localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Entre Lobos: A Herdeira Rejeitada ​​​​​​​CAPÍTULO 21: Eu posso me deixar ser usado por você

《Entre Lobos: A Herdeira Rejeitada》​​​​​​​CAPÍTULO 21: Eu posso me deixar ser usado por você

PUBLICIDADE

CAPÍTULO 21: Eu posso me deixar ser usado por você

O leilão foi interrompido no meio.

Todos os itens tiveram sua origem rastreada novamente.

Rapidamente, a Embaixada da China na França iniciou os procedimentos de processamento interno e externo, enviando um adido consular para acompanhar o caso e contatar as autoridades francesas.

Cada lado designou um perito avaliador com certificação nacional.

Como a embaixada temporariamente não dispunha de um avaliador fixo, Alice, que possuía as credenciais necessárias, teve que atuar como representante temporária.

Alice iniciou o trabalho na sala de perícia enquanto esperava pela chegada do outro perito francês.

Ela teve que retirar todo o seu disfarce e vestir um traje de trabalho.

Prendeu o cabelo, calçou as luvas e caminhou até a pintura.

Ligou a iluminação especial para restauração e perícia, observando a paisagem de neve e geada que saltava do papel.

Os traços de pincel e tinta eram peculiares, repletos de selos vermelhos — as marcas deixadas por cada colecionador ao longo das gerações.

Era uma obra autêntica.

E era, de fato, a mesma que ela vira no museu nacional há três anos.

Alice soltou um leve suspiro.

Logo, a porta se abriu novamente.

Ao ver quem entrava, Alice ficou surpresa: "Professora Lina."

A outra pessoa também exclamou: "Oh meu Deus, Senhorita Alice?"

Lina expressou seu carinho com entusiasmo, abrindo os braços para caminhar em direção a Alice, mas parou antes de tocar em seu avental de trabalho ao perceber a situação, recuando com um "não, não, não".

Ela perguntou: "O que aconteceu? Ouvi dizer que a casa de leilões teve sérios problemas hoje."

Alice indicou a pintura: "Isto."

Lina era uma professora que Alice conhecera durante seus estudos nos Estados Unidos, quando Lina realizava um intercâmbio acadêmico de curta duração.

Alice explicou: "Esta pintura pertence originalmente à coleção da família Su, de Xangai. Foi uma joia doada gratuitamente ao museu na década de 1980."

"Sempre esteve guardada e em exibição no museu. Eu a vi lá há três anos."

"Não esperava vê-la novamente fora do museu, mas sim em uma transação de leilão no exterior."

Lina percebeu a gravidade da situação: "Trata-se de uma relíquia cultural que saiu ilegalmente."

"Sim."

Lina assentiu: "Certo."

Ela foi trocar de roupa: "Não se preocupe, querida. Ouvi dizer que a embaixada já interveio."

"Como é um item de acervo museológico, a cadeia de evidências é completa. Se a perícia confirmar a autenticidade, vocês receberão uma resposta justa."

Alice sorriu: "Só não esperava que fosse tanta coincidência que a senhora viesse."

"Isso certamente tornará nosso trabalho muito mais tranquilo."

"Pode não ter sido apenas coincidência." Lina terminou de se vestir: "Um amigo entrou em contato comigo e pediu que eu fizesse esse favor."

O coração de Alice falhou uma batida: "Amigo?"

Lina sorriu. Como vivia imersa no mundo acadêmico, não conhecia as fofocas externas ou os assuntos familiares de Alice.

Portanto, não sabia da relação entre eles.

PUBLICIDADE

"Vocês se conhecem, não?"

"Gustavo."

Ao ouvir esse nome, os cílios de Alice tremeram: "Ele é meu..."

A palavra "irmão" chegou à ponta da língua, mas ela não conseguiu pronunciá-la.

Porém, qualquer outra definição era ainda mais difícil de dizer.

"Sim, nós nos conhecemos."

Alice saiu da sala de perícia. No corredor, ainda havia policiais e adidos da embaixada negociando.

Além de alguns jornalistas de plantão.

Afinal, aquela era uma notícia importante.

Assim que viram a porta se abrir e a perita sair, a mídia avançou em massa instantaneamente.

A velocidade foi tanta que nem a polícia conseguiu reagir a tempo.

Alice foi subitamente cegada por alguns flashes. Lina fechou rapidamente a porta da sala de perícia para evitar que a luz danificasse a obra.

Antes que Alice pudesse abrir os olhos, seu braço foi segurado e uma figura alta se colocou à sua frente.

Gustavo, sem dizer uma palavra ou responder às perguntas dos repórteres, empurrou-a diretamente para a saída de emergência ao lado.

Os policiais logo atrás deram cobertura.

Bloqueando a mídia lá fora.

Alice cambaleou e, quando Gustavo parou, talvez pelo empurra-empurra da multidão ou pela inércia, ela acabou colidindo contra ele.

Pressionando-o diretamente contra o corrimão da escada.

Alice ouviu o som fraco de compressão e inspiração vindo do peito do homem.

Aquele som grave exalava um feromônio masculino indescritível.

O ar estagnou por um instante.

Apenas a sensação da palma da mão masculina, áspera e quente, em seu braço permanecia nítida.

Aquele calor parecia viajar por suas veias, penetrando em cada fresta de seu corpo.

Gustavo não fez movimentos desnecessários; apenas a firmou e disse: "Desça primeiro."

"Tem alguém esperando no estacionamento subterrâneo."

Mas o lugar onde ele a segurava era a cintura.

O gesto de prender sua cintura para trazê-la para perto era familiar e natural.

Como se, sem que Alice soubesse.

Ele já tivesse testado aquilo inúmeras vezes em sua mente.

Alice obedeceu de forma atordoada e desceu as escadas.

Mas o lugar onde fora tocada logo começou a queimar.

Uma sensação impossível de ignorar.

Gustavo voltou para buscar a Professora Lina.

A mídia apertou tanto a senhora que ela exclamou várias vezes; só relaxou ao entrar na saída de emergência, agradecendo a Gustavo.

Alice chegou ao estacionamento subterrâneo. O motorista, ao vê-la, ligou imediatamente o sinal de alerta do carro.

Cherry também recebeu a notícia cedo e veio dar apoio.

Alice estava no meio do caminho quando ouviu: "Alice?"

Seguindo a voz, viu Slyvia caminhando em sua direção com uma expressão de surpresa: "O que você está fazendo aqui?"

"Com quem você veio?"

Alice a conhecia, mas naquele momento não tinha energia para socializar.

Apenas segurou a mão de Slyvia em um breve abraço: "Slyvia, estou muito cansada, conversamos outro dia."

"O que aconteceu?" Slyvia tinha muito a dizer: "Você viu? No leilão de hoje, alguém chamou a polícia dizendo algo sobre relíquias ilegais, levei um susto enorme."

PUBLICIDADE

Enquanto falava, ela começou a notar algo estranho.

O ambiente silenciou por um momento.

Slyvia olhou para o vestido de Alice e, tirando o chapéu e a máscara que já haviam sido removidos pela necessidade do trabalho, uma familiaridade estranha surgiu: "Você..."

Em seguida, a expressão de Slyvia mudou de conversa casual para choque: "Aquela pessoa era você?!"

Alice já havia sido fotografada pela mídia, então não havia por que esconder; ela assentiu.

Slyvia sentiu-se ridícula: "Você não tem ideia, eu não te reconheci no começo. Meu irmão até achou que você fosse uma amantezinha que o Gustavo trouxe."

Ela até sentiu uma pontada de rivalidade inexplicável com Alice.

Então era a irmã.

Com razão.

Alice ouviu nitidamente a palavra "amantezinha" e sentiu o couro cabeludo formigar.

Ela respondeu sem jeito: "Imagina."

"Graças a você." Slyvia segurou Alice: "Senão eu teria sido boba o suficiente para gastar uma fortuna naquela relíquia ilegal hoje e ficaria com um problemão nas mãos."

"Você tem tempo depois? Quero te convidar para jantar."

"Claro." Alice aceitou: "Mas hoje preciso voltar."

"Vá descansar."

Slyvia viu Alice entrar no carro e, ao voltar, deu um chute no próprio irmão: "Pare de falar bobagens."

"Quase passei por idiota hoje."

Bastien sibilou de dor, mas sorriu de forma descarada: "Quem poderia imaginar?"

Slyvia, sentada no carro, achava a situação cada vez mais inadequada: "Preciso pensar em como me desculpar adequadamente."

Bastien arqueou as sobrancelhas: "Hm?"

"Dar lances em peças de origem ilegal é contra a lei." Slyvia suspirou: "Embora eu não soubesse, isso foi muito feio."

Slyvia ordenou ao assistente: "Mande para a Senhorita Alice um conjunto da nossa nova coleção Starry Enchantment."

O assistente concordou e ligou para a sede solicitando o envio da mercadoria.

Alice ficou no carro esperando por Gustavo e acabou pegando no sono.

Entre o sonho e a vigília, sentiu-se sendo carregada para fora do carro. Através do tecido frio do terno, os batimentos cardíacos internos batiam suavemente contra ela.

Ela quis escapar daquela sensação de toque.

Mas foi apertada com mais força: "Não se mexa."

A voz veio do peito dele.

Baixa e reconfortante. Alice estava grogue de sono e sentiu os ossos amolecerem com a vibração daquela voz.

Ela acabou se encolhendo um pouco mais e perguntou confusa: "Foi você quem chamou a Professora Lina?"

Gustavo murmurou um "sim".

Alice não disse mais nada e voltou a dormir enquanto pensava.

Depois de um tempo.

A voz de Gustavo surgiu bem baixinho: "Antes de ir embora, ela perguntou qual era a nossa relação."

Alice resmungou algo, sem conseguir articular palavras.

Gustavo respondeu: "Eu não disse nada."

Ela relaxou.

A respiração tornou-se uniforme novamente.

Gustavo entrou no quarto, deitou Alice e inclinou-se para observar seus olhos fechados.

"Mas o que eu digo não é o importante."

O importante era que aquilo provava que, pelo menos, Alice não o apresentara mais aos outros como seu irmão.

PUBLICIDADE

No dia seguinte, assim que acordou, Alice viu as mensagens de Slyvia sobre a situação nas redes sociais de Paris.

Só se falava sobre as relíquias ilegais na casa de leilões.

Ao abrir as mensagens de sua amiga empresária, percebeu que as redes sociais na China também haviam explodido.

Estava cheio de comunicados da embaixada sobre as irregularidades do leilão.

Ela estava nos assuntos do momento de novo.

Alice fechou tudo imediatamente.

Que irritante.

Ela estava ficando quase famosa.

Alice ficou entocada nas cobertas por um bom tempo até despertar totalmente.

Não havia jeito, desta vez ela mesma procurara por isso.

Mas, se tivesse que deixar aquela pintura ser leiloada, ela não conseguiria.

Faria tudo de novo cem ou mil vezes.

Alice conformou-se.

Talvez estivesse em seu destino.

O museu de Hong Kong que a quisesse ou não.

Na pior das hipóteses, trabalharia como restauradora particular.

Alice levantou-se, pediu serviço de quarto e foi para a sala esperar pelo seu brunch.

Ao sair do quarto, percebeu que Gustavo não estava, mas Arthur estava arrumando as malas.

Alice aproximou-se: "Você já vai para casa?"

"Vou." Arthur disse calmamente: "Fiquei fora por muito tempo, preciso voltar para vigiar o departamento de relações públicas."

Alice caminhou até ele e agachou-se para ver a mala que ele organizava: "É por minha causa?"

No momento, o que precisava de relações públicas era o alvoroço que ela causara.

Arthur soltou a roupa que segurava: "Eles não te excluiram da família? Por que seria por sua causa?"

Alice pensou bem; era verdade.

Aquelas pessoas disseram na época que, a partir de então, qualquer impacto positivo ou negativo seria responsabilidade da própria Alice.

O grupo havia se dissociado completamente dela.

Mesmo que o departamento fizesse algo, os benefícios ou prejuízos não chegariam a eles.

No meio da arrumação, Arthur perguntou de repente: "Mas, se fosse por sua causa, você já pensou em qual benefício me daria?"

Alice foi até a geladeira procurar algo para comer: "O que eu poderia te dar agora?"

"Mas ainda me restam dois fundos em operação, o Bamboo e o Bronze. Se você gostar, escolha um."

"Você é bem generosa."

"Me dá um para cada coisa que eu faço? E quando eles acabarem?"

Alice pegou um iogurte, sentou no sofá e balançou o chinelo com a ponta do pé: "Então eu só poderei usar o meu irmão de graça."

O ambiente silenciou por um instante.

Até o movimento de Arthur parou.

Alice percebeu o duplo sentido imediatamente e explicou: "Usar a mão de obra do meu irmão de graça."

Se não tivesse explicado, talvez fosse melhor; a explicação tornou tudo mais estranho.

Arthur soltou uma risada baixa.

Uma risada que fez Alice se arrepiar.

Mas ela não ousou perguntar do que ele ria.

Felizmente, Arthur continuou a arrumar as coisas.

Não deu continuidade ao assunto.

Por sorte, o serviço de quarto tocou a campainha.

Alice correu para abrir a porta, fugindo da atmosfera constrangedora que criara sem querer.

Alice trouxe o carrinho e perguntou: "Quer comer algo?"

"Eu já comi." Arthur fechou a mala e a colocou de pé: "Já vou indo."

Alice o acompanhou até a porta.

Arthur parou com a mala do lado de fora e virou-se para ela.

Alice achou que ele esquecera algo: "Esqueceu alguma coisa? Eu pego para você."

Arthur falou de forma arrastada: "Eu queria dizer... que se você precisar."

Ele parou e se inclinou levemente, sussurrando ao ouvido de Alice: "Eu posso me deixar ser usado por você... de graça."

Gustavo estava voltando e, ao chegar à porta, viu exatamente essa cena.

Alice sentiu as orelhas esquentarem, sem coragem de pensar no real significado: "Usar o quê de graça?"

"O que você disse é o que eu digo."

"Eu digo para você ir logo, senão vai perder o voo."

Alice o empurrou para fora: "Ploft", fechou a porta com força.

Felizmente, todo aquele andar era da suíte presidencial deles, sem estranhos.

Arthur foi empurrado, cambaleou alguns passos e encostou-se na parede do corredor, com um ar libertino e decadente.

Ele voltou e bateu na porta duas vezes: "Esqueci o paletó."

Ouviu-se o som de passos rápidos lá dentro e a porta se abriu novamente.

Arthur olhou para ela: "Agora pouco queria que eu ficasse para comer, por que agora quer me expulsar?"

Alice lançou-lhe um olhar.

Do ângulo de Gustavo, ele não via Alice, apenas viu o paletó de Arthur ser arremessado de dentro da casa diretamente no rosto dele.

E então Alice fechou a porta de novo.

Arthur pegou o paletó com uma mão, jogou-o sobre o ombro e virou-se para caminhar na direção de Gustavo.

Os dois passaram um pelo outro sem dizer uma palavra.

Gustavo podia sentir claramente a aura de provocação vinda de Arthur.

Arthur parara ali para falar com Alice justamente porque vira Gustavo chegando.

O que eles conversaram para estarem tão íntimos?

De longe, pareciam um casalzinho.

O marido provocando a esposa antes de ir trabalhar e a esposa irritada.

Pareciam mais casados do que ele e Alice.

A pressão ao redor de Gustavo caiu drasticamente.

Ele caminhou até a porta.

Alice voltou para o sofá e abraçou uma almofada, com os pensamentos voando, mas fingindo calma.

Antes que pudesse se acalmar, ouviu batidas na porta novamente.

Ela não queria mais atendê-lo, mas as batidas se repetiram logo em seguida.

Alice soltou um "ai, meu Deus", pegou a almofada que estava à mão, abriu a porta e o golpeou com ela: "O que mais você esqueceu? Arthur, você não consegue sair de casa sem me dar trabalho..."

A almofada atingiu o rosto de Gustavo.

Antes do impacto, o perfume de rosas e cacau dela inundou suas narinas e pulmões.

Gustavo ficou imóvel; após o golpe, o brilho em seus olhos tornou-se ainda mais sombrio.

Então, a recompensa de sua esposa fora dada daquela forma ao seu irmão mais novo agora pouco.

E a forma de falar parecia ainda mais com o flerte privado de um casal.

Alice parou a frase no meio, encarando Gustavo fixamente.

"É você."

Alice sentiu que a aura de Gustavo não estava certa; abaixou a mão, abraçou a almofada e recuou para dentro: "Achei que fosse o segundo irmão."

Gustavo olhava para ela sem desviar: "E então, sobre o que vocês estavam conversando?"

Dizendo isso, ele entrou no quarto.

Alice quis dar espaço para ele entrar, mas a investida dele foi agressiva.

Ao entrar, Gustavo fechou a porta com um "pau" seco.

Com facilidade, ele a prendeu em um espaço onde havia apenas os dois.

Gustavo parou no hall, pensando em tudo o que vira.

E no diálogo que ouvira.

Quanto mais pensava, mais pensamentos sombrios brotavam de seus lugares ocultos.

Ela já era dele, mas ainda havia coisas que não sabiam o perigo que se aproximavam dela.

E era justo o seu irmão, não podia acabar com ele.

Alice também não entendia as coisas.

Alice não compreendeu, mas a primeira coisa que Gustavo fez ao entrar foi tirar o relógio de pulso e o anel.

O som da trava metálica se soltando foi agudo.

O choque entre as peças gerou uma sensação sinistra e estranha.

Enquanto os tirava, caminhava em direção a ela.

Seu rosto de traços marcados e belos parecia ainda mais indecifrável naquele momento.

Alice certamente não ousaria dizer as palavras reais: "Nada demais, o segundo irmão adora falar bobagens, você sabe."

"Nem precisa ouvir o que ele diz."

Gustavo sabia que Alice não estava dizendo a verdade; ele apertou o relógio e o anel na palma da mão.

A intenção de punição, cada vez mais forte, clamava para que ele a arrastasse para perto...

Alice era bondosa demais.

Se um cão de rua se esfregasse nela, ela acariciaria a cabeça do animal e lhe daria uma recompensa.

Ela precisava ser bem educada.

Para saber que uma criança casada, com família, não pode recompensar qualquer cão lá fora.

Mas, naquele momento, sua pequena esposa, que ele criara, não sabia de suas intenções e perguntou confusa enquanto apontava para a mão dele: "Por que você está tirando essas coisas?"

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia