localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Destino em sua Pele Capítulo 18

《O Destino em sua Pele》Capítulo 18

PUBLICIDADE

Capítulo 18: Coelhinho Doce e Gentil

Thalita continuou revisando os desenhos até meia-noite.

Antes de ver Caio à tarde, ela achava que sua primeira versão do Alucard estava aceitável. No entanto, depois de encontrá-lo, sentiu que aquele rascunho não valia nada.

O progenitor de uma linhagem de sangue fria?

Aparência atraente, mas com uma aura implacável?

Caio era a inspiração perfeita!

Em comparação a ele, sua primeira versão tinha beleza de sobra, mas carecia daquela aura perigosa de quem impõe respeito sem dizer uma palavra.

Mas agora...

Thalita fixou os olhos na nova ilustração no computador e, sem hesitar, abriu o WeChat de Caio.

Thalita: 【Caio, você já dormiu?】

Embora tenha perguntado, ela sabia que ele estava acordado. Ultimamente, ele sofria de insônia quase todas as noites até tarde.

Como esperado, a resposta veio rápido.

Caio: 【Não. O que houve?】

Thalita: 【Fiz uma nova versão da imagem do Alucard, pode dar uma olhada para mim?】

Sem esperar resposta, ela enviou o novo arquivo.

No dormitório dos chefes, Caio observou a imagem por um momento antes de responder: 【Pode finalizar.】

Thalita, ao ver a mensagem, não conteve a alegria: 【Eba!】

Em seguida, enviou uma figurinha de um porquinho girando de felicidade.

Caio olhou para a figurinha, deu um leve sorriso e desligou a tela. Mas, dois segundos depois, o celular vibrou novamente.

Desta vez era uma mensagem de voz.

Ele apertou o play e a voz doce e suave da garota preencheu o quarto silencioso.

【Caio, você sabe em quem me inspirei para esta versão do Alucard?】

Os dedos longos de Caio digitaram apenas um: 【?】

Thalita fez um biquinho ao ver o ponto de interrogação.

Ele era calado demais. Não, esta noite ela o faria conversar até ele cair no sono!

Insônia? Diante do seu "método de hipnose", isso não existiria mais.

Com isso em mente, ela iniciou uma chamada de voz.

A ligação foi atendida em dois segundos.

Antes que ele falasse, Thalita se antecipou: "A inspiração é você, Caio!"

A voz dele não demonstrava emoção: "Eu?"

"Sim, sim."

Ela se deitou de bruços na cama, apoiando o queixo na mão, e riu: "Você fica tão sério quando trabalha, parece o meu pai quando está prestes a me dar um castigo severo."

Que tipo de comparação era aquela?

Caio arqueou a sobrancelha, achando graça da audácia: "Pareço seu pai?"

"Uhum~"

Thalita riu baixinho. "É um elogio! Significa que você é muito maduro!"

"É mesmo?"

O tom de Caio subiu levemente, parecendo que ia rir ou que estava indignado: "Então, eu deveria agradecer pelo elogio?"

"Não precisa de tanta cerimônia. Se você gostou, posso te elogiar sempre."

Thalita brincou e acabou rindo sozinha. A voz suave e cristalina rompeu o silêncio estagnado do quarto dele.

Os nervos de Caio, antes confusos e irritados, acalmaram-se estranhamente. Sem que ele percebesse, o vinco entre suas sobrancelhas relaxou.

"Sabe, Caio, eu li todo o seu guia de ambientação. Achei as histórias de cada protagonista incríveis."

PUBLICIDADE

"Se eu não soubesse que você é um homem, juraria que o planejador geral era uma mulher!"

Caio colocou o celular no travesseiro, deitou-se de costas e fechou os olhos levemente: "Por que diz isso?"

Thalita explicou: "Porque sinto que os valores de cada personagem são muito corretos. Eles respeitam muito as mulheres, e isso faz o coração bater mais forte."

"O planejador é como a mãe do jogo. Então, Caio, você com certeza é alguém que respeita muito as mulheres..."

Ela começou a falar sem parar, desde as características dos personagens até a origem da ideia do jogo e por que ele decidiu criar um jogo

otome

.

Na maior parte do tempo, Caio apenas ouvia em silêncio, soltando um breve "hum" ocasionalmente.

Sem perceber, uma hora se passou.

Thalita notou que o outro lado da linha ficou completamente mudo. Escutando com atenção, pôde ouvir uma respiração leve e compassada.

Caio adormeceu.

Ao confirmar isso, Thalita sentiu uma sensação de dever cumprido imensa!

Aquele campeão de virar noites, o mestre da insônia, finalmente dormiu!

Thalita sorriu e enviou uma última mensagem de voz: "Boa noite, Caio. Tenha bons sonhos."

Depois, desligou o celular e fechou os olhos exausta.

Caio realmente teve um bom sonho naquela noite.

Pela primeira vez em anos, as cenas sangrentas e aterrorizantes que o atormentavam não apareceram.

Ele sonhou que tinha um coelhinho — branco e muito macio de abraçar.

O bichinho gostava de ficar grudado nele, pedia colo e balançava as orelhas peludas para animá-lo quando ele estava de mau humor.

Às vezes, quando o coelhinho se sentia injustiçado, apenas olhava para ele com olhos de âmbar marejados, de forma lamentável.

Era como estar em um refúgio de ternura, reconfortante e curativo.

Dormiu profundamente até o amanhecer.

"Ah!"

No dia seguinte, no dormitório 105 da faculdade.

Thalita voltou da empresa para as aulas da manhã e passou no quarto para pegar seu tablet.

Mas, assim que abriu a porta e entrou, seu pé pisou em algo escorregadio e ela caiu para frente.

O joelho, que estava quase curado do machucado anterior, sofreu um novo impacto.

As lágrimas escorreram de dor. Ela olhou para trás para ver o culpado da queda:

Era um osso de frango roído de forma nojenta.

"Ora, voltou?"

A porta do banheiro se abriu e Helena saiu.

Ao ver Thalita caída, Helena teve um lampejo de surpresa, mas após dois segundos de hesitação, voltou para seu lugar sem expressão.

"Helena, foi você quem jogou este osso aqui?" Thalita perguntou enquanto se levantava cambaleante.

"Foi", Helena admitiu secamente.

Thalita sentou-se na cadeira mancando, assoprou o joelho e sugeriu com educação: "Helena, da próxima vez, jogue no lixo, por favor."

Cair era o de menos; atrair baratas ou ratos era algo que Thalita não suportaria.

Helena soltou uma risada sarcástica e olhou para ela com desprezo: "O que quer dizer com isso? Está me chamando de mal-educada?"

Thalita ficou confusa: "O quê? Eu não disse isso."

"Pare de fingir! Está escrito na sua cara!" Helena rebateu friamente.

"Não, você entendeu errado, é que meu joelho realmente..."

"Chega! Não quero ouvir!" Helena a interrompeu.

"Meus hábitos são esses. Se você, a princesinha mimada, não consegue viver assim, mude-se daqui. A porta é a serventia da casa."

Dito isso, sentou-se e voltou a assistir sua novela.

Thalita, bombardeada por aquela agressividade gratuita, perdeu a paciência, por mais dócil que fosse.

Suas sobrancelhas finas se franziram levemente: "Helena, o que há de errado com você? Eu te fiz alguma coisa?"

 

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia