CAPÍTULO 18: Entrelaçamento, aprisionamento, exclusividade
"Não... não é mágoa, nem é..."
As palavras de Alice soavam estranhas ao saírem. Dizer que era mágoa soava estranho, dizer que não era, também.
Seus dedos brincavam com a espuma da banheira, desenhando círculos sem parar; esse sentimento contraditório e de luta preenchia todo o seu coração.
Logo em seguida, ouviu Henrique continuar: "Você terá que se acostumar."
Alice cerrou os lábios: "Me acostumar com o quê?"
"Comigo servindo você."
Talvez a temperatura da água estivesse um pouco alta, pois Alice sentia o corpo todo arder: "Eu estou muito acostumada com você fazendo as coisas para mim antes, mas..."
Isso era muito diferente de quando Henrique fazia uma coisa ou outra por ela no passado.
Alice abriu a boca e fechou, sem saber o que dizer.
Ela não percebeu que seus resmungos, suspiros e engasgos foram todos captados pelo microfone e transmitidos para o outro lado da linha.
Alice não resistiu e protestou: "Mas antes de casarmos, você não me disse que haveria essas coisas."
"Não te disse o quê?"
Alice disse sem jeito: "Você só disse que me ajudaria a descontar minha raiva."
Ela achava que tudo continuaria exatamente como antes.
"Hum." Henrique continuava muito calmo: "Mas essas não são as coisas mais básicas a se fazer após o casamento?"
Ele falava com tanta naturalidade que parecia que tudo o que a deixava desconfortável era óbvio para ele.
Isso fazia Alice ter a ilusão de que talvez estivesse exagerando.
Afinal, ele apenas ajudara a lavar uma peça de roupa suja que caíra no chão.
Mas!
Era AQUELA peça!
Alice decidiu encerrar aquela conversa sem rumo: "Vou dormir, boa noite, irmão."
Após dizer isso, ela desligou o vídeo do monitoramento sem olhar para trás.
Do outro lado, o gatinho cutucou o robô por um bom tempo e, ao não ouvir mais a voz de Alice, pulou frustrado do criado-mudo e saiu.
Henrique soltou um riso baixo e sem som, mas não havia alegria em seus olhos; estavam sombrios e assustadores.
Boa noite, irmão.
Ela fez de propósito.
Até que ponto ele teria que chegar para que ela entendesse que, agora, ele não era o irmão dela?
E que ele não queria ser o irmão dela.
Realmente, lavar apenas uma peça de roupa estava longe de ser o suficiente.
Alice era mestre em jogar os problemas para Henrique.
Ele sempre encontrava o equilíbrio perfeito e a solução para as coisas.
Por isso, após desligar o telefone e abandonar aquele emaranhado de relações, ela saiu do banheiro com a mente leve e ligou a tela de projeção.
Projetou o filme que sua amiga lhe enviara.
Enquanto ouvia a música de abertura, Alice passava óleo capilar e loção corporal.
Cada fio de cabelo era cuidado com atenção.
Após terminar, ela se enfiou preguiçosamente debaixo das cobertas, envolvida pela fragrância de seu corpo.
Sons de uma sala de aula vieram da tela.
Sua atenção foi atraída.
O início do filme mostrava uma cena de aula no campus.
Diziam que aquele professor só dava aulas à noite, um dia por semana, uma aula por vez.
Durante as aulas, o auditório ficava lotado.
Aquele velho excêntrico falava sobre diversos tipos de relíquias culturais; seu estilo era humorado, como se estivesse contando histórias de velhos amigos.
Os alunos adoravam ouvi-lo.
Até que ele tirou uma licença repentina de um mês, para a tristeza de todos.
Com isso, alguém descobriu que o horário das aulas dele coincidia exatamente com os dias de folga em que o museu estava fechado.
Outros notaram que as imagens das relíquias que ele exibia em aula nem sequer constavam nos registros oficiais.
E o período de um mês de sua licença...
Era exatamente o mesmo período em que a estátua da criatura mística Xiezhi do museu fora enviada para uma exposição no Louvre.
Alice achou aquilo familiar.
De repente, ela entendeu por que a amiga sugerira que visse o filme.
Era um filme com elementos de fantasia.
Sobre relíquias culturais.
E tudo aquilo era o que Alice havia contado para Gustavo no passado.
Inclusive, em muitas histórias de relíquias no filme, ela conseguia ouvir sua própria voz em cada linha do roteiro.
Alice pegou o celular: 【Você já viu aquele filme?】
A amiga estava ocupada socializando e não viu a mensagem de imediato.
As imagens na tela continuavam.
O filme se desenrolava sob a perspectiva da protagonista.
Após a volta do velho professor, ele disse que fora ao Louvre a trabalho e trouxe novas histórias para todos.
Histórias sobre centenas de relíquias nacionais roubadas que estavam guardadas no Louvre.
Ela ouvia o professor contar quando seus "velhos amigos" foram saqueados do país.
Em quais museus estrangeiros estavam e como deveriam ser resgatados.
Ouviu o professor dizer que havia três formas de recuperar relíquias que saíram ilegalmente: recompra, doação e reivindicação.
Dizia que a reivindicação exigia evidências históricas, registros documentais e suporte de restauração de imagens.
E que a criatura Xiezhi era a personificação da justiça, da lei e da consciência moral.
O celular de Alice vibrou.
A amiga respondeu: 【O primeiro trabalho de um antigo colega que já ganha prêmio, eu tinha que ver.】
【Mas como vi que você não se importava mais com ele, não te contei.】
【O que achou?】
【Alice: Muito bom.】
【LXY: Só "muito bom"?】
【LXY: Na época fiquei decepcionada que vocês não tiveram nenhum progresso, achei que o Gustavo também não ligava.】
【LXY: Quem diria, ele lembra de cada palavra que você disse.】
【LXY: Não tem curiosidade de saber o que ele estava pensando ao fazer esse filme?】
Alice respondeu calmamente: 【Com certeza era o sentimento de patriotismo dele.】
【LXY: Você é que é esse "sentimento".】
No mesmo instante em que a mensagem da amiga chegou...
Outra caixa de diálogo apareceu no topo da tela do celular de Alice.
Era uma mensagem de Gustavo: 【Está livre amanhã?】
Os dedos de Alice hesitaram por um segundo.
Ela abriu a mensagem com hesitação.
Gustavo continuou: 【Havia muita gente hoje, não deu para conversarmos muito.】
【Se for conveniente, poderíamos jantar sozinhos amanhã?】
Alice abraçou o travesseiro e virou-se, deitando de bruços.
Com os dedos, tocou a tela: 【Amanhã preciso descansar, estou muito cansada hoje.】
Gustavo respondeu: 【Então depois de amanhã?】
Depois de amanhã...
Alice fez as contas.
【Ou quando for conveniente para você. Não precisa se preparar, eu vou ao seu encontro.】
Ir a um encontro sem se preparar era impossível para ela.
Não importava o que fosse fazer, Alice sempre mantinha sua melhor aparência ao sair. Ela sugeriu um horário: 【Três dias depois, na terça-feira.】
【Combinado.】
Alice descansou o dia seguinte inteiro no hotel.
Arthur foi ao hotel passar um tempo com ela: "Termino minhas reuniões amanhã. Para onde quer ir depois? Eu te levo."
"Não precisa." Alice folheava revistas de moda destes últimos dias enquanto comia sorvete. "Já marquei com alguém."
Arthur virou-se para ela: "Gustavo?"
Os olhos de Alice brilharam: "Como adivinhou?"
Arthur não estava adivinhando; estava testando, testando cada perigo potencial.
Não imaginava que seria ele mesmo.
"Afinal, faz muito tempo que vocês não se veem." Havia ciúme e irritação na voz de Arthur. "Uma noite não seria suficiente para recordar o passado. Por que não se veem hoje?"
"Ele sugeriu hoje." Alice achava que Arthur era como uma "melhor amiga": "Mas achei que dois dias seguidos de jantares sociais seriam cansativos."
"Então marcaram para amanhã?"
Alice disse sorrindo: "Terça-feira."
Arthur viu aquela expressão e brincou ironicamente: "Ontem à noite, quando ele te levou ao carro, você disse que o tempo passou rápido e não tinham conversado o suficiente."
"E não conversamos." Alice não percebeu nada de errado. "Por isso escolhi um momento adequado."
Arthur percebeu a jogada.
Ela nem se dava conta de que já tinha fisgado Gustavo e agora deixava o outro ansioso, sem satisfazê-lo imediatamente.
Arthur entendia bem esse sentimento; já passara por isso inúmeras vezes com Alice.
Quando ela despertava o interesse dele, dizia que estava cansada. Quando ele queria estar com ela o tempo todo, nunca conseguia ser plenamente satisfeito por ela.
O "apetite" dela parecia pequeno, fácil de satisfazer.
Mas ele era diferente; tinha um apetite enorme. Breves jantares e conversas apenas serviam para atiçar sua vontade.
"Você não se importa muito com ele?"
Alice não entendeu como Arthur chegou a essa conclusão: "Por que diz isso? Éramos bons amigos, eu me importo com ele. Mas isso não significa que eu tenha que ficar com ele até enjoar agora mesmo."
"Sendo bons amigos, eu deveria encontrar com ele estando na minha melhor forma."
"Assim ambos ficamos confortáveis."
Arthur não pôde refutar; sentiu até que ela estava certa.
Cuidar do próprio estado e sentimentos antes de lidar com os outros era uma forma de responsabilidade com ambas as partes.
Quem teria ensinado isso a ela...?
Arthur pensou em uma pessoa.
Henrique.
Arthur achou aquilo interessante.
Homens e mulheres pensam diferente; homens têm uma natureza instintiva. Sob a perspectiva deles, era difícil não interpretar como:
"Ela me deixa ansioso, me faz desejá-la e não me deixa tê-la, e quando eu a questiono, ela diz seriamente que é porque se importa comigo."
Isso fazia a pessoa se afundar ainda mais.
Mas, uma vez preso, a pessoa começaria a duvidar por ela não demonstrar a proximidade esperada.
Um ciclo vicioso do qual se tornava impossível escapar.
Henrique, ao guiar Alice para cultivar esses pensamentos anos atrás, provavelmente não imaginava uma coisa.
Que um dia, ele também seria mantido na linha por ela, tornando-se um louco que tenta se aproximar de todas as formas sem precisar ser puxado.
Arthur achou aquilo fascinante.
O encontro entre Alice e Gustavo aconteceu com Arthur levando-os.
Como a "melhor amiga" no coração de Alice, Arthur aceitou o pedido dela.
Ele ficou esperando no carro.
E aproveitou para enviar uma foto do encontro para Henrique.
O irmão mais velho, que sempre os ensinou como agir, também teria o seu dia.
Arthur nem precisava agir; bastava deixar Henrique ver.
Gustavo não conseguiria chegar perto de Alice por um bom tempo.
Do lugar onde Arthur estava, ele conseguia ver, através da vidraça do restaurante, os dois sentados à mesa.
Conversavam animadamente.
Logo chegou uma mensagem de Henrique:
【Tentar me usar com uma foto... Eu cobrarei juros por isso.】
Arthur rebateu: 【Só estou te mostrando o quanto nossa irmã é querida.】
Henrique não respondeu mais.
Alice saiu do restaurante com um semblante radiante.
Arthur perguntou: "Tão feliz assim? Sobre o que conversaram?"
"Nada demais." Alice acomodou-se no banco. "Ele me convidou para ver uma exposição em dois dias."
"Ah, é verdade, ele disse que voltará para Hong Kong no mês que vem."
"Que bom." Arthur concordou primeiro e depois acrescentou: "Mas nem precisava ele te contar, o Gustavo tem certa fama."
"Quando ele voltar, a mídia vai estar lá esperando, as notícias vão sair e nós ficaremos sabendo."
Ser vigiada pela mídia era a coisa que Alice mais detestava.
Ela ficou em silêncio por um tempo.
Arthur perguntou: "Você vai sair com ele em dois dias?"
Alice despertou: "Ainda não aceitei, vou ver a agenda do dia."
Alice jantou com Arthur.
Contou-lhe distraidamente sobre o que conversaram hoje.
Para Arthur, a conversa deles parecia muito comum.
Tinha mais o tom de velhos amigos recordando o passado.
Ele conhecia um pouco de Gustavo; era alguém cuidadoso e prudente.
Talvez por terem acabado de se reencontrar, ainda estivessem na fase de se familiarizar novamente; Gustavo não seria imprudente a ponto de ultrapassar a relação atual.
Parariam na amizade.
Mas Arthur percebia que Gustavo deixava transparecer em cada detalhe o desejo de dar um passo além.
Como os convites e a volta para Hong Kong.
Alice era transparente, parecia não esconder nada de Arthur.
Isso provava que, no coração dela, Gustavo ocupava apenas o lugar de amigo.
Em contraste, o que realmente preocupava Arthur era o que Alice não dizia.
Como aquele colar.
Quem o dera a ela.
No dia seguinte.
Alice ficou pensando se deveria ir ao Louvre com Gustavo, mas temia ser fotografada pela mídia.
Afinal, ela ainda estava no período de observação do Museu de Hong Kong; causar novos escândalos não seria bom para sua carreira.
Felizmente, ao entardecer, Gustavo ligou.
Pediu desculpas e disse que recebera uma proposta de colaboração e precisava ir para a América negociar.
Alice não precisou mais se martirizar e sentiu um alívio.
Arthur teve um tempo livre e levou Alice a uma exposição de joias privada.
Disse que a marca era de um amigo do segundo filho da Onyxaura, uma marca de nicho, e pediu que fossem dar um apoio.
Alice, naturalmente, aceitou.
Ela entrou no salão com Arthur; o homem que veio recebê-los parecia ter uns vinte e poucos anos.
Cabelos castanhos curtos, olhos azuis, traços marcantes e postura ereta.
Diziam ser um dos donos da marca.
Ele parecia muito próximo de Arthur; após algumas palavras, levou Arthur para o lado para conversar sobre negócios.
Um assistente particular acompanhou Alice para visitar a exposição sozinho, explicando o conceito do design das joias desta vez.
Chamava-se "Paraíso Proibido".
Alice logo foi atraída por um anel na vitrine principal.
Era um anel de rubi, e o design da cravação consistia em duas serpentes aladas com os pescoços entrelaçados, mordendo juntas o rubi central.
Seus corpos e caudas estavam firmemente enrolados.
Era um estilo um tanto bizarro e sombrio.
Alice aproximou-se para ler a descrição e descobriu que era o anel de casamento do dono, o Sr. François.
"Não imaginei que seu chefe, parecendo tão jovem, já fosse casado."
O assistente assentiu educadamente: "Sim, o senhor e a senhora sempre tiveram uma relação muito boa."
Foi a primeira vez que Alice viu um anel de casamento com estilo "dark": "Mas estou curiosa, há algum motivo para o anel de casamento ter esse conceito?"
"A senhora foi uma irmã criada na casa do senhor, cresceram juntos. As serpentes aladas representam o proibido, e o rubi é o fruto proibido."
O sorriso no rosto de Alice congelou por um instante.
Sua cabeça deu um leve zumbido: "Irmã?"
"Uma irmã de criação." O assistente explicou mantendo um sorriso polido, mas aquilo deu arrepios em Alice.
O assistente gesticulou: "O início da galeria é por aqui."
Alice assentiu e caminhou.
O assistente explicava o conceito de cada joia.
Era uma história completa e contínua.
Os franceses eram realmente ousados.
Embora o assistente não tivesse dito muito, Alice percebeu a trama através do design das joias.
Uma irmã de criação, sem laços de sangue, vivendo na mesma casa.
No dia em que se tornou adulta, pediu o irmão como presente de aniversário.
A partir de então, eles ficaram naquela casa.
Sob os olhos dos pais e irmãos, em lugares visíveis e invisíveis, provando o fruto proibido.
Entrelaçados até a morte.
Na superfície, mantinham a harmonia entre irmãos.
Mas toda a loucura interior era exibida através do design.
Tanto que o design dos colares trazia elementos de elos de correntes e algemas.
Nas pulseiras, havia texturas de chicotes, cordas impossíveis de desamarrar, serpentes aladas ou olhos de feras à espreita — animais acorrentados e perturbados.
Pessoas envolvidas pelo proibido raramente têm paz interior.
Todos carregam um certo grau de patologia.
E eles ficaram juntos.
Eles se casaram.
O fim da exposição retornava ao anel da vitrine principal.
Alice olhava para aquele anel com sentimentos complexos.
Quando alguém faz algo semelhante, tende a se projetar ao encontrar semelhanças mínimas.
Especialmente, ela pensou naquela peça íntima que Henrique não deveria ter lavado.
Alice ouviu os passos de Arthur se aproximando.
Ouviu ele perguntar: "E então, gostou?"
Alice virou-se para ele: "Você sabe da história do casal dono da marca?"
Arthur ponderou antes de responder: "Que história? Não sei."
Após dizer isso, ele lhe fez outra pergunta: "Aquele seu Rosa Nebula, quem te deu?"
O coração de Alice estremeceu; ela cerrou os lábios e não disse nada.
Arthur sorriu e tirou uma caixa: "Por que está me olhando assim?"
"Você também tem segredos escondidos do seu irmão?"
Naquele "Paraíso Proibido", ele se autodenominou "irmão".
Isso fez Alice pensar no outro, e seu pulso falhou uma batida.
Ela suspeitava seriamente que Arthur estava mandando uma indireta.
Arthur continuou naturalmente: "Acabei de ver uma pulseira linda que combina com você. Comprei do François."
Ele tirou a pulseira; não estava na vitrine.
Arthur segurou o pulso dela: "O tamanho parece certo, quer provar?"
Alice insistiu na pergunta: "Você realmente não sabe da história deles?"
Ela não acreditava muito.
Arthur olhou para ela e brincou: "Se provar, eu te conto."
Alice não se moveu mais, deixando Arthur colocar a pulseira nela.
O trabalho da pulseira era complexo, como uma trepadeira que crescia e se espalhava, com inúmeras flores de diamante, dando várias voltas no pulso.
Qualquer movimento fazia um som metálico.
Havia até pequenos sinos.
Era realmente bonita. Alice a admirou por um tempo e balançou o braço: "Agora pode me dizer se sabia disso?"
Arthur sorriu satisfeito ao vê-la usando: "Sabia."
O coração de Alice apertou.
Em seguida, Arthur perguntou novamente: "Então, você também pode me dizer quem te deu aquele Rosa Nebula?"
O ar ao redor pareceu estagnar por um instante.
Alice não conseguiu mais ficar ali; virou-se para sair: "Foi apenas um amigo, por que você sempre pergunta isso?"
"Alice." A voz de Arthur veio pausadamente atrás dela. "As palavras-chave do conceito do Sr. François são: entrelaçamento, aprisionamento, exclusividade."
"A maioria das obras dele tem uma característica em comum."
"Uma vez colocadas, não saem pelo resto da vida."
Os passos de Alice pararam bruscamente.
A voz de Arthur aproximava-se cada vez mais por trás: "Alice costumava me contar tudo, agora que cresceu, tem segredos escondidos do irmão. Então, que tal eu deixar esta pulseira no seu corpo para sempre?"
"Para fazer companhia ao Rosa Nebula."
"Ele é um amigo, eu sou o irmão, você deve gostar de ambos, não é?"
O corpo de Alice ficou cada vez mais rígido.
Além das palavras de Arthur, ela viu, na saída do salão...
Henrique, que caminhava para dentro, encarando-os fixamente.