminado os textos ainda.

Que chefe não gostaria de uma funcionária proativa?

Enquanto ela divagava, veio a resposta: 【Onde você está desenhando? Qual é a sala?】

Por que ele queria saber isso?

Thalita: 【Edifício de Artes, sala A606. Por quê?】

Caio: 【Certo, entendi.】

Thalita achou o comportamento dele muito estranho hoje.

Será que ele achava que ela estava mentindo para matar trabalho?

Sem conseguir entender, ela parou de pensar no assunto, guardou o tablet e pegou o quadro que não terminara no dia anterior para continuar a pintura.

Mais uma vez, ela era a última pessoa a ficar no ateliê.

Ela pintava com tanto foco que nem percebeu quando a porta se abriu.

"Está ficando bom."

A voz magnética soou subitamente atrás dela.

Thalita levou um susto tão grande que quase derrubou o pincel, mas felizmente parou a mão a tempo de não estragar a obra.

Ela se virou e olhou surpresa para o jovem alto e belo: "Caio, o que faz aqui?"

"Fiquei com vontade de comer naquele churrasquinho da rua Água Nuvem e vim buscar minha companhia de refeição", disse ele casualmente.

"Ah, entendi..."

Ela suspirou de alívio.

Desde que ele não estivesse ali para cobrar as contas de ontem, estava tudo bem.

"A pessoa nessa pintura..."

Ele olhou para o quadro no cavalete e deu um sorriso de canto: "Sou eu?"

Estava óbvio.

Ela desenhara justamente o momento em que ele jogava basquete.

Era uma imagem totalmente diferente da postura contida e opressora que ele tinha no trabalho.

Jogando bola, ele parecia radiante, jovem e cheio de energia, sem aquela frieza que afastava as pessoas. Parecia mais vivo, mais real.

Thalita assentiu: "Sim, é você. Pretendo te dar de presente quando terminar."

"Sério?"

Ele analisou a pintura por um tempo: "Está muito bem feita. Eu gostei."

"De verdade?"

Ela ficou radiante com o elogio.

Pelo visto, ele realmente não estava bravo com o que aconteceu ontem.

Ela fora maldosa em pensar mal dele.

"Sim."

"Mas essa mão precisa de um ajuste."

Thalita estranhou: "Hã?"

Caio puxou um banquinho e sentou-se ao lado dela, dizendo calmamente: "Ficou curta."

"Sério?" Ela olhou atentamente para a mão dele no desenho.

"Mas eu sinto que está na medida certa."

"Então sua sensibilidade está errada."

Dito isso, Caio ergueu a mão esquerda e disse: "Dê a sua mão."

Confusa, ela largou o pincel, dobrou o braço direito e virou a palma para ele.

Com o olhar profundo, ele abriu a palma da mão e entrelaçou os dedos longos nos dela, preenchendo todos os espaços.

"Sentiu?"

Ele a encarava com seus olhos de fênix levemente arqueados, com um ar inexplicavelmente provocador.

Thalita prendeu a respiração.

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