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《O Destino em sua Pele》Capítulo 25

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25. Gosta tanto assim de mim?

Dez minutos depois, ela finalmente soltou a mão dele com suavidade.

Caio baixou o olhar para o dorso da mão.

Em seguida, arqueou levemente a sobrancelha.

Ali, havia sido desenhado um pequeno lobo cinza em estilo cartoon.

"E então, é fofo?" A voz dela era suave e carregada de um sorriso; ao olhar para ele, seus olhos se curvaram como pequenas luas crescentes banhadas pelas águas da primavera.

"Por que um lobo e não outra coisa?" Caio perguntou, com o olhar escurecendo levemente enquanto a encarava.

"Na verdade, eu planejava desenhar um gatinho."

Ela piscou, percorrendo-o com o olhar de cima a baixo, e então deu um sorriso tímido: "Mas achei que um lobo combina mais com o seu temperamento."

Dito isso, ela estendeu a mão e tocou levemente o pequeno lobo cinza no dorso da mão direita dele.

"Caio, tente fechar o punho devagar para ver."

Caio não entendeu, mas seguiu a instrução.

Com esse movimento, o pequeno lobo desenhado inclinou levemente o corpo, fazendo uma reverência.

O significado era óbvio: um pedido de desculpas.

Foi a primeira vez que Caio viu um pedido de desculpas daquele tipo. Seus lábios frios e cerrados se curvaram levemente: "Infantil."

Thalita deu um sorriso sem graça e o observou com olhos que brilhavam como o reflexo da lua nas estrelas: "Você sorriu, então não está mais bravo, certo?"

O olhar de Caio já havia voltado para o púlpito; seu perfil bem definido lembrava uma estátua de mármore, fria e bela.

"Não estou bravo. Eu já disse, não pense demais."

"Uhum, que bom."

Por um tempo, a sala foi preenchida apenas pela voz pausada e difícil do velho professor.

Caio ouviu atentamente por alguns instantes, mas não resistiu e baixou o olhar novamente para o lobinho em sua mão.

Como que por impulso, ele fechou o punho mais uma vez, observando o lobo bobo e fofo fazendo a reverência.

Era realmente muito infantil, pensou ele, mas o canto de sua boca não pôde evitar um sorriso discreto.

"Espere, não está faltando um aluno nesta turma?"

Após o sinal, o velho professor se preparava para recolher suas coisas quando soltou essa frase.

"Professor, o Samuel pediu dispensa", explicou um colega, levantando-se.

"Dispensa? Eu não disse que não permito dispensas na minha aula? Quem falta perde pontos de participação!"

O professor imediatamente baixou a cabeça e começou a folhear a lista de chamada, resmungando: "Muito bem, Samuel de novo..."

Thalita, ao ver a cena, não conseguiu mais se segurar.

"Caio, acho que estou com dor de barriga, preciso ir ao banheiro. Me espera na sala, não vá embora, hein!"

Sem esperar resposta, ela pegou alguns lenços de papel na bolsa e, aproveitando que o professor estava ocupado tirando pontos do seu irmão azarado, saiu rapidamente da sala em direção ao banheiro feminino.

Como era hora de saída e o banheiro estava lotado, Thalita demorou consideravelmente.

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Quando voltou para a sala de Cálculo, quase todos já haviam ido embora, restando apenas duas figuras.

Uma era Caio, a outra...

Thalita reconheceu: era a beldade da faculdade, Letícia.

Naquele momento, os dois conversavam frente a frente e não notaram Thalita espiando pela porta antes de se esconder.

"Eu não gosto de doces, pode levar de volta."

A voz de Caio soou fria, sem qualquer emoção.

"Sério? Sinto muito," a voz de Letícia parecia um pouco sem graça, "eu não sabia que você não gostava. Da próxima vez eu trago outra..."

"Não será necessário." Caio a interrompeu bruscamente, e o som de passos indicou que ele estava prestes a sair.

"Espere um pouco!"

Ouviu-se o som de pés arrastando no chão e a voz ansiosa e instável de Letícia: "Caio, eu realmente gosto de você, gosto há três anos. Por favor, considere mais uma vez, pode ser?"

Na porta, Thalita ficou paralisada.

Ela estava presenciando alguém tentando "roubar" seu terreno?

"E o que eu tenho de errado?" A voz de Letícia estava embargada, misturando mágoa e frustração.

"Em termos de aparência, eu sou considerada a mais bonita da universidade, não sou?"

"E quanto à família, eu também não fico atrás. Embora não se compare ao seu clã, ainda somos uma das famílias mais influentes da cidade. Se você ficasse comigo..."

"Não pode!"

