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《O Destino em sua Pele》Capítulo 24

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Dele

Com isso em mente, ela continuou a mostrar serviço e colocou o copo grande de leite de soja, já com o canudo, bem diante dos olhos dele.

Ele: ???

Ela fez uma expressão inocente: "É demais, não consigo terminar. Você me ajuda com a metade primeiro, pode ser?"

Ele: "..."

"Você é um gatinho por acaso?" Ele soltou uma risada leve, mas parecia ser de indignação.

Ela não acompanhou o raciocínio dele: "Hã?"

Ao ver aquele ar bobo e inocente dela, as palavras que ele ia dizer ficaram presas na garganta.

Esquece, provavelmente o apetite de um gato seria maior que o dela.

"Nada."

"O que você não conseguir terminar, me dê depois."

Dito isso, ele começou a mexer na lista de chamada, preparando-se para a verificação.

"Ah." Ela percebeu que ele havia aceitado.

Ficou feliz em silêncio, mas não tocou no leite de soja; afinal, aquilo fora preparado para ele desde o início.

Aquela interação deixou quem estava observando de queixo caído.

Droga, aquele era mesmo o monitor implacável da turma deles, o "grande demônio" e o galã frio da faculdade?

Será que ele tinha sido possuído por outra alma?

"Eu não aguento mais!" Um dos colegas esfregou os braços de forma exagerada.

"Nem eu!" O outro se contorcia como uma minhoca ao lado, lamentando-se: "Droga, esse cheiro azedo de romance... quando é que eu vou poder experimentar isso pessoalmente?!"

Na era da internet, tudo pode ser lento, menos a fofoca.

Em menos de dez minutos, a notícia de que o galã da universidade tinha uma namorada se espalhou pelo fórum da faculdade, pelo mural de confissões e por todos os grupos de conversa.

No entanto, ela não sabia de nada disso.

Depois que ele terminou a chamada, o professor de Cálculo chegou e a aula começou. Os alunos barulhentos logo ficaram em silêncio.

E ela, que havia comido o bolinho de batata-doce, começou a sentir sono.

Como não o ajudara a dormir na noite anterior, ele tivera insônia até tarde.

Agora, ele parecia disposto, mas a enxaqueca dele era algo que ela não suportava sentir. Ela se deitou sobre a mesa, tentando usar o sono para anestesiar a dor latejante em sua cabeça.

"Vou escolher um aluno para responder a esta pergunta!", disse subitamente o velho professor no meio da aula.

Ao ouvir isso, todos os alunos ficaram tensos.

"Cacete, lá vem ele de novo!" O colega ao lado começou a rezar baixinho: "Não me escolhe, não me escolhe, meus pontos de participação já estão no limite!"

Mal ele terminou de falar, o professor abriu a boca: "A aluna à direita do monitor, levante-se e responda."

A sala ficou em um silêncio absoluto.

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A expressão dele travou por um instante.

Sentindo aquele silêncio incomum, ela abriu os olhos por puro reflexo. No momento em que ergueu o rosto, encontrou o olhar severo do professor.

"Aluna, responda a esta pergunta", repetiu o professor.

O sono dela sumiu instantaneamente. Ela apontou para si mesma, incrédula: "Eu?"

O professor já mostrava sinais de descontentamento: "Quem mais seria?"

Ela sentiu um aperto no peito e ia se levantar, mas ele subitamente se pós de pé e respondeu à pergunta com total fluidez no lugar dela.

"Bem, muito bom. Pode se sentar."

Ao ouvir isso, ela respirou aliviada e ia agradecer ao rapaz, mas o professor falou novamente: "Agora, a aluna, levante-se para responder à próxima pergunta."

Ela: "..."

Os colegas ao lado lançaram olhares de piedade, enquanto outros alunos tentavam segurar o riso.

Sem saída, ela percebeu que o professor não pretendia deixá-la escapar e teve que se levantar.

Nesse momento, ele se levantou novamente: "Professor, eu respondo por..."

"Você, sente-se!" Antes que ele terminasse, o professor o interrompeu bruscamente, encarando-a com seriedade.

"Quem se atreve a dormir na minha aula é porque já entendeu tudo e não precisa mais ouvir. Então, ajude a tirar as dúvidas de todos, aluna."

O professor lançou um olhar opressor sobre ela.

Ela olhou para o problema de matemática no quadro digital e sentiu o mundo desabar.

Sendo estudante de Artes, ela nem estudava Cálculo e não sabia responder nada, ainda mais sendo péssima em matemática.

"Não fique nervosa," ele sussurrou ao lado dela. Sua voz baixa e estável era reconfortante: "Diga apenas que não sabe, não tem problema."

Ouvindo isso, ela se sentiu um pouco melhor.

"Desculpe, professor, eu não sei", ela respondeu honestamente, baixando a cabeça.

O professor franziu o cenho.

"Professor, não complique para ela. Ela é das Artes, não é da nossa turma, é apenas 'familiar'!"

Alguém soltou esse comentário no fundo da sala.

"Artes?" Ao ouvir isso, a irritação do professor desapareceu: "Com razão."

Exigir que uma estudante de Artes respondesse Cálculo era, de fato, pedir demais. Mas...

"Familiar de quem?", perguntou o professor de repente.

"Do monitor!"

"Isso, isso, professor! Nós somos testemunhas!"

Alguns alunos responderam com entusiasmo, enquanto outros faziam coro para aumentar a diversão.

"Do monitor, entendi", disse o professor em tom de surpresa.

O rosto dela já estava vermelho como uma cereja. Ela baixou a cabeça mordendo os lábios, sentindo as pontas das orelhas quase saindo fumaça de tanto calor.

Que vergonha!

Inesperadamente, no segundo seguinte, o professor comentou: "Sua namorada é muito bonita."

Ela ficou atônita e ergueu os olhos com cuidado.

O professor olhou para ele e depois voltou a olhar para ela. Sua voz estava audivelmente mais suave do que antes:

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"Mas já que veio, aproveite para ouvir o que puder. Se não entender, pelo menos não durma sobre a mesa, certo?"

Ela piscou os olhos e reagiu rapidamente, balançando a cabeça como um passarinho: "O professor tem razão, eu errei."

Vendo o jeito doce e obediente dela, o professor assentiu levemente: "Pode se sentar."

Ela se sentou, com os olhos bem abertos e a coluna ereta, as mãos apoiadas sobre as pernas, comportada como uma criança do primário.

Ele a observou em silêncio. Por um momento, não conseguiu se conter; seus olhos se estreitaram e os cantos de sua boca se curvaram, incapazes de resistir à fofura daquela cena.

"Professor, eu protesto! Isso é privilégio de familiar do monitor? O senhor está sendo muito parcial!"

"É verdade! Da última vez que meu familiar veio, o senhor não foi assim! O senhor até me mandou sair junto com ela! Estou magoado..."

A sala inteira explodiu em gargalhadas.

O rosto dela estava mais do que corado. Ela olhou para ele com culpa: "Desculpa, Caio, fiz você passar vergonha."

"Não pense nisso." Ele olhou para o corpo tenso dela e suavizou a voz: "Não precisa ficar tão nervosa. Relaxe. Pode desenhar, só não durma sobre a mesa."

"Ah."

Ao ouvir isso, ela relaxou a postura e pegou suas tintas, decidida a começar a desenhar.

No entanto, quando ia pegar o bloco de desenho, uma ideia surgiu.

Ela olhou para ele, hesitou por um momento e, por fim, puxou a mão dele com cuidado.

Ele estava concentrado na aula e, ao sentir o toque, fingiu não notar, deixando que ela fizesse o que quisesse.

Momentos depois, uma sensação levemente fria e que causava cócegas começou a percorrer o dorso de sua mão.

 

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