Thalita não aguentou mais e, sem conseguir se esconder, disparou para dentro da sala como um pequeno foguete.

Ela se colocou entre Letícia e Caio, afastando sem hesitar a mão da garota que insistia em tocar nele, e o protegeu atrás de si, como um pequeno animal cuidando de sua comida.

"Ele já é meu, você não pode fazer isso." Ela encarou Letícia com cautela.

Caio também ficou levemente atônito ao ver aquela figura pequena surgir subitamente à sua frente.

O aroma delicado de flores de macieira-silvestre invadiu seus sentidos, e a impaciência e irritação que sentia dissiparam-se milagrosamente.

Ele não disse nada, apenas baixou o olhar em silêncio, com a atenção totalmente capturada pelo redemoinho de cabelo no topo da cabeça dela.

"Você..." Letícia olhou para a Thalita que aparecera do nada, com uma expressão terrível: "O que você disse?"

"Eu disse que ele já é meu namorado", Thalita encarou o olhar chocado e furioso da outra. Embora sentisse um pouco de medo, ela sustentou o olhar com coragem.

"Por isso, por favor, pare de incomodá-lo, pode ser?"

Dito isso, ela não olhou mais para a outra. Virou-se subitamente e abraçou com força a cintura firme de Caio, olhando para ele com insegurança.

"Caio, você me prometeu naquele dia, lembra?"

Prometeu tentar com ela primeiro, simular como era namorar.

E agora eles ainda estavam no período de teste...

Thalita olhou para ele com um ar de súplica, enfatizando com ansiedade: "Uma pessoa não pode ser volúvel nem faltar com a palavra. Você vai voltar atrás?"

O toque em sua cintura era macio e quente.

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O olhar que ela lhe direcionava lembrava o de um cervo puro e inocente na floresta, capaz de amolecer o coração de qualquer um.

Caio deu um leve sorriso. Ao erguer a mão, a polpa do seu polegar acariciou suavemente os olhos bonitos dela e, após um longo silêncio, ele sussurrou: "Não vou voltar atrás."

"Vocês... vocês dois..."

Ao presenciar aquela cena íntima e dolorosa, Letícia ficou com os olhos marejados e saiu apressada, humilhada.

No entanto, antes de ir, o olhar de ressentimento e amargura que lançou fez o coração de Thalita estremecer levemente.

"Ainda não vai soltar?"

Alguns segundos depois, Caio falou.

Thalita voltou a si subitamente, soltou a cintura dele e deu um pequeno passo para trás.

"Aquele...", seu rosto estava vermelho e sua voz, de tanta vergonha, tornou-se um sussurro: "Desculpe, eu só fiquei com medo de você ter esquecido, por isso..."

Ela parou por ali, baixando a cabeça em reflexão silenciosa.

Será que ela fora agressiva demais e assustara o Caio?

Sendo tão pouco recatada, será que ele a desprezaria?

Será que ele cancelaria o teste de repente?

Enquanto divagava, viu que ele se aproximava. Ele se curvou subitamente, trazendo seu rosto bonito para perto do dela.

"Thalita,"

Seus olhos de fênix, afiados e belos, estavam levemente arqueados, com um ar inexplicavelmente provocador. Suas pupilas negras e profundas, como um abismo escuro, fixaram-se nela.

"Gosta tanto assim de mim, é?"

Era uma distância em que as respirações se misturavam.

Thalita olhou fixamente para os olhos risonhos dele e, por puro nervosismo, engoliu em seco.

Gostar?

Thalita perguntou a si mesma e, no fundo, a resposta era provavelmente "não".

Poderiam chamá-la de inescrupulosa ou de insensível.

Tudo o que ela fazia tinha um único objetivo: tornar-se namorada dele para poder contê-lo legitimamente.

Afinal, através da conexão física, ela conhecia seus segredos e hábitos mais íntimos, muitos dos quais eram embaraçosos até de mencionar.

Mas, se ela fosse a namorada, seria diferente.

Não importava o quão embaraçosas fossem as situações, como namorada ela teria o direito de intervir.

Claro, ninguém deve ser cruel; já que ela o estava cortejando, assumiria a responsabilidade.

Ela tentaria gostar dele de verdade.

Mas, pelo menos por enquanto, ela ainda não sentia esse amor profundo; era mais uma sensação de conquista por estar cumprindo sua missão.

Ela só não sabia em que momento dera a Caio aquela impressão errada.

Isso não provava que seus métodos atuais de conquista estavam sendo um sucesso?

Pensando nisso...

"Sim," Thalita assentiu com firmeza. Erguendo os olhos, encarou-o seriamente e disse palavra por palavra: "Eu gosto... gosto muito de você!"

